ENCHE O TANQUE

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

22 Comentários

  • Deve ser na Alemanha Ocidental com certeza, não consultei a imagem no guugle porque acho isso uma babaquice: alguem pesquisa alguma coisa no guugle e depois sai anunciando como se tivesse descoberto a pólvora!!!!! Os germânicos sempre souberam fazer o melhor, aliás, Germany/ Deutschlan significa terra dos homens de verdade! Para o portugues a tradução ficou meio tosca pois Alemanha não parece significar alguma coisa mas vem de ALLMEN: terra de todos os homens, então ohomem de verdade surgiu na Alemanha, e os carros de verdade também! Aliás quase tudo na Europa é alemão: França, Norte da Italia, Polonia, metade da Ucrania, alguns clans do Reino Unido; os Saxoes, uma parte da Espanha( a melhor é claro!) sem contar as Alemanhas genéricas como Austria e Suiça e os paises nórdicos, etc… alias o mundo todo deveria ser uma grande Alemanha ….

  • Flavio, meu nome é Thiago, tenho 33 anos. Vou contar uma historia que aconteceu semana passada comigo. Uma partida, que antes, quando eu era mais novo, não me importava em nada.

    Mas antes uma breve viagem no tempo. Tive um carro bolinha, vermelho, por 6 anos da minha vida. Quando vendi ele, me deu uma coisa estranha, um adeus veio na cabeça, achei bobeira. Uma vez até roubado e devolvido ele já tinha sido. Enfim, trocamos por outro modelo, mesma marca, mais novo, 2010. Semana passada demos ele (o 2010) de entrada num japônes… mais forte, confortável e seguro (principalmente para meus pais, que estão velhinhos)…Aí não aguentei…Indo para a concessionária, realizar a troca, me lembrei de quando eu estive na UTI a pouco mais de 2 meses. Meu pai o dirigiu. Ele nos levou, e ficou lá fora, estacionado, esperando. Me lembro de ter saído da UTI, chegado em casa e trocado de roupa, chorei por ver meu reflexo no espelho (to sendo muito dramático? Chorei mesmo!), eu estava vivo! 1 mês atrás, fomos visitar uma tia que meus pais não viam a 30 anos. 380 kilometros, escapamento estourado, corroído pelo álcool, chegou lá roncando, e suado…não é lá muito potente. Estacionou, nos deixou e esperou pacientemente, lá fora. Na saída, ele estava lá. O vidro embaçado de frio. Mais 380 km de volta, roncou roncou, mas não reclamou. Lá dentrou, ouviu tudo que a família tinha pra contar do encontro aguardado a 30 anos.

    Essa semana, na hora da “troca de carros” na concessionaria japonesa, sem ninguém da família perceber, pois fiquei com medo de parecer doido (rs), fiz um carinho no painel. Pensei nele, ele ia esperar, mas não iriamos mais voltar. Disse obrigado, e fui. Olhei pra trás duas vezes. Olhei mesmo! E pensei em outros tantos momentos.

    Nada de épico, só a vida.

    Hoje passei na concessionaria para resolver algumas coisas, descobri que ele já foi vendido para uma pessoa, coincidentemente, do meu bairro. Gostei, é um bom bairro. Ele vai ficar bem!

    Ps:: desculpe o português, estou dando aula neste momento.
    Ps2: Eu e o japonês ainda estamos nos entendendo. Ele é jovem e muito nervoso….e eu quero chá.

  • Além dos carros com suas curvas harmônicas e cromados reluzentes, a beleza da estrutura do posto, os postes de iluminação, tudo se completa, tudo magnífico, vivi minha infância nos anos 80 e já acho que foi uma bênção, imagina ter vivido nessas décadas um pouco mais pra trás ?

    • Eu não tava nem aí para a confiabilidade dessas mecânicas,até quando um colega meu falou assim.”Renato vem aqui para você ver o quê comprei,vem logo.Quando cheguei lá estava ele pintando as lanternas do DKW para reavivar as cores.Fiquei embasbacado com o espaço interno em vista do tamanho do carro,pois a alavanca era na coluna muito charmoso de passar as marchas e ele subiu a ladeira com as rodas girando em falso e não precisou mais nada para me cativar.Teria fácil a família desses carros toda se tivesse grana.

  • Eu também, Flávio…
    Não consigo imaginar um bom futuro para nosso planeta hoje. Naquela época – da foto – se vivia com mais alegria e esperança e mais honestidade.
    Sem contar a beleza dos carros fabricados!

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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