NADA COMO A VIDA

N

SÃO PAULO (aprendam, crianças) – Sou um ácido crítico de quem acha que tudo que se faz no mundo virtual é espetacular e fantástico, que diante de uma tela, um teclado, um mouse, um controle de videogame, consegue-se reproduzir a realidade. Às vezes troco umas farpas com a galerinha de corridas virtuais, a turma que acha que, de verdade, um sujeito capaz de se sair bem num simulador pode ser, automaticamente, um bom piloto aqui fora.

[bannergoogle]Acho uma puta cascata. Ah, mas a Nissan e a Sony e o PlayStation… A Nissan, a Sony e o PlayStation fazem uma coisa muito interessante do ponto de vista de marketing. Partem de uma massa de, sei lá, um milhão de pessoas, para “selecionar” possíveis pilotos em função de seus desempenhos em videogames.

Claro que de uma massa de um milhão de pessoas vão aparecer três ou quatro capazes de se tornarem pilotos na vida real. Isso não depende do videogame. Se você pegar um milhão de marceneiros, padeiros, ourives ou estafetas, também é capaz de encontrar três ou quatro que, bem treinados, podem guiar um carro de corrida.

Mas, aí, pinga um egresso do PlayStation num campeonato qualquer e pronto: lá vem a turba do X, quadrado e bolinha, que gasta a vida conectada a um console, afirmar sem medo de errar que videogames podem, sim, produzir pilotos.

Bom, faço esta enorme digressão, que já fiz outras vezes, para mostrar o vídeo postado nos comentários pelo blogueiro Mickey Mouse. A Jaguar simula um simulador e…

E aí acontece o que vocês verão abaixo. Lamento, jovens. Na vida real, o buraco é mais embaixo.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

33 Comentários

  • O piloto virtual não corre riscos reais e aí jaz toda a diferença. Lapidar o talento entre o medo e a coragem, entre o arrojo e o instinto de sobrevivência em situações reais, as mais variadas possíveis, buscando sempre o limite e a excelência do binômio homem-máquina. É assim, na minha opinião, que se forjam os verdadeiros vencedores do esporte-motor.

    E aí, não cabe qualquer Matrix.

  • Jogos são só para matar a nossa vontade – devido à impossibilidade financeira de adquirir um carro decente e entrar num autódromo real.
    Já pensei realmente que os jogos de simulação de corrida, representavam com uma certa fidelidade o que acontecia. Já tive um volante e tal… É bem legal, lembra a forma de dirigir.
    Mas a realidade deve ser bem mais complexa. E o próprio Hamilton detonou o joguinho da F1, quando era o único recurso para conhecer a pista, já que ninguém tinha dados técnicos da nova pista de rua de Baku para criar no simulador. Veja aqui o que ele disse:
    http://br.motorsport.com/f1/news/sem-andar-em-baku-hamilton-detona-simulador-um-game-ruim-788848/

  • Como é o nome da bagaça mesmo???

    Ah é, simulador…

    Um treco que SIMULA a realidade. Nesses jogos, qualquer um tem coragem de sentar a bota e arregaçar nas pistas, frear lá dentro, bem depois de “DEUS ME LIVRE”, e acelerar mais cedo ainda, perto de “ONDE DÁ SAUDADES DE CASA”.

    E sabem pq isso ocorre???

    Pq se der merda, é só resetar o joguinho e começar de novo.

    Quero ver fazer isso na vida real, correndo o risco de morrer e, pior ainda, matar outras pessoas / competidores.

    Ter culhão no virtual é fácil…

    • Pois eu acho no carro real é bem mais fácil, lógico que corre o risco, mais é ai que tá a adrenalina, agora no game é técnica, eu pelo menos tenho culhão, só não tenho condições, já andei de kart e fui mais rápido do que os profissionais, e no game não consegui dar voltas rápidas.

  • Por isso que digo que uma categoria de carros robôs, sem pilotos, um “autorama tamanho real” seria um fracasso.
    Uma idiotice.
    Mas tem gente que “acharia legal”.
    Esses não gostam de automobilismo de verdade.
    Não entendem o espirito do esporte.

  • Eu concordo que um simulador não faz um campeão.
    Mas tenho certeza que os simuladores de hoje em dia ensinam bastante sobre pilotagem. Claro que existem muitas diferenças entre a realidade e o mundo virtual, principalmente lidar com a intensidade física, e a questão mecânica de preparação dos carros, porém 95% das pessoas que gostariam de ter acesso as corridas não tem a oportunidade de praticar ou aprender. As corridas virtuais são talvez a única forma de acessar esse mundo maravilhoso e caro pra grande maioria.
    Hoje em simuladores dá pra aprender conceitos básicos como tangência de curva, equilíbrio do carro, transferência de peso, etc. Agora, com certeza o mundo real é muito melhor e mais divertido, só que as vezes é inacessível!

  • É obvio que o real é muito superior ao virtual e quem nao concorda com isso é tam-tam. Daqui a pouco o povo vai deixar de viajar pra fazer tour virtual nesses óculos de Realidade Virtual…. Agora, que os simuladores sao ótimos brinquedos pra quem nao tem oportunidade e dinheiro pra dirigir grandes máquinas como essa da propaganda, disso nao tenho dúvidas.

  • Sou adepto de simuladores virtuais, tenho um cockpit montado em casa e tal.
    Mas isso só porque não tenho grana pra montar um carro pra correr, que é o que realmente tenho vontade.
    No simulador tenho clareza que, simplesmente por não sentir – tem gente que acha que o feedback do volante já é o máximo) – as forças envolvidas, não estou nem perto da realidade. No real vc não pode reduzir marchas como um louco, tem que fazer punta taco, tem cheiros, tem cagaço.
    O virtual, pra mim, é só um paliativo.

  • Gosto de videogames mas, sinceramente, não achei nada parecido com a experiência de um kart indoor (o mais perto de carro de corrida que estive). Na real, acho que quem pilota carros de corrida de verdade não se contenta com simuladores nem a cacete.

  • Caro Flávio, concordo plenamente que correr no console nada tem a ver com corrida de verdade. No entanto… segue breve história real – o protagonista sou eu.

    Tenho 51 anos e sempre corri com simuladores. Agora quase nada, é verdade. Falta tempo. Mas peguei os primeiros jogos (como o Indy 500) que precisavam que o “corredor” criasse um set-up básico e aplicasse alguns poucos e bem rudimentares recursos de pilotagem.

    Os programas evoluíram até a chegada do PS2 e o clássico Gran Turismo. Tudo muito divertido, mas obviamente descolado do mundo real. Nunca corri de verdade e sempre achei o cúmulo da babaquice o povo que arregaça nas ruas, se sentindo o máximo por estar “voando” no meio pessoas que andam civilizadamente no trânsito.
    Apesar de amar corridas, sempre achei que correr não era para mim. Afinal isso exige preparo e algum talento natural;

    Até que quando tinha quase 40 fui pela primeira vez correr com kart indoor. Ok, não é uma competição “de verdade”. Mas para se dar bem é realmente necessário pilotar de alguma forma. Já é algo muito mais próximo da “coisa” do que andar nas ruas ou no videogame.

    Não esperava nenhum resultado expressivo, afinal meus colegas já eram experientes nesta brincadeira. Então coloquei em prática tudo o que eu aprendi… nos consoles!

    O resultado… bem, foi muito bom e os caras ficaram putos por eu ter dito que nunca tinha corrido. Acharam que eu treinava muito e estava escondendo o jogo. Corri várias outras vezes em lugares melhores – como na Granja Viana, e os resultados sempre surpreendendo. Engraçado que, na minha visão, só fiz o óbvio. Achei que todo mundo saberia fazer este óbvio. Certamente eu seria massacrado se a esta altura da vida tentasse me profissionalizar e correr contra os moleques que treinam de verdade desde pequenos. Aliás, nada garante que eu me fosse me tornar um piloto decente se tivesse tido oportunidades na infância. Mas isso já é outra história.

    A questão é: tudo o que eu sabia sobre pilotagem veio dos consoles. É pouco, é realmente estúpido pensar que isso pode credenciar alguém a se declarar corredor. Por outro lado, colocar este pouco em prática fez toda diferença para mim. O que isso prova? Nada. Mas entendo que os jogos são capazes de despertar algo dentro de quem já é fissurado por esportes a motor.

    De certa forma entendo sua birra com este assunto. Mas acho que isso é apenas ranço por você já ter adentrado no mundo real de uma corrida. Algo que a maioria dos mortais jamais vai experimentar. Não perca mais o seu tempo tentando tirar a satisfação e a alegria de quem consegue ter um bom desempenho nos consoles, ainda que isso não seja corrida de verdade.

  • video game pode ser o mais real possível, ser sensível as configurações e parâmetros mas é IMPOSSÍVEL simular a sensibilidade de estar dentro do carro. os efeitos, a gravidade, o esforço. mesmo com um volante de video game, força nos pedais etc…impossível simular isso.

  • Sou extremamente entusiasta dos simuladores para PC, desde 1990. Apesar de morar em apartamento tenho um “cockpit” com volante para pilotar.
    É óbvio que a vida real sempre vai ser melhor ou que sendo piloto virtual não é garantia de ser bom na vida real. O que acontece é que para eu que sou assalariado e não tenho condições financeiras de ter algo com rodas para pilotar na vida real, a maneira virtual é uma boa maneira de conseguir alimentar minha paixão pelo automobilismo, só isso.

  • Muito bacana essa pegadinha da Jaguar; eu realmente gosto de simuladores ou games elaborados sobre carros, fruto do amor que tenho por eles, claro – e curto poder “pilotar” carros que nunca serão meus na vida real…marcas famosas, monopostos, carros de rally – os melhores games nos transmitem informações bem interessantes sobre a pilotagem, e a direção lúdica, a história de cada carro e campeonato, os gráficos elaborados, o desafio de vencer seus limites (sic) fazem um cardápio apetitoso para quem gosta realmente de bólidos e competições, agregando mas não nos tornando necessariamente pilotos profissionais. É diversão, apenas isso…

  • Acho que pode estimular as pessoas a virarem pilotos e ajudar gente como eu que ja participou de corridas “reais” a manter o prazer de participar de corridas, e de ter pelo menos uma ideia de como seria pilotar uma Lotus 72 em Monza.
    O que pega é a parte física, na minha primeira corrida de kart, mal conseguia assinar a sumula no final da corrida.
    Talvez seja mais fácil dirigir um carro hoje do que um kart a trinta anos atras, mas tenho certeza que ainda não atingiram a perfeição em termos de sensibilidade de pilotagem em simuladores, deve estar perto, mas acredito que com óculos 3D e algum tipo de simulador de forças G, ai sim, o candidato sera realmente testado.

  • O vídeo game ajuda no reflexo e para dar uma noção tridimensional. E só. Pilotar exige muito preparo físico que vai além da bronha dos viciados em jogos virtuais. 15 min de kart já dá uma canseira desgraçada. Mas ainda entendo que os simuladores de carro da Atari ajudavam muito mais no reflexo do que os atuais video games. Veja o caso do Enduro que, quando a velocidade aumentava no avanço das fases, tinhas que desviar dos carros à velocidade do som.

    • “Mas ainda entendo que os simuladores de carro da Atari ajudavam muito mais no reflexo do que os atuais video games.”

      Você tem jogado o que? Ou foi só vontade de concordar?

      Desviar da esquerda pra direita com um toque no botão, para o senhor, era mais completo do que os simuladores modernos?

      Francamente.

  • FG, puta que pariu! Sacada de marqueting mas uma PUTA CASCATA na vida real
    É o Cox, e o centro de gravidade na coluna? Os bracos doendo, o calor, os cheiros e principalmente mudancas de barulho? .e oASFALTO!!!!!!
    Piada!

  • Não discordo de uma única vírgula até o quinto parágrafo do texto, mas não tenho como não achar o vídeo completamente desconectado da questão discutida. Ok, a pegadinha da Jaguar é bem sacada, bem executada (apesar de nada garantir que não seja tão “legítima” quanto o teste de fidelidade do João Kléber), mas não corrobora em nada o fato de que pilotos de sofá não necessariamente serão bons pilotos na pista.

    Como bem disse o Cristiano Ferreira, trata-se apenas de um punhado de pessoas comuns que ficaram impressionadas com o realismo do que acreditavam ser uma experiência virtual. Fossem pessoas habituadas à realidade virtual, é bem possível que notariam algo errado. Isso sem falar que em nenhum momento foi sequer sugerido que eles teriam qualquer experiência em corridas de videogame ou algo do tipo. E eles sequer estavam dirigindo! Se a pegadinha fingisse simular uma montanha-russa ou um lançamento de foguete e os participantes de fato percorressem quedas e loopings ou entrassem em órbita, seria tão engraçado quanto e igualmente alheio à campanha da Sony e da Nissan.

    Na boa, Gomes, compartilho seu raciocínio sobre a não-equivalência entre correr no Playstation e correr no asfalto (ou terra, que seja), mas acho que a barra foi ligeiramente forçada. Seria muito mais o caso de apenas postar o vídeo e algum comentário na base do “olha que legal a Jaguar fazendo os outros de bobo” do que fazer uma ligação inexistente entre dois assuntos distintos.

  • Adorei ver esse vídeo. Fecha bem com algo que conhecemos bem no mundo acadêmico, onde muitos acham que bom é o trabalho virtual. São os “engenheiro de teclado”, ensinando e estimulando os alunos a serem iguais, num mundo em que tudo funciona. As peças, dimensional e funcionalmente perfeitas, uma beleza. Quando um desses cai no Laboratório de Motores da UFRGS descobre que as coisas são bem diferentes. Os componentes não combinam, se recusam a trabalhar em conjunto, o que deveria demorar algumas horas pode levar dias e assim por diante e é isso que dá sabor a profissão. O pior que alguns alunos se contaminam com esse espírito e acabam criando um desprezo pelo uso (real) de ferramentas, acham que o bom é ficar numa sala com ar condicionado dando ordens… São os primeiros a ser demitidos nas crises, pois não sabem realmente FAZER nada de verdade, são os profissionais virtuais. O mundo real é outra coisa.
    Há pouco tempo também participamos da fabricação e montagem de um novo bocal para um túnel de vento projetado no computador, excelente mas devido as características da fibra de vidro e da resina usada deu um trabalho enorme . As partes não “casavam” e só depois de algumas horas conseguimos compensar as diferenças de contração das diferentes camadas de resina aplicadas a pincel de modo satisfatório. No computador tudo se encaixava perfeitamente, sem problemas.

    • MAs isso é no Brasil. Sou arquiteto. NA Dinamarca um escritório de arquitetura tem 100 projetistas fácil, vai tudo já pre moldado para obra, paredes, janelas tudo pronto, e encaixa tudo, como se fosse lego. Se o seu pensamento estivesse certo, então teríamos que dizer que bom mesmo é o pedreiro que levanta tijolo, reboca etc. Isso é besteira. O sistema de trabalho de vocÊs que está falho. É preciso uma conexão, organização para o trabalho em conjunto e nesse caso tanto projetistas como construtores precisam estar em sintonia. Achei sua visão um pouco mais voltada para a deficiÊncia do planejamento e execução de engenharia, do que o que seria o ideal. O pessoal da sala, do ar condicionado é quem estuda e tem a idéia toda, é tão importante quanto.

  • Voce sabe que esse video ai não quer dizer muita coisa né? Pegaram 3 pessoas que claramente se impressionam com qualquer tipo de demonstração, seja virtual ou não e colocaram pra fazer parte da propaganda.

    Qualquer pessoa que jogue em simuladores, participe de corridas de kart na vida real e esteja habituada com realidade virtual não sai assustada como essas pessoas ai.

    E a comparação que voce fez com pilotos virtuais se aplica muito bem aos pilotos reais também. Pouquíssimos desses pilotos reais vingam no esporte, e voce sabe muito bem disso. São pouquissimas as oportunidades de sucesso para ambos os grupos citados.

    Eu conheço 6 pessoas que REALMENTE tentaram a carreira de jogador de futebol e nenhuma delas prosperou, sendo que o que foi mais longe na tentativa chegou a jogar em algum time de terceira ou quarta divisão do campeonato português e depois de um tempo voltou pra cá…..e esse meu amigo, quando voltou tinha menos de 26 anos de idade.

    Pilotos e jogadores de futebol são pouquissimos os que obtém destaque, e isso independe do fato de terem saido diretamente de escolas de pilotagem ou de simuladores.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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