EN TEJAS (1)

Leclerc: pole surpreendente nos EUA

SÃO PAULO (reta final) – Pela terceira vez no ano, Charles Leclerc largará na pole-position de um GP. Será domingo no GP dos EUA, 18ª corrida do Mundial. O grid foi definido nesta tarde. Como é a quinta etapa da temporada com Sprint, a prova curta de sábado, agora todo mundo esquece o que aconteceu hoje e se concentra na pauleira do sábado.

Todos, menos Leclerc. O ferrarista, que está completando 100 GPs pelo time de Maranello, fez a 21ª pole de sua carreira contando com um bom desempenho de seu carro e, também, com uma leve pisada na bola do tricampeão Max Verstappen, da Red Bull. O holandês, no Q3, fez uma volta melhor que a do rival. Mas ela foi cancelada porque o piloto excedeu os limites da pista — uma das mazelas da F-1 moderna, esse cancelamento em série de voltas rápidas.

Vamos, então, a um resumo do dia em Austin. Lá no fim, algumas caixinhas com informações aleatórias desta semana.

Alonso, fora no Q1: Aston Martin desabou

Um calor desgraçado marcou a sexta-feira texana da F-1, com a abertura dos trabalhos em Austin. Tanto no treino livre único quanto na classificação, os termômetros ultrapassaram a casa dos 35°C, numa secura danada (umidade relativa do ar mal passando dos 10%) e mais de 40°C no asfalto — que para irritar ainda mais os pilotos é um dos mais ondulados do calendário.

O Q1 teve alguns nomes incomuns aparecendo na primeira posição, como Hülkenberg e Gasly no início. Pilotos mais assíduos no alto da tabela, como Sainz e Verstappen, também ocuparam a ponta. Mas quem ficou na frente ao final da primeira fase da classificação foi Hamilton, que tem um histórico dos mais interessantes nessa pista — cinco vitórias e três poles. Seu tempo: 1min35s091.

A zona da degola teve uma enorme surpresa: Fernando Alonso. Em 17º, o espanhol deixou de ir ao Q3 pela primeira vez no ano. O desempenho da Aston Martin desabou na segunda metade da temporada. As razões ainda não estão muito claras. Também entre os eliminados ficaram Hülkenberg, em 16º, e, depois de Alonso, Albon, Stroll e Sargeant.

Verstappen: aposta no ritmo de corrida

No Q2, as primeiras voltas foram ligeiramente piores que as melhores registradas no Q1. Hamilton, por exemplo, foi 0s7 mais lento do que ele mesmo na primeira tentativa. Verstappen manteve-se em P1 por vários minutos com 1min35s491, 0s4 pior que Lewis na primeira parte da sessão classificatória. Curioso, porque em geral as pistas vão melhorando volta a volta, com mais borracha no asfalto. As altas temperaturas talvez explicassem a dificuldade de repetir a performance de minutos antes. Quanto mais quente o piso, mais escorregadio fica. E quanto mais se anda de lado, escorregando, mais rapidamente os pneus acabam.

Quem conseguiu baixar bem o tempo foi Leclerc, com 1min35s004. Terminou em primeiro. Verstappen ficou 0s004 atrás dele, também melhorando bastante. Hamilton não evoluiu muito e acabou o Q2 em terceiro. Passaram ao Q3 cinco duplas: de Red Bull, Ferrari, Mercedes, Alpine e McLaren. Tsunoda, Zhou, Bottas, Magnussen e Ricciardo — este voltando à AlphaTauri depois da mão quebrada na Holanda — empacaram no segundo segmento da classificação.

Ricciardo de volta: ficou no Q2

Com 1min34s829, Leclerc foi o primeiro piloto a baixar de 1min35s no fim de semana. Foi muito boa, sua primeira volta rápida no Q3. Colocou 0s252 sobre Verstappen, que vinha tendo dificuldades principalmente nos dois primeiros setores do traçado americano. No terceiro, descontava.

Depois da primeira bateria de voltas, o holandês era o terceiro, ainda atrás de Hamilton — que ficou a apenas 0s056 do monegasco da Ferrari. Max fechou sua volta disparando cobras e lagartos contra a equipe — aparentemente, reclamou da proximidade para Pérez no final de sua volta voadora, o que pode ter gerado alguma turbulência em certos pontos do circuito.

E no tudo ou nada da segunda rodada de voltas rápidas, quase deu Verstappen. Leclerc melhorou seu tempo para 1min34s723 e o holandês o superou por 0s005. Mas perdeu a volta por passar dos limites da pista na curva 19. Ficou pistola da vida, mas não adiantou muito. Os comissários foram implacáveis. Caiu para sexto. Charlinho ficou em primeiro e terá a seu lado na primeira fila Lando Norris, da McLaren. Hamilton, Sainz, Russell, Verstappen, Gasly, Ocon, Pérez e Piastri ficaram nas dez primeiras colocações.

Na tela, a volta cancelada de Verstappen; na pista, Hamilton vai ao P3

Amanhã às 14h30 (horário de Brasília) acontece a classificação de tiro curto que define o grid da Sprint. Esta, com 19 voltas, terá sua largada às 19h. Mas vamos ficar de olho na prova de domingo, claro. Verstappen tem um carro ótimo para a prova. Largando em sexto, irritado, tende a dar mais um showzinho.

Que é tudo que vem fazendo neste ano, diga-se.

Andretti: no túnel de vento

JÁ TEM ATÉ CARRO – Michael Andretti está em Austin e não esconde de ninguém a indignação com a demora para a aprovação do ingresso de sua equipe na F-1, uma vez que o pleito já foi aceito pela FIA. Faltam a Liberty e as outras equipes. “Para mim é um mistério [essa reação]”, reclamou. E adiantou: semana que vem, coloca um carro com as especificações de 2023 em túnel de vento. Disse que espera estrear em 2025. Mas que se for preciso esperar por 2026, OK. Sobre pilotos, afirmou categoricamente que um deles será norte-americano (Colton Herta é o preferido) e o outro será “alguém experiente”. E ao comentar as negociações sobre motores, falou que o acordo feito com a Renault meses atrás deve expirar antes de ser colocado em operação, mas que isso não preocupa: “Há outras opções”.

Doohan: treino confirmado no México

NOVATO – Jack Doohan será um dos pilotos a Alpine no primeiro treino livre para o GP do México, semana que vem. E repete a dose em Abu Dhabi. Aos 20 anos de idade, o australiano é atual quarto colocado na F-2 e já fez dois treinos livres pelo time francês no ano passado — nas mesmas pistas.

ASTON, AUDI & LANCE – Há um diz-que-diz nas redes sociais sobre o futuro de Aston Martin e Audi. A primeira já estaria vendida para o governo da Arábia Saudita e a segunda teria desistido da F-1 — sua estreia, assumindo a Sauber, está marcada para 2026. Aviso aos caros leitores: não acreditem em tudo que andam escrevendo por aí. Outro boato que circula sem filtro: alguém disse que soube não sei bem por quem que Lance Stroll teria dito para seu pai que não queria correr mais, aí ficou de castigo e o pai não deixou. Vale o mesmo alerta: não acreditem em tudo que andam dizendo por aí.

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FOTO DO DIA

O capacete de Pierre Gasly neste fim de semana lembra François Cevert, que morreu há 50 anos, nos treinos para o GP dos EUA em Watkins Glen. Linda homenagem. Bem melhor que esse festival de “stars & stripes”, chapéus de caubói, botas de couro de jacaré, estrelas de xerife e fivelas de cinto gigantescas que permeiam a corrida de Austin.

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KOMBI DO DIA

SÃO PAULO (mas essa pintura…) – O Paulo Artur Santos Leite, dando seus pulos em Milwaukee, mandou a foto. O texto está mais abaixo.

Enquando vadiava hoje no histórico Mercado Público no centro da bela cidade de Milwaukee, Wisconsin, encontrei uma simpática Senhora que mereceu uma fotografia. Se for perguntar o que estou fazendo aqui, digo apenas que estou a trabalho, a única justificativa para vir conhecer essa maravilha de cidade até então desconhecida. Vamos lá. A simpática Senhora da fotografia passou por cirurgia plástica, transformando-a em uma linda e também simpática sorveteria vegana. A cirurgia a esticou ao ponto de ela virar 90 graus para facilitar no atendimento aos clientes da sorveteria, como eu. Também levou umas aplicações de botox na pintura azul claro, ficando um primor de beleza e brilho.

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AINDA DÁ

SÃO PAULO (prestação de serviço) – Reproduzo o press-release que recebi da organização do GP de São Paulo (argh). Ainda dá para comprar ingressos, mas corram.

Uma última chance será dada àqueles que não conseguiram adquirir seu ingresso para o GP São Paulo de Fórmula 1 deste ano. Nesta sexta-feira, 20/10, ao meio-dia, haverá uma venda extraordinária de ingressos. Serão poucos ingressos, para os setores “A”, “M”, “D”, “H”, “R”, “G”, Pit Stop Club e Heineken Village (Gramado e Estrela).

Os ingressos são remanescentes de algumas compras de meia-entrada cujo benefício não pôde ser comprovado e de pequenas reservas de agências que não foram confirmadas até a data estipulada.

A venda será realizada pela Eventim, tiqueteira oficial do evento. Como o número é pequeno, a expectativa é que se esgotem rapidamente.

O Formula 1 Rolex Grande Prêmio de São Paulo 2023 será disputado nos dias 3, 4 e 5 de novembro, no autódromo de Interlagos.

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NO COMMENTS

Organização do GP dos EUA: “Drugostroll”, “Riccardo”… Detalhes aqui.

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LEGIÃO URBANA

A gente percebe que está envelhecendo quando vê um carro que considera NOVO com placa preta!

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KOMBI DO DIA

Achado do meu amigo Douglas Nascimento, do “São Paulo Antiga”. Se o dono quiser vender, eu compro. E deixo exatamente como está.

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LEGIÃO URBANA

Avistado no fim de semana saçaricando por aí… Tirando as rodas de Del Rey (que a foto não mostra), uma lindeza!

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¿ADIÓS?

SÃO PAULO (feriado…) – Está no campo dos boatos, ainda, mas a origem da notícia, se verdadeira, é interessante: um sujeito da Escudería Telmex, que tomou umas tequilas a mais num jantar, deu com a língua dos dentes. A Telmex abriga as operações automobilísticas do bilionário mexicano Carlos Slim, que banca a carreira de Sergio Pérez desde o nascedouro. O borracho teria proclamado para quem quisesse ouvir que Checo teria decidido se aposentar e faria o anúncio no fim de semana do GP do México. Isso porque teria sido informado pela Red Bull, depois do GP do Japão, que seu contrato válido até o fim de 2024 seria encerrado no final desta temporada.

O rumor surgiu a partir de um post no Reddit, um aplicativo/rede social que funciona como agregador de notícias divididas por áreas de interesse. Tão crível quanto qualquer outra coisa, daí o abuso do futuro do pretérito nesta postagem. Reproduzo apenas porque faz algum sentido quando se liga lé com cré. Pérez vem muito mal no campeonato e nas últimas corridas as coisas só pioraram — cinco míseros pontos após o fim da temporada europeia, em Singapura, Japão e Catar. Ao mesmo tempo, surge no horizonte alguém como Liam Lawson, a quem a Red Bull gostaria de oferecer um carrinho, se possível com crachá da empresa.

A AlphaTauri seria um destino óbvio, mas lá, em 2024, estarão Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo — que deve voltar a correr em Austin. Emprestar o neozelandês à Williams, se esta demitir Logan Sargeant, seria uma possibilidade. Mas Christian Horner já falou: “Emprestamos um piloto uma vez e ele nunca mais voltou”, disse dia desses sobre Carlos Sainz.

Uma solução confortabilíssima seria colocar Lawson na AlphaTauri e deslocar Ricciardo para a Red Bull principal. O australiano não tem mais o perfil de quem vá incomodar Max Verstappen com pretensões de ser primeiro piloto, chorando pitangas e guacamoles. Seria eternamente grato por receber um carro competitivo e em troca faria qualquer coisa para seus patrões. Até vender latinhas de energéticos em baladas berlinenses, se lho pedissem. Por outro lado, é um piloto qualificado o bastante para fazer mais do que Pérez faz — ao menos era, antes de entrar em parafuso quando foi para a McLaren.

Pérez acabou de ser pai pela quarta vez. Teria sido outra pista apontada pelo beberrão do jantar da Telmex para justificar uma possível decisão de parar de correr: curtir a família, ter mais tempo para a prole, largar a loucura da F-1.

O mexicano tem 33 anos, 252 GPs nas costas, está em sua 13ª temporada e — aqui não vai condicional alguma — não interessa a nenhuma equipe. Se foi avisado mesmo pela Red Bull de que seu contrato não será cumprido, não acho que tenha de procurar algum outro time para seguir a carreira. Melhor, talvez, seja ir atrás de um advogado.

Vamos aguardar. O GP do México é só no fim do mês. Até lá saberemos se debaixo dessa fumacinha tem alguma brasa.

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SOBRE DOMINGO À TARDE

A IMAGEM DA CORRIDA

Sargeant carregado: condições desumanas

SÃO PAULO (sempre vem) – Teve piloto vomitando, mais de um contando que chegou a perder a consciência a 300 km/h, outros desidratados, abandono por falta de condições físicas — como o de Sargeant, acima, nossa imagem mais forte da corrida –, reclamações por todos os lados.

Por que o GP do Catar foi tão complicado fisicamente, desumano, até? Já tivemos, sim, corridas com temperaturas mais altas. Na região de Doha, domingo à noite, os termômetros marcavam 32°C. Mas a umidade de quase 80% foi o que mais pegou. O resultado mais imediato é a desidratação.

Muita gente lembrou das corridas no Rio nos anos 80. Ou na Malásia — onde também era duro de aguentar o calor e a umidade. Mas não importa o que se fez no passado. Era errado, também. Embora houvesse atenuantes, como a construção dos carros, o vento na cara e nos ombros, passeando pelo cockpit e refrescando o corpo. Os carros atuais são como esquifes. E, para piorar, a história das três paradas obrigatórias levou todo mundo a andar em ritmo de classificação o tempo inteiro, sem preocupação com administração dos pneus. Sem descanso, sem relaxar. E a pista tem muitas curvas de alta. E a força G à qual os pilotos são submetidos é brutal.

Foi desumano, em resumo. E ninguém deve relativizar isso. Um garoto de vinte e poucos anos quase desmaiar num carro de corrida é um sinal de alerta. Alguém poderia ter morrido.

O NÚMERO DO CATAR

501

…pódios tem a McLaren agora, com os dois troféus conquistados por Piastri, segundo, e Norris, terceiro. É a segunda equipe a ultrapassar a casa de meio milhar de troféus. A Ferrari, com 803, é o time com a maior estante para guardar taças. Depois da McLaren vêm Williams (313), Mercedes (287) e Red Bull (258).

Um detalhe interessante. Aos 22 anos, completados em 6 de abril, Piastri já havia se tornado, com o terceiro lugar no Japão, o primeiro piloto nascido no século 21 a subir ao pódio na F-1. O primeiro lugar na Sprint, sábado, não conta para as estatísticas. Então vamos esperar por sua primeira vitória num GP, que não deve demorar, para colocá-lo na história como primeiro vencedor nascido neste século. E, então, a F-1 terá ganhadores de corridas nascidos em três séculos diferentes: Piastri (21), todos os outros (20) e o italiano Luigi Fagioli (19), nascido em 9 de junho de 1898 e vencedor do GP da França de 1951 aos 53 anos — o mais velho vencedor de todos os tempos.

E dá-lhe McLaren, equipe que vai concentrar boa parte deste rescaldão do GP do Catar. Acima (clique na imagem e veja em tamanho maior), à esquerda, está a lista dos pit stops mais rápidos da história da F-1. Norris perdeu só 1s80 em sua segunda parada, domingo passado. Quebrou o recorde de 1s82 que a Red Bull mantinha desde o GP do Brasil de 2019.

A Red Bull é muito pica das galáxias para trocar pneus. Até hoje, 29 pit stops foram realizados em menos de 2s na F-1, o que é espantoso. Desses, 22 foram registrados pela equipe austríaca.

Na boa, trocar quatro pneus em menos de dois segundos — DOIS SEGUNDOS! — é foda demais.

AS FRASES DE LUSAIL

OCON – “Comecei a ficar mal depois de 15 voltas. Vomitei duas vezes no cockpit.”

STROLL – “Depois da 20ª volta, eu apagava por alguns segundos no carro. Minha visão ficou embaçada, a pressão caiu. Foi ridículo.”

LECLERC – “Foi a corrida mais difícil de nossas carreiras. De todos, sem exceção. E não acredito naqueles que disserem que não foi.”

NORRIS – “A F-1 encontrou o limite que os pilotos podem suportar, hoje. É muito perigoso. [É uma corrida que] não deveria ter acontecido.”

RUSSELL – “Achei que ia desmaiar várias vezes. Passou do limite.”

ALONSO – “Foi uma das corridas mais duras da minha vida. E olha que tenho 42 anos e estou na F-1 há mais de duas décadas.”

VERSTAPPEN – “Foram condições muito extremas.”

PIASTRI – “Precisamos discutir muitas coisas depois deste fim de semana.”

Verstappen esgotado: inaceitável

A FIA se manifestou um dia depois da corrida, com as promessas vagas de sempre de analisar o que aconteceu no Catar e montar uma comissão com pilotos, equipes, médicos, pastores, babalorixás, rabinos, bispos, astrólogos, ciganos, fisioterapeutas, esquimós e beduínos para deliberar sobre o assunto.

De concreto, mesmo, algo que já se sabia: o GP do Catar do ano que vem será mais para o fim do ano, em 1º de dezembro, quando as condições meteorológicas são menos estapafúrdias para a prática de esportes. Principalmente esportes que usam carros que atingem velocidades enormes e precisam ser pilotados por seres humanos acordados.

OK, PARÇA – George Russell aceitou o pedido de desculpas de Lewis Hamilton, que bateu nele nos primeiros metros da corrida, quando tentava uma ultrapassagem. “A gente se respeita muito e está muito claro que não foi intencional”, falou Jorginho, sempre polido.

PAGA AÍ – Hamilton, além de pedir desculpas, teve de pagar uma multa de 25 mil euros por atravessar a pista a pé sem orientação dos fiscais, num momento em que havia carros na pista. Admitiu que fez bobagem. E pediu desculpas de novo. Foi o primeiro abandono de Lewis na temporada. Ele tinha pontos em todas as corridas. Agora, o único que pontuou nas 17 etapas foi Verstappen.

CHEGANDO – Vejam os números da McLaren nas últimas nove corridas, desde a estreia do carro novo na Áustria: 202 pontos (média de 22,4 por GP), 47 deles só no Catar (terceira maior pontuação do ano, só perdendo para a Red Bull, que fez 56 na Áustria e 51 na Bélgica), sete pódios, uma vitória em Sprint. Ainda está em quinto, mas agora apenas 11 pontos atrás da Aston Martin. Que, nessas nove provas, teve média de 8,4 pontos por etapa.

AS OUTRAS – Apenas para comparar, ainda com as equipes que estão na frente e podem ser alcançadas pela McLaren (esqueçamos a Red Bull): nas últimas nove etapas, a Ferrari fez 176 pontos (19,5 por corrida) e a Mercedes, 159 (média de 17,6).

Alonso: mais que todos da Aston Martin

EL FODÓN – Fernando Alonso chegou a 183 pontos neste fim de semana. É mais do que todos os pilotos da Aston Martin marcaram, juntos, até hoje na F-1. Estes somam 179. A Aston Martin disputou os Mundiais de 1959 e 1960 e não pontuou. Voltou em 2021, depois que o empresário Lawrence Stroll comprou a Force India, mudou seu nome para Racing Point e, finalmente, Aston Martin.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS de ver a Alfa Romeo com seus dois carros nos pontos, Bottas em oitavo e Zhou em nono. Com os seis pontos marcados no fim de semana, o time passou a Haas e assumiu o oitavo lugar no Mundial de Construtores, com 16 pontos. Os rivais americanos têm 12.

NÃO GOSTAMOS do décimo lugar de Sergio Pérez, claro. O mexicano, nas últimas três corridas, marcou cinco pontos. Seu companheiro Verstappen, 69. Não dá.

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