SENNA & PROST

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SÃO PAULO (tá valendo) – A Stock tem conseguido gerar bons fatos de mídia nos últimos tempos. A chegada de Barrichello (e o título do ano passado), a Corrida do Milhão e a prova com pilotos correndo em duplas para abrir a temporada ajudaram a categoria a ganhar espaço. E a de hoje é muito boa: Senna e Prost vão voltar a correr na mesma equipe. Os detalhes estão no release abaixo, produzido pelo Márcio Fonseca — torcedor fanático do Jabaquara.

Vinte e seis anos depois, uma das maiores rivalidades da história do automobilismo mundial será revivida na abertura da temporada 2015 da Stock Car, marcada para o próximo dia 22 em Goiânia. Bruno Senna, sobrinho de Ayrton Senna, e Nicolas Prost, filho de Alain Prost, serão companheiros na equipe Prati-Donaduzzi e correrão respectivamente como parceiros de Antonio Pizzonia e Júlio Campos na única prova em revezamento do calendário.

Senna, tricampeão, e Prost, tetra, encerraram uma tumultuada relação no GP da Austrália, última etapa da Fórmula 1 de 1989. Os herdeiros, no entanto, não levaram a animosidade adiante e se consideram amigos. Bruno e Nicolas correram juntos nas 24 Horas de Le Mans e outras corridas do Mundial de Endurance. Atualmente são adversários na Fórmula E. Como parceiros no mesmo time e vestindo macacões iguais, a exemplo do tio e do pai, será a primeira vez. Os dois participarão da etapa da Fórmula E em Miami no dia 14 e viajarão juntos para São Paulo, onde chegarão no dia 16.

Nicolas, de 33 anos, aceitou o convite da Prati-Donaduzzi em dezembro durante a etapa de Punta del Este da Fórmula E. Não apenas conhecia a categoria e a prova especial como ficou feliz com a possibilidade de dividir os boxes com Bruno. “Será uma experiência muito legal. Nos conhecemos já há algum tempo e nos damos bem. Confesso que ainda fico arrepiado quando estou no pit lane e vejo o capacete dele. Me faz lembrar as disputas entre meu pai e o Ayrton. Muita gente me pergunta disso, mas o que gosto de lembrar é que no final eles se tornaram bons amigos, embora não seja fácil ser amigo de alguém com quem você briga nas pistas por mais de 10 anos”, lembrou.

Bruno, com duas participações na Stock Car no currículo (a Corrida do Milhão de 2013 e a primeira etapa do ano passado também ao lado de Pizzonia na Prati-Donaduzzi), recebeu a notícia da escolha de Nicolas com alegria. “Será muito legal ser companheiro do Nico. Também será interessante comparar as diferenças de pilotagem na telemetria. Vai lembrar de certa forma as lutas entre o Ayrton e o Alain, que sempre travaram grandes duelos. Espero que seja assim também com a gente, mas que estejamos brigando pela vitória junto com o Pizzonia e o Campos”, comentou Bruno, de 31 anos.

Morador em Genebra, Nicolas sabe bem o que espera na capital do Estado de Goiás. “Acompanho a Stock Car e sei que a categoria é competitiva, com os carros andando muito próximos. Há grandes pilotos no grid, como o Rubens Barrichello. Fui parceiro do Sérgio Jimenez na Fórmula 3 em 2006 e recordo que tivemos disputas legais. Mas há outros nomes fortes como Lucas di Grassi, Nelsinho Piquet, Jacques Villeneuve… O que me dá confiança é saber que estarei numa equipe forte e com um piloto muito bom ao lado, como é o caso do Júlio Campos”, acrescentou o francês.

Os pilotos convidados terão um treino exclusivo na quinta-feira da semana da prova no circuito goiano.

Como deu para notar, publiquei o texto na íntegra. É que o Márcio produz peças sempre muito precisas e informativas. É um dos grandes que temos fazendo assessoria de imprensa no Brasil.

E também pra dar uma força ao time dele, que anda meio sumido.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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