MENU

segunda-feira, 27 de março de 2006 - 2:43Automobilismo brasileiro, DKW & cia., Enigmas & desafios

Nada contra, muito pelo contrário

SÃO PAULO (o meu é Azul Tramandaí) – Dia desses, num comentário feito por um blogueiro, o referido perguntava o que eu tinha contra Fissore, por não falar nunca deles.

Contra? Dio mio, é o carro mais bonito já fabricado no Brasil. Tanto que tenho um que brilha como uma cristaleira. Aqui você pode ler uma breve história desse carro maravilhoso que não vingou por ser caro demais e porque a Vemag foi comprada pela VW, sem ter a chance de colocar nele um motor maior e mais potente.

Mesmo assim, tivemos até alguns Fissore nas pistas, como prova a foto abaixo enviada pelos brothers Ronaldo e Ricardo, de Campinas. Foto que vale como teste da semana. Quem foi o doido que resolveu correr de Fissore?

20 comentários

  1. Waldomiro Pieski (Piestrinski): grande figura! Ele foi o meu tutor no automobilismo. Ia com ele na caçamba da pick-up que rebocava o Fissore, para Interlagos. Fiz o protótipo em escala para o tunel do vento, montavamos buggyes, montamos alguns exemplares do buggye com asa de gaivota. Foi ele que me apresentou ao Reginaldo Leme, quando iniciando no Estadão, como repórter automobilístico, ao Barão e os filhos Emerson e Wilsinho, etc. Cheguei a participar de rallyes, fui parar na África, como director do S-Team. Regressei o ano passado, mas fica na memória o Grande Waldomiro. Recentemente, uma das filhas dele me contactou, e me disse que ele havia falecido em 13/12/2003 de linfoma não hodkins. Confesso, fiquei muito surpreso e triste.
    Proponho uma reunião (almoço ou jantar) em homenagem a ele, onde convidaríamos as duas filhas e a mãe delas, que hoje se encontra com 78 anos de idade. Que tal?

  2. mario parussolo filho disse:

    Fui amigo de waldomiro pieski, no fim da vida ele morava na represa de guarapiranga, era adepto de voar com hidro-avião, na propria represa e faleceu mais ou menos 8 anos, piloto divertido, se não andava bem, batia, capotava, era sempre um show, grande pieski

    • lenira disse:

      realmente confirmo a grandeza dele porque a maior herança que ele pode deixar foi o exemplo de CORAGEM de enfrentar altos e baixos na vida – ele faleceu em dezembro de 2003 com linfoma não hodkins mas soube enfrentar a doença com resignaçao coragem e esperança sinto muita falta dele porque ele era o elo principal que unia toda a família que hoje anda bem disperça.

  3. FERNANDO MACEDO SOARES disse:

    Alguém poderia falar se têm informações sobre LUIZ FILINTO, ele era jornalista, piloto e publicitário. Atuou bastante em São Paulo nos Anos 60 e 70.
    Tinha programas sobre Automobilismo na TV RECORD e TV GAZETA.

  4. Luiz Salomão disse:

    Não deu para achar o piloto do Fissore que participava do Festival de Calouros, em 18 de dezembro de 1965. Preliminar das 250 milhas de Interlagos. A prova foi promovida pela APVC e foi sábado a tarde. Coincidencia ou não, mas nestas 250 milhas, foi , se não me engano, a estréia de Tóto Porto como piloto em dupla com Pace num VW1600 Okrasa/Porsche. Motor feito em cima de bloco de motor 1200. Agora vai a classificação final da prova…e qto ao Fissore fica na saudade!!!

    250 MILHAS INTERLAGOS 1965

    1. Camillo Christófaro/Antonio Carlos Aguiar – Carretera Chevrolet, 50 v em 3h37 m, média de 119,800 km/hr 19/12
    2. Caetano Damiani/Bica Votnamis – Carretera, 50 v
    3. Piero Gancia/M.Fernandes – Alfa Romeo Zagato,49 v
    4. Jose C. Pace – Antonio C. Porto – VW Porsche. 47 v
    5. Helio Mazza/A.B.Vidal – Gordini carretera, 36 v
    6. Emilio Zambello/Ruggero Peruzzo – Alfa, 35 v
    7. Jaime Pistilli/Leonardo Campana, FNM JK, 34 v
    8.Waldomiro Pieski/Adalberto Aires, DKW, 34 v
    9.Waldemir Costa/Sidnei Cararini, Interlagos, 33 v
    10.Adão Brito/Luiz Filinto, Gordini, 32 v
    11. Fernando Boragina/Gaúcho – Gordini, 30 v
    12. Ary Iasi/Paulo Bandeira – 1093, 30 v
    13. Aires Bueno Vidal/Zé Peixinho, Ford, 29 v
    14.A. Duarte/Celsinho Navarro/E. Comini, VW, 25 v
    15.P.Victor de lamare/Ludovino Perez,Interlagos, 22 v
    16 “Mago”/Romeu Terrabuto, Gordini, 20 v.

    Também Participaram: Charles Marzanasco (DKW), Vittorio Azzalim/Justino de Maio (Carretera Chevrolet)

  5. Sanzio De Paoli disse:

    E eu pergunto: quem é o doido correndo com a porta do 1093 (ou Gordini, não dá pra saber) ???
    A propósito eu corri com 1093 entre 68 e 69 e depois com outras esquisitices maiores, inclusive um protótipo feito com um 1093 com motor traseiro de Corcel…

  6. rodolfo miguel coste disse:

    Meu caro Veloz HP, grato por dedicar este espaço para esclarecer sobre o nosso Gordini, sei perfeitamente as origens , pois alem de gostar deles mesmo sendo fracos para as nossas estradas ainda por cima recebiam os “malhos” dos pilotos e “boys” da época. Não cheguei a ver corridas em Interlagos, morava em Brasília e lá sim vi muitas corridas de rua onde era um circuito muito bom devido o asfalto ser novo naquela época e os Gordinis lá não abriam as portas nem as Simcas. A gente se fala por aí amigo Veloz HP. Abraços, Rodolfo.

  7. pauloaidar disse:

    certamente um menos doido que o doido que se preparava pra fazer o Esse com a porta do Gordini aberta..

  8. VELOZ-HP disse:

    Caro Rodolfo, essa característica do Gordini era por causa da facilidade de torção que tinha a carroceria, projetada pelo italiano Amadeu Gordini que depois virou Amedeé Gordini quando fundou a sua fábrica na França.
    Coincidentemente outro carro francês, o Sinca, tinha essa mesma característica de moleza torcional no chassis e quando preparado para corridas no Brasil, tinha de se soldar as portas traseiras ou passar uma cinta de couro entre elas.
    Isso tudo porque esses carros foram projetados para andar em paises evoluidos da Europa, que logo após a 2ª Gerra Mundial foram reconstruidos e as ruas e estradas foram as primeiras a serem recuperadas e então, a partir de meados dos anos 50, não havia mais a nescessidade de se ter um Jeep ou carroça para se circular nas ruas e os carros não nescessitavam mais ser tão rígidos de chassis e por consequência mais baratos de se construir.
    No entanto, correr em Interlagos e circúitos de rua naqueles iniciantes anos 60, era algo muito próximo de um rally pois as condições do asfalto da pista e das ruas eram terríveis.
    Não sei se você foi em Interlagos naquela época, eu fui, e apesar de garoto na época, lembro-me muito bem do estado terrivel do asfalto, a inexistência de áreas de escape, barrancos e taludes como guard rail, o desenho das curvas era um pouco diferente daquele que a maioria das pessoas se lembra após a reforma em 1969, elas eram mais “bicudas”, com o raio mais agudo e isso exigia muito dos freios e qualquer escorregada numa dessas freadas o resultado era ou cair num buraco ou ralar a parede de um barranco, quando não, atropelar um cavalo.
    Diante dessas condições africanas de utilização, os pobres carros franceses, feitos para se andar em Paris, Roma e adjacências, não resistiam a esse tratamento tão “rude”, daí esse festival de portas se abrindo como o do valente Gordini da foto.
    Era o que tínhamos na época para correr mas, os mecânicos e pilotos faziam verdadeiros milagres com esses carros e creio que os franceses ficariam boqueabertos com os resultados.
    Grande época, romântica, corajosa e feliz, apesar disso tudo.

  9. RODOLFO MIGUEL COSTE disse:

    OLHEM BEM A FOTO, NÃO É ATOA QUE O GORDINI TINHA O APELIDO DE LEITE GLÓRIA (DESMANCHA SEM BATER) ESTE DA FOTO É UM AUTENTICO “LEITE GLÓRIA” JÁ ESTÁ PERDENDO A PORTA! MAS MESMO ASSIM EU SOU FÃ DE CARTEIRINHA DOS RENAULTS: GORDINI, DAUPHINE, TEIMOSO E O 1093……

  10. VELOZ-HP disse:

    Galera, acabei de chegar do correio onde mandei para o Flávio umas fotos antigas e dentre elas essa carreteira Fissore do Pieski, que pensei que fosse um carro da Vemag, mas foi montada por êle mesmo que, inclusive, era revendedor Vokswagen.
    Esse Fissore teve o chassis encurtado para 2,2m de distância entre eixos, teto e suspenções rebaixadas. O capô, porta-malas, teto e tanque de gasolina em alumínio, vidros laterais e traseiro em plaxiglas, banco em fibra de vidro, dando um peso final de 780 kg.
    A caranga era pintada de vermelho-bombeiro, tinha as rodas com os aros cromados e o miolo dourado.
    Muito mais bonita que qualquer F1 de hoje, podem acreditar.

  11. Carlos Eduardo disse:

    O Waldomiro Pieski, que usava sempre DKW com numero 32, fez uma Carreteira Fissore de Teto Baixo e ebem modigicada, o da foto, por ser número 20 arrisco o Nilo de Barros Vinhais, construtor do chute (pé na bunda) DKW sem traseira

  12. joaquim disse:

    Posso estar enganado, mas o Waldomiro Pieski andou dando umas voltas de Fissore, não sei se é o mesmo da foto.Abs.

  13. Cleston Teixeira disse:

    Será que era o Jean Balder no Fissore ?

  14. Kako disse:

    Fissore, valeu por lembrar o nome do carro, queria lembrar faz tempo. Porquê a traseira do Fiat Siena, a primeira versão, me lembrava muito a dele. Pode reparar, é só aumentar as lanternas.

  15. Rozen disse:

    Preferia saber quem é o maluco que está correndo com a porta aberta no gordini à frente do Fissore… hehehe

  16. VELOZ-HP disse:

    Flávio Gomes, tenho uma foto do Fissore de corrida feito pela Vemag, e que não deu tempo de estreiar nas pistas. Vou tirar uma cópia e mandá-la para você via correio para a ESPN Brasil. Caso você ache-a relevante, mostre aqui no blog.

  17. Joao disse:

    Se fosse o FG, eu diria que ele tinha soltado um pum :^)

  18. Valter Franco disse:

    E, naquela época, o Grodini já tinha ar condicionado ecologico………..

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>