Flavio Gomes quarta-feira, 23 de novembro de 2022 22:59 2 comentários
SÃO PAULO(bela surpresa…) – Bruno Wenson mandou a mensagem e as fotos:
Olá, Flavio. Passeando em Tubarão (SC) vi esse posto e, tendo gostado das colunas em V e das bombas mais ou menos antigas, resolvi fotografar. Soube que o posto tem mais de 50 anos e o dono mantinha também um hotel anexo. Era o Hotel Niterói. Como era domingo, estava fechado e não pude investigar mais. Espero que aprecie as fotos.
Apreciamos demais! Estão aí embaixo. Cliquem nelas para ver em tamanho gigante!
Flavio Gomes quarta-feira, 23 de novembro de 2022 14:46 15 comentários
SÃO PAULO (boa!) – Ele voltou! Todas as informações aqui! E quer saber? É uma ótima maneira de se manter “around”, como se diz. Não sei como vocês falam isso em português. Foram dois anos ruins de McLaren, mas é difícil acreditar que o cara, simplesmente, desaprendeu. Muitas vezes a felicidade é que determina o que você é capaz de entregar. Ricciardo é Red Bull na alma. Pérez, não. Tem muita coisa para acontecer nos próximos anos.
Flavio Gomes terça-feira, 22 de novembro de 2022 12:50 3 comentários
Últimos tempos da F-1 em 2022: agora, só em março do ano que vem
SÃO PAULO(e chega!) – Nada menos do que 24 pilotos foram à pista hoje a partir das 9h locais em Abu Dhabi para o último dia de atividades da F-1 em 2022. Destes, 13 disputaram o GP de encerramento da temporada, domingo, no mesmo circuito. Outros quatro estarão no grid da primeira corrida de 2023 como titulares — dois estreantes, Piastri (McLaren) e Sargeant (Williams), um veterano, Hülkenberg (Haas), e um mezzo novato e mezzo veterano que já disputou um GP, De Vries (AlphaTauri). Os outros sete são vinculados aos seus times como reservas ou pilotos de desenvolvimento — entre eles os brasileiros Felipe Drugovich, da Aston Martin, e Pietro Fittipaldi, da Haas.
No total, 2.458 voltas foram completadas para testar os pneus Pirelli do ano que vem. E também para que pilotos que mudaram de equipe comecem a se adaptar às novas casas — casos de Alonso na Aston Martin, Gasly na Alpine e De Vries na filial da Red Bull.
Aí em cima, a tabela de tempos. A Ferrari fez 1-2-3 com Sainz, Leclerc e Shwartzman. Os tempos não importam muito. O mais relevante era, mesmo, dar quilometragem aos garotos que sonham com um futuro na F-1 e àqueles que mudarão de endereço. A programação da pós-temporada em Abu Dhabi previa dois dias de testes, hoje e amanhã, mas a categoria, exausta, decidiu concentrar tudo hoje, com horário de pista estendido. Amanhã vão treinar os meninos da F-2.
Alonso na Aston Martin…Piastri na McLaren……Hülkenberg na Haas……Gasly na Alpine……e Lawson na Red Bull
Alonso foi o mais assediado pelo que restou de imprensa em Abu Dhabi e disse que o carro da Aston Martin tem desempenho muito parecido com o da Alpine, mas é bem diferente de guiar. “De qualquer jeito, será outro carro no ano que vem. Esse tempo de pista hoje foi como ouro para mim, para conhecer melhor as pessoas e o time”, disse o espanhol, que completou 97 voltas.
A AlphaTauri foi a equipe que mais andou, com 286 voltas entre De Vries e Tsunoda. Na Red Bull, Verstappen, Pérez e Lawson completaram 275. Na sequência vieram Aston Martin (273 com Alonso, Stroll e Drugovich), Mercedes (264 com Hamilton, Russell e Vesti), Alpine (241 com Gasly e Doohan), McLaren (238 com Norris e Piastri), Ferrari (237 com Sainz, Leclerc e Shwartzman), Alfa Romeo (235 com Bottas e Pourchaire), Haas (209 com Fittipaldi e Hülkenberg) e Williams (200 com Albon e Sargeant).
E para fechar o dia, notícia que deverá ser oficializada nos próximos dias, ou horas: a China terá seu GP cancelado mais uma vez, por causa da nova onda de Covid e dos protocolos que o país tem adotado desde o início da pandemia. A corrida de Xangai seria a quarta da temporada, em 16 de abril. O GP da China foi disputado pela última vez em 2019 e o país tem contrato de longo prazo com a F-1. A Liberty e a FIA não irão substituir a prova por nenhuma outra e, assim, a temporada de 2023 terá 23 etapas, e não mais 24.
Flavio Gomes segunda-feira, 21 de novembro de 2022 16:56 9 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
A última foto de Vettel: aplausos de todos
SÃO PAULO (agora, só no ano que vem) – Sebastian Vettel foi o grande personagem do fim de semana em Abu Dhabi e terminou sua carreira como começou: pontuando pela equipe que defendeu. Na estreia, oitavo lugar pela BMW Sauber nos EUA, em 2007. Ontem, décimo em Yas Marina com a Aston Martin. Foram mais de 16 anos na F-1, quatro títulos e uma enxurrada de números impressionantes: 53 vitórias, 57 poles, 122 pódios, 38 melhores voltas, quatro títulos.
A ele, todos prestaram reverência na despedida. Uma unanimidade dentro e fora das pistas. Merece, inclusive, mais uma galeria com imagens históricas.
Com o pai, NorbertTetra na Red BullCom Mick, o pupiloAo lado de HamiltonCom Michael SchumacherTempos de glória……e luta na FerrariEm Suzuka, pista que amaA reverência ao carroCom Lewis no jantarÚltimo cockpitA pé, com todo mundoSob o olhar de Schumi JrCom sua turma de 2022Na Aston Martin……na Ferrari……na Red Bull……e na BMW SauberA última jornada……de uma carreira brilhante
E vamos ao pós-GP em caixinhas, porque o tempo urge e faltou bastante coisa para dizer ontem, no encerramento da temporada.
Piastri na McLaren……Gasly na Alpine……Sargeant na Williams……Hulk na Haas
SARGEANT DENTRO – A rodada dupla da F-2 que fechou o campeonato teve uma vitória de Liam Lawson e outra de Ayumu Isawa. O quarto lugar de Logan Sargeant na classificação garantiu os pontos que precisava para a superlicença e, assim, ele foi confirmado hoje pela Williams como titular para 2023 ao lado de Alexander Albon. Estreante na F-2, ganhou duas corridas e se valeu do interesse da F-1 por um piloto dos EUA para pular rapidinho à principal categoria do mundo. Tem 21 anos. Amanhã estará na pista para os dois dias de testes de pós-temporada em Abu Dhabi, com vários novatos e alguns veteranos, incluindo os que mudaram de equipe (veja as fotos acima).
MP campeã: despedida de Drugovich da F-2
CAMPEÃO COM PÓDIOS – O campeão Felipe Drugovich conseguiu mais dois pódios, com um segundo e um terceiro lugares, e terminou o ano com 265 pontos, seguido por Théo Pourchaire (164), Lawson (149) e Sargeant (148). Enzo Fittipaldi, confirmado para correr na Carlin no ano que vem com apoio da Red Bull, fechou a temporada na oitava posição com 126 pontos. Os resultados do fim de semana em Abu Dhabi deram à holandesa MP de Drugovich o título entre as equipes.
MARCA DO PÊNALTI – Continua forte a boataria na imprensa italiana: Mattia Binotto pode perder o cargo na Ferrari, e o candidato a substituí-lo é Frédéric Vasseur, da Alfa Romeo. Por enquanto, nada aconteceu. Binotto, inclusive, anda dando entrevistas louvando seu próprio trabalho. Disse que os resultados de 2022 foram “muito positivos” (vice entre pilotos e equipes) e que para voltar a vencer leva tempo, comparando-se a Jean Todt — que chegou à Ferrari em 1993 e só foi ver uma taça em 1999, a de Construtores.
FIM DE PAPO – E assim terminou o Mundial de Construtores de 2022, com o resultado de Abu Dhabi. A Ferrari garantiu o vice com tranquilidade, 39 pontos à frente da Mercedes, a Alpine se segurou em quarto na briga com a McLaren e na segunda metade da tabela a Alfa Romeo conseguiu terminar à frente da Aston Martin nos critérios de desempate. A Haas, por dois pontinhos, também conseguiu superar a AlphaTauri, que teve um ano muito fraco.
A FRASE DE YAS MARINA
“Vamos pegar esses carros e colocá-los na recepção das nossas fábricas de Brackley e Brixworth, para nos lembrarmos sempre de como as coisas podem ser difíceis na F-1.”
Toto Wolff, chefe da Mercedes
Toto quer deixar os dois W13 expostos……como exemplo de resiliência para o time
A Mercedes, depois de oito anos nas cabeças — sete títulos de Pilotos e oito de Construtores entre 2014 e 2021 –, fechou a temporada com uma única vitória, de Russell em Interlagos. Hamilton fechou o campeonato sem poles ou vitórias pela primeira vez desde que estreou na F-1 em 2007. O W13, carro deste ano, foi considerado o grande culpado pelo fiasco. Lewis disse que nunca mais quer vê-lo pela frente — mas vai, porque está escalado para os testes de amanhã e depois.
Toto falou também sobre Mick Schumacher, que ficou desempregado com a saída da Haas. “Mick faz parte da família Mercedes por causa de seu pai, porque seu tio Ralf correu para a gente no DTM um tempão, seu filho corre de Mercedes no GT. É inteligente e vamos ajudá-lo se ele e Sabine [Kehm, sua empresária] quiserem. Vamos ver o que dá para fazer”, falou. Schumi Jr. já se candidatou. “Meu pai saiu da Ferrari para a Mercedes, não vejo por que eu não posso fazer o mesmo”, disse. A menção ao time italiano, para quem ainda não ligou o nome à pessoa, faz sentido porque foi a Ferrari que o colocou na Haas, já que o jovem Schumacher foi piloto da academia de desenvolvimento de Maranello.
O NÚMERO DE ABU DHABI
6º
…lugar no Mundial de Pilotos foi a posição final de Hamilton em 2022, seu pior desempenho na categoria. Antes, tinha ficado em quinto duas vezes pela McLaren, em 2009 e 2011.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS de Charles Leclerc, que precisava chegar na frente de Pérez e chegou, graças a uma (rara) boa estratégia da Ferrari — parar apenas uma vez para trocar pneus, contra os dois pit stops do mexicano. O monegasco mereceu o vice-campeonato. Ganhou três corridas (Bahrein, Austrália e Áustria), fez nove poles, subiu ao pódio 11 vezes. Não tem discussão.
Leclerc em segundo……Pérez em terceiro: vice merecido
NÃO GOSTAMOS da atuação de Sergio Pérez, que não conseguiu acompanhar Verstappen no início da prova e, por isso, a equipe nem teve como ajudá-lo a terminar na frente de Leclerc. A estratégia de duas paradas pode até ter sido equivocada, mas piloto tem peso nessas escolhas, também. O terceiro lugar no Mundial ficou de bom tamanho para um piloto que foi ofuscado pelo companheiro do início ao fim.
Flavio Gomes domingo, 20 de novembro de 2022 11:50 17 comentários
A corrida foi de Vettel: despedida com um ponto
SÃO PAULO(meia-boca) – Max Verstappen fechou com chave de ouro a temporada de seu bicampeonato. Ganhou o GP de Abu Dhabi praticamente de ponta a ponta, chegando a 35 vitórias na carreira. São 15 na temporada – recorde que já era dele, ampliado agora. Charles Leclerc terminou em segundo e Sergio Pérez foi o terceiro. O resultado deu ao monegasco da Ferrari o vice em 2022.
Completaram a zona de pontos Carlos Sainz, em quarto, seguido por George Russell, Lando Norris, Esteban Ocon, Lance Stroll, Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel. O alemão se despediu da F-1 com um pontinho suado. Lewis Hamilton abandonou no final.
“Podemos nos sentir muito orgulhosos”, disse Verstappen pelo rádio. No final, perguntou à equipe como tinha terminado seu companheiro Pérez. Informado de que não havia conseguido superar Leclerc, falou algo como “puxa que pena”. Não estava nem aí. E nem tinha de estar. Checo não fez uma boa corrida. Parou duas vezes pra trocar pneus, contra um pit stop de Leclerc. Max também fez apenas uma parada. Se tinha de reclamar de alguma coisa, era dele mesmo. Mas nem isso fez.
Verstappen: 15 vitórias na temporada
A largada em Yas Marina foi tranquila, exceto por um toque entre Sainz e Hamilton logo nas primeiras curvas, para irritação do espanhol. Os comissários analisaram as imagens e concluíram que o inglês cortou a pista para se livrar de uma batida, e na volta 5 ordenaram que ele cedesse a posição ao piloto da Ferrari. Ele o fez, e na sexta volta passou Sainz de novo.
Verstappen pulou na frente logo de cara, trazendo Pérez com ele na segunda posição. Dos 20 pilotos no grid, 17 optaram pelos pneus médios no início da prova. Quem estava no fundão inventou: Gasly saiu de macios, Magnussen e Bottas, de duros. Nenhum desses se deu bem.
Os dois carros da Red Bull abriram em sete voltas mais de 5s sobre o terceiro colocado, Leclerc. Max via Checo pelo retrovisor, mas não se sentia na obrigação de ceder a posição, até porque o mexicano, chegando à frente do monegasco, terminaria o Mundial em segundo – objetivo do time para Abu Dhabi.
Red Bull em primeiro e segundo: começo tranquilo
Lewis não sustentou por muito tempo a quarta posição. Na oitava volta, Sainz finalmente deixou o Mercedão #44 para trás, e na seguinte foi Russell quem superou o companheiro, jogando Hamilton para o sexto lugar. Pelo rádio, o heptacampeão perguntou à equipe qual era o problema com seu carro: “Estou perdendo potência, brô!”, falou, na boa, sem se exaltar demais. Não obteve resposta.
Como o silêncio persistia, o inglês ligou o botão do rádio e seguiu comentando seus infortúnios. “Cara, tem alguma coisa errada nesse carro…”, falava. Até que alguém do outro lado lhe deu atenção. “OK, brô, estamos checando”, ouviu. E foi esse lenga-lenga até o fim da prova, que para Hamilton veio antes do esperado, como se verá adiante.
Mais para trás, as atenções estavam voltadas para Ocon, Vettel e Alonso, uma filinha de oitavo a décimo. Seb tentou várias vezes, mas o francês da Alpine não deu moleza. O alemão só ganhou a posição na volta 15, quando Esteban foi para os boxes e trocou seus pneus. A janela de pit stops estava aberta. Pérez foi o seguinte, depois Gasly, Schumacher, Norris…
Checo voltou no tráfego com pneus duros, cometeu um erro aqui e outro ali, perdeu tempo. Outro que se atrasou, mas nos boxes, foi Russell – uma parada demorada e liberação perigosa na frente de um carro da McLaren que vinha entrando; tomou um pênalti de 5s.
Schumacher bate em Latifi: despedida melancólica dos dois
Verstappen demorou para parar. Foi para os boxes apenas na 21ª volta e, como os demais, colocou pneus duros. Voltou à frente de Pérez. O último da ponta a trocar pneus foi Leclerc, na volta 22. Não conseguiu superar o mexicano e voltou em terceiro, com Sainz colado nele. Em quinto e sexto, Hamilton e Russell. Naquele momento, na pista, apenas Vettel, em sétimo, Bottas e Magnussen, no fundão, não tinham feito pit stops, ainda.
Sebastian parou na volta 26 depois de reclamar com a Aston Martin que todo mundo estava passando por ele com facilidade. “Você vai fazer só um pit stop, eles todos vão para duas paradas”, tranquilizou-o seu engenheiro. Quando voltou, foi lá para a rabeira do pelotão. E veio se recuperando bem, até.
Antes da 30ª volta aconteceu o primeiro abandono da corrida. Alonso foi para os boxes com um vazamento de água, a Alpine puxou seu carro para a garagem e acabou a vida do espanhol no time azul. Terça-feira ele estará de verde, fazendo seus primeiros treinos com a Aston Martin na mesma pista. “Ainda bem que chegou ao fim”, falou o piloto, que teve muitos problemas técnicos ao longo da temporada.
Alonso, aliviado: nova vida na Aston Martin
Na frente, Verstappen seguia em primeiro, Pérez não conseguia chegar nele e Leclerc se aproximava. O mexicano, vivendo num universo paralelo, entrou no rádio e disse: “Max está me segurando”. Na mureta dos boxes, os integrantes da Red Bull se entreolharam e nada disseram.
Checo fez seu segundo pit stop na volta 34. Foram apenas 18 voltas com um jogo de pneus duros, e o mesmo tipo foi colocado em seu carro para a parte final da prova. Voltou em sexto. Sainz e Russell pararam na volta 40. O primeiro colocou pneus duros. George foi nos médios.
Era uma corrida bem chata. Até um rascunho de acidente não passou disso, um toque besta de Schumaquinho em Latifi, os dois rodaram numa coreografia perfeita, mas ambos seguiram na corrida sem grandes prejuízos, exceto para sua autoestima.
Verstappen nem pensava em trocar pneus. Tinha Leclerc a 7s de distância faltando 15 voltas para o fim da corrida e esperava para saber se o monegasco iria parar de novo. A equipe perguntou como estavam as coisas com seus pneus e Max respondeu que não tinha problema algum em seguir mais um pouco. Iria até o fim.
Na volta 45, Pérez chegou em Hamilton e passou, assumindo o terceiro lugar. Lewis, com pneus esbagaçados, não aceitou calado e duas curvas depois recuperou a posição. O mexicano insistiu e na volta seguinte foi para cima, passando de novo. Seu problema passava a ser Leclerc, claro, 9s à frente. Se o ferrarista parasse mais uma vez, Pérez conseguiria o vice. Se não, teria de buscar o adversário na pista.
Leclerc vice: prêmio de consolação para a Ferrari
Na volta 50, o rádio da Ferrari entregou a estratégia que, àquela altura, era mais do que clara. Charlinho não faria um segundo pit stop. Para conseguir o segundo lugar, Checo precisaria andar o que não andou o campeonato todo. Seus pneus eram 12 voltas mais novos que os do monegasco, mas a diferença de performance não combinava com a idade da borracha de cada um. Verstappen e Hamilton também não parariam mais.
De qualquer forma, pelos cálculos da Red Bull Pérez iria chegar em Leclerc na última volta. A diferença caía a conta-gotas. Foi quando, na volta 56, Hamilton, em quarto, percebeu que suas marchas não engatavam mais e foi parando, parando… Mas nada de bandeira amarela. O inglês conseguiu levar o carro para os boxes e abandonou.
Pérez seguia tentando. Perdeu tempo atrás de Gasly, xingou o francês e foi à luta. Mas não havia mais tempo para nada. Charlinho abriu a última volta 1s9 à frente do adversário. E assim recebeu a bandeira quadriculada.
Zerinhos à vontade: fim de temporada morno
O campeonato acabou com Vettel, Leclerc, Verstappen e Pérez dando zerinhos na reta dos boxes para dizer adeus. O alemão estacionou seu carro no meio da pista, atrás dos três primeiros – que aguardaram pacientemente. Saiu do cockpit, subiu no carro, acenou para a torcida e foi um dos entrevistados por Jenson Button. “Aproveitei a corrida. Não tivemos a melhor estratégia, acho que foi a pior possível! Mas tive boas disputas, foi legal, um fim de semana especial. Não tenho muito mais a dizer, estou me sentindo meio vazio. Os últimos dois anos foram decepcionantes do ponto de vista esportivo, mas aconteceram muitas coisas na minha vida e nesse sentido tudo foi muito importante. E tem coisas muito importantes que posso fazer além de pilotar. Obrigado a todos, vou sentir falta de vocês, foi realmente um prazer.”
Foi um prazer para nós, Seb.
Vettel chega para a foto……e entra no carro depois……de abraçar o pai NorbertSebastian fecha uma……carreira brilhante……e é reverenciado por todos
Flavio Gomes sábado, 19 de novembro de 2022 15:55 5 comentários
Verstappen faz a última pole do ano: favorito de novo
SÃO PAULO (e vamos nessa!) – Max Verstappen larga na pole para a última corrida do ano, em Abu Dhabi. Numa noite de sábado em que as atenções estavam todas voltadas para Sebastian Vettel, em sua última classificação na F-1, o holandês não teve muitas dificuldades para levar seu carro campeão à primeira posição do grid e ainda ajudou o companheiro Sergio Pérez a ficar com o segundo lugar, oferecendo a ele um providencial vácuo na sua última tentativa no Q3.
Assim, o mexicano larga na frente de Charles Leclerc, terceiro no grid, com quem briga pelo vice-campeonato de 2022. Ambos estão com 290 pontos na classificação. A Ferrari fez também o quarto lugar, com Carlos Sainz, e a Mercedes ficou com a terceira fila: Lewis Hamilton em quinto e George Russell em sexto.
Max cumprimenta Pérez……Leclerc termina em terceiro……atrás de uma Red Bull……forte e favorita com dois……pilotos na 1ª fila……para uma prova noturna……que define se o vice-campeão de 2022 será Checo ou Charles
Lando Norris, Esteban Ocon, Sebastian Vettel e Fernando Alonso fecham a turma dos dez primeiros. Daniel Ricciardo, em sua despedida da McLaren — e talvez da categoria, pelo menos por enquanto — ficou em décimo, mas larga em 13º porque perdeu três posições como multa por ter causado um acidente com Kevin Magnussen em Interlagos, domingo passado. À frente dele ainda vêm Yuki Tsunoda e Mick Schumacher — outro que se vai da F-1 e não sabe se volta. De 14º em diante, para fechar o grid, Lance Stroll, Guanyu Zhou, Magnussen, Pierre Gasly, Valtteri Bottas, Alexander Albon e o quarto a se despedir da categoria, Nicholas Latifi.
Vettel larga em nono em seu último GP e foi o mais festejado do dia e da noite em Yas Marina. Merece uma galeria de fotos, como não? Então, a ela:
Vettel entra no carro……recebe Helmut Marko……seu engenheiro da Red Bull……o ex-parceiro Webber……lidera corrida com todos……ganha cerveja personalizada……e camiseta agradecendo seus anos……vitoriosos na F-1
E agora, caixinhas porque hoje atrasei e estou sem tempo de fazer muita literatura…
SEM POLE – Com a conquista da última pole do ano por Verstappen, Hamilton, pela primeira vez na F-1, passa uma temporada inteira sem largar na primeira posição do grid. Ele tem 103 no total — é recordista absoluto. Sua primeira pole foi feita no Canadá em 2007, ano de estreia na categoria pela McLaren. Depois foram sete em 2008, quatro em 2009, uma em 2010, uma em 2011 e sete em 2012, seu último ano pela equipe. Em 2013, primeiro Mundial pela Mercedes, fez cinco poles. A partir da temporada seguinte, início da era híbrida, uma avalanche: sete em 2014, 11 em 2015, 12 em 2016, 11 em 2017, 11 em 2018, cinco em 2019, dez em 2020 e cinco no ano passado. Hoje, reclamou que seu carro, o W13, voltou a saltar muito nas retas, o velho e bom “porpoising”, e disse que era “vingança” do automóvel.
Hamilton reclama: carro voltou a pular muito
SEM CARRO – Laurent Rossi, CEO da Alpine, revelou que no sábado de Interlagos ameaçou tirar seus dois pilotos do GP de Abu Dhabi. Alonso e Ocon bateram duas vezes entre eles na Sprint e tiveram de largar lá atrás. No domingo, “fizeram um trabalho brilhante”, nas palavras do chefe — ambos chegaram nos pontos, em quinto e oitavo. “Disse a eles que se não passassem a se comportar como adultos, não poderia tratá-los como adultos, e que mesmo que isso me custasse muito, substituiria os dois na última corrida do ano.” Não precisou.
SEM BRIGA – Falando em Alonso, o bicampeão larga ao lado de Vettel em sua última prova pela Alpine. No ano que vem, assume o lugar do alemão na Aston Martin. O espanhol disse que não vai atacar o velho adversário na largada, nem na corrida. “Vamos dar a ele um bom fim de semana”, disse o asturiano.
Alonso vai pegar leve com Vettel: despedida em paz
PLACAR – A pole-position de Verstappen foi sua sétima no ano e 20ª na carreira. Charles Leclerc, com nove poles, foi quem mais largou na frente na temporada. Seu companheiro de Ferrari Carlos Sainz fez três e Pérez, Russell e Magnussen marcaram uma cada.
O GP de Abu Dhabi começa amanhã às 10h. Hoje às 19h a gente fala deste sábado emocionante no tradicional “Fórmula Gomes”, em meu canal youtúbico.
Flavio Gomes sexta-feira, 18 de novembro de 2022 12:12 4 comentários
Pôr-do-sol em Abu Dhabi: Red Bull na frente com Verstappen
SÃO PAULO (só festa) – A F-1 se despede de 2022 em Abu Dhabi com pouca coisa a resolver no campeonato — o vice entre Sergio Pérez e Charles Leclerc, mas quem liga?
Assim, chamaram a atenção nesta sexta no feérico circuito árabe notícias paralelas do que, propriamente, o que aconteceu na pista. Só para registrar, o bicampeão Max Verstappen fechou o dia com o melhor tempo, 1min25s146, seguido por George Russell a 0s341 de distância e Leclerc, a 0s453. Diferenças grandes. O quarto colocado foi Lewis Hamilton, mais longe ainda: 0s615 atrás. Fechando a lista dos dez primeiros vieram Pérez, Carlos Sainz, Esteban Ocon, Fernando Alonso, Daniel Ricciardo e Valtteri Bottas.
Então vamos ao noticiário do dia em caixinhas, começando com a informação mais importante:
Ricciardo tem capacete especial……para se despedir da McLaren……e volta à Red Bull em 2023
FECHOU – Helmut Marko confirmou em entrevistas a volta de Daniel Ricciardo à Red Bull como terceiro piloto, reserva e embaixador da marca. Falta apenas oficializar. O australiano retorna à casa que defendeu até 2018, quando decidiu sair para a Renault. Depois de passar por HRT, Toro Rosso e Red Bull, foram duas temporadas no time francês e mais duas na McLaren, até ser demitido pela equipe papaia para a chegada de Oscar Piastri. Correr de novo? Na Red Bull, será difícil. Verstappen tem contrato até 2028 e Pérez, até o fim de 2024. Mas a equipe vai na linha óbvia de ter um terceiro piloto capaz de sentar e guiar imediatamente caso aconteça alguma coisa com os titulares numa temporada longa como será a do ano que vem, com 24 etapas. Expliquei isso ontem ao falar sobre a possibilidade de Mick Schumacher na Mercedes. E Ricciardo, de um jeito ou de outro, fica com um pé na categoria. Tem coisa para acontecer no futuro, muita rotatividade, Audi chegando, Porsche especulando, vai saber o que o futuro reserva…
SPRINTS – A “Auto, Motor und Sport” alemã informou que as seis Sprints do ano que vem serão realizadas nos GPs do Azerbaijão, Áustria, Bélgica, São Paulo, Austin e Catar. Interlagos, portanto, terá sua Sprint pelo terceiro ano seguido — as duas primeiras foram ótimas. Ross Brawn quer que as provinhas continuem definindo o grid das corridas de domingo, mas isso ainda vai ser discutido pela FIA e pela Liberty. Há quem defenda que a prova seja “autônoma”, com o grid apurado na classificação de sexta valendo para as duas provas — a minicorrida de sábado e o GP de verdade do dia seguinte.
Alternativa à W Series: nova categoria para mulheres
PARA AS MINA – Com as dificuldades de sobrevivência da W Series depois de três temporadas, a F-1 anunciou hoje a criação de uma nova categoria para mulheres em 2023, a F1 Academy. Serão sete rodadas de três corridas cada — 21 provas, pois — com cinco equipes que já estão na F-2 e na F-3 tocando três carros cada. Assim, 15 meninas disputarão o campeonato, cujos chassis serão feitos pela italiana Tatuus, modelo T421, com motores turbo da Autotecnica de apenas 165 HP. A F-1 vai subsidiar parte dos custos, entrando com 150 mil euros por carro. As pilotas terão de trazer mais 150 mil — como patrocínio ou tirando do bolso. As equipes bancam o resto do custo. A organização pretende oferecer 15 dias de testes no ano, o que é uma enormidade. Acho que não vai servir para muita coisa, essa categoria. Carrinhos de 165 HP não preparam ninguém, e correndo entre elas as referências começam por baixo. Para mulheres chegarem à F-1, precisam competir com homens. De qualquer forma, é uma tentativa.
Drugovich……Pato……Shwarzman……e Sargeant
NOVATOS – Hoje foi dia de as equipes terminarem de cumprir a obrigatoriedade de oferecer dois treinos livres no ano a novatos. Sete pilotos nessa condição — não podem ter disputado mais de dois GPs na F-1 — mais o veterano Robert Kubica, que leva patrocínio para a Alfa Romeo, estiveram na pista na primeira sessão do fim de semana. Entre eles dois brasileiros: Felipe Drugovich, que estreou pela Aston Martin num evento oficial, e Pietro Fittipaldi, pela Haas. O primeiro deu 23 voltas e ficou em último, 2s039 atrás do mais rápido da sessão, Lewis Hamilton. O neto de Emerson terminou em 17º. Os demais: Liam Lawson (Red Bull) em quinto, Robert Shwartzman (Ferrari) em sétimo, Logan Sargeant (Williams) em 15º, Pato O’Ward (McLaren) em 18º e Jack Doohan (Alpine) em 19º.
CAPACETES – Muitos homenageando Sebastian Vettel (como os de Alonso e Mick Schumacher), outros se despedindo de uma equipe (Gasly, que deixa as asas da Red Bull e vai para a Alpine), outros dizendo adeus à F-1 (caso do próprio Vettel). O GP de Abu Dhabi é uma festa de pinturas especiais. Alguns desses capacetes estão aí embaixo.
O capacete de Vettell……o de Gasly……o de Alonso……e o de Mick Schumacher
Por enquanto é só. Amanhã tem mais treino livre às 7h30 e classificação às 11h. O GP de Abu Dhabi começa às 10h domingo.
Flavio Gomes quinta-feira, 17 de novembro de 2022 22:50 13 comentários
Hülkenberg: titular em 2023
SÃO PAULO(com atraso) – Muita gente batendo boca por causa da escolha da Haas para a titularidade em 2023: Nico Hülkenberg, 35 anos, 181 GPs, nenhum pódio. Mick Schumacher perdeu o lugar.
Mas não se enganem. Hulk é um veterano, sim. Mas faz todo sentido, sua contratação. O alemão estreou em 2010, defendeu Williams, Force India, Sauber, Renault, Racing Point e já correu pela Aston Martin — neste ano, fez dois GPs no lugar de Vettel, que estava com Covid. Nos últimos três anos, foram apenas quatro corridas, mas está em atividade. Suas duas aparições pela Racing Point em 2020, no lugar do igualmente contaminado Pérez, foram espetaculares: terceiro no grid em Silverstone no GP do 70º aniversário e sétimo na corrida; em Nürburgring, largou em último e terminou em oitavo.
Nico nunca se sentiu ex-piloto, e nunca foi. No passado, ganhou A1GP, GP2, 24 Horas de Le Mans. Tem até uma pole no ano de estreia na F-1. Pode não ser um superstar, mas sabe como pilotar um carro da categoria com todos seus truques e particularidades, não é de sofrer acidentes bestar e será útil para as pretensões da Haas — fazer pontos quando possível e não gastar mais do que pode.
O que não fazia sentido era o time ter uma dupla como Schumaquinho e Mazepin, a do ano passado. Dois estreantes só poderiam fazer o que fizeram: nada. Mick não é gênio, longe disso, e nesta temporada bateu demais. Muitos erros, prejuízos, companheiro marcando pontos e fazendo até pole; o jovem Schumi não brilhou, longe disso, e Magnussen, sim. Sobrenome não garante tudo.
Mick vai ter de esperar a vez se quiser voltar, e se comenta fortemente que será reserva da Mercedes. Se conseguir, ótimo. Aprenderá muito num ambiente vencedor, mais profissional e funcional, com métodos diferentes, procedimentos distintos, rotina de campeões. Se arrumar essa boquinha, é algo que o ajudará a, quem sabe, se recolocar em 2024 quando a Audi, alemã como ele, começar a colocar os pés na Sauber para estrear em 2026.
Para a Mercedes, não será ruim ter um piloto pronto para qualquer eventualidade. É bom lembrar que no ano que vem tem 24 GPs. Haverá duas sequências de três corridas em domingos seguidos, Ímola/Mônaco/Barcelona e Austin/México/Interlagos. Se Hamilton cai do patinete na semana da corrida do Texas e o médico diz que ele precisa ficar 15 dias com a perna para o alto, perde três etapas do campeonato. É preciso ter pilotos prontos para sentar num carro e dirigir. E não é qualquer um que sabe guiar um carro de F-1 hoje em dia. Mick ainda não está acabado.
Mas está chateado, claro. Como Vettel, Latifi e Ricciardo, não estará no grid de 2023. Piastri, Sargeant, De Vries e Hülkenberg ocuparão as vagas abertas, não necessariamente nas mesmas equipes. Dos quatro, os dois primeiros nunca disputaram um GP. Todos estarão nos testes pós-temporada lá mesmo em Abu Dhabi a partir de terça.
Flavio Gomes quinta-feira, 17 de novembro de 2022 22:14 12 comentários
Não podia ser outra… O histórico jantar dos 20 pilotos da F-1 em Abu Dhabi para celebrar a carreira de Sebastian Vettel. Só eles.
Sempre da esq. para a dir., lá no alto: Leclerc e Ocon; na fila do meio, Zhou, Alonso, Vettel, Ricciardo, Sainz, Schumacher, Verstappen, Magnussen, Latifi e Albon; em primeiro plano: Bottas, Stroll, Pérez, Hamilton, Russell, Norris, Gasly e Tsunoda
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
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CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
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