MENU

segunda-feira, 6 de junho de 2016 - 11:54Gira mondo, Indústria automobilística

ALI E O BRASIL

SÃO PAULO (tô cansado) – A morte de Muhammad Ali, na madrugada de sábado, deixou o mundo do esporte triste e, ao mesmo tempo, orgulhoso de tê-lo tido como um de seus representantes. Nenhum atleta, na história, fez o que Ali fez. Não estou falando de boxe, apenas. Falo do ativismo — seja ele contra o racismo, seja pela paz, ao recusar-se a defender os EUA numa guerra infame no Vietnã —, da coragem na defesa de posições, na honestidade de princípios, na dignidade como homem.

Mas não serei eu a falar de Ali. Tudo já se escreveu nos últimos dias, gente com conhecimento de causa, gente que tinha o que dizer dele. De minha parte, dou apenas uma dica: leiam “A Luta”, de Norman Mailer, e assistam a “Quando Éramos Reis”, de Leon Gast. Assim se compreende o maior boxeador de todos os tempos.

Isso à parte, no que nos toca há uma passagem curiosa na vida de Muhammad Ali relativa a carros. No fim dos anos 80, ele esteve em Curitiba e em Porto Alegre interessado em… Puma e Miúua! A história com a Puma está aqui e aqui. A visita à Miura, aqui.

No fim os negócios não saíram, mas só de saber que Ali curtia esses fora-de-série brasileiros, creio que é motivo de orgulho para quem tem esses carrinhos na garagem.

alimiura

7 comentários

  1. RecrutaZero disse:

    Verdade. Mas Edson Arantes do Nascimento sempre falou do Pelé na terceira pessoa, pois sabia que o cidadão Edson, não chegava aos pés de Pelé. A morte eterniza as verdadeiras lendas. RIP Ali. A sineta tocou pela última vez . Vc perdeu por pontos para a vida, mas foi até o fim, sem jogar a toalha.

  2. Só vim agradecer a indicação do documentário, que é espetacular mesmo!

  3. Rogerio Kezerle disse:

    A historia que mais gostei do Ali (vi a entrevista), é de quando ele volta com a medalha de ouro dos jogos de 68 e vai em uma lanchonete comer um hot dog.
    O garçom diz para ele : “Não servimos negros aqui !”
    Ali responde : “Tampouco eu como negros. Quero um hot dog”.
    Era um cara espetacular.

  4. Eduardo Britto disse:

    Sim, absolutamente curiosa essa história de Ali no Brasil… Valeu!

  5. joel lima disse:

    Ali é uma personalidade tão forte que ultrapassa o ringue, onde foi o seu deus máximo. Mesmo gente como Juca Kfouri, que nem considera box esporte, expressou sua admiração por ele. E como não? Fora dos ringues, Ali tomou uma atitude que faz parecer coisa de crianças todas as vitórias que obteve no box = ele não se alistou pra lutar no Vietnã, pois como ele disse, nenhum vietcong o chamou de “criolo”, e por isso ficou 3 anos impedido de lutar, foi transformado num cidadão de segunda classe. Voltou e conseguiu ser campeão do mundo de novo. E realizou a maior luta de todos os tempos, contra George Foreman. Uma luta que Ali ganhou pela inteligência de usar a tática de cansar Foreman.
    O que Ali fez seria o mesmo que Pelé se recusasse a ir pra Copa de 70 por causa da ditadura maldita. Aí ele seria exilado; o regime cairia em em 73 e Pele´voltaria com 33 anos a disputar a Copa do Mundo da Alemanha. E fizesse a final contra a Holanda de Cryiff e vencesse com um lance espetacular dele, como aquele lance contra o Uruguai no finaizinho da partida…
    Pele e Ali foram nota 10 no esporte que praticaram. Mas fora do ringue e do campo, Ali fez 7 x 1 no Pelé.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>