SUSHI (1)

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sushi001BERLIM (de saída) – Só agora li tudo e vi os melhores momentos do treino que definiu o grid em Suzuka. Como não assisti ao vivo (não tem TV no meu quarto), serei comentarista de resultados, o que é bem mais fácil…

O sábado foi de pancadaria geral, acidentes com Glock (será que corre?), Alguersuari, Kovalainen e Buemi — fora o porrão de Webber, que se espatifou no último treino livre e não teve carro para a classificação.

Quando acabou, metade do grid estava no hospital e a outra metade, na torre, chamada pelos comissários. Muita gente não levantou o pé nas bandeiras amarelas e cinco foram punidos com perda de cinco posições no grid: Sutil, Barrichello, Button, Buemi e Alonso.

Então vamos lá… Rubens se classificou de novo à frente de Jêissãn, padrão estabelecido na segunda metade da temporada. A diferença para Cingapura é que hoje os dois foram para o mesmo barco do Q3, e ambos determinaram seus pesos em combustível, muito parecidos: 660,5 para o brasileiro, 658,5 para o inglês. Na última prova, Button teve a chance de largar mais pesado, e como Barrichello tinha perdido cinco posições por troca de câmbio, as coisas ficaram melhores para ele.

Estratégias parecidas para a dupla marca-texto no Japão, pois. Eles largariam em quinto e sétimo e fariam uma provinha de gato e rato para ficar ali nos pontos, logo depois da zona de pódio. Agora, porém, caíram para décimo e 12º, exatamente como em Cingapura. Farão a mesma provinha de gato e rato, mas vai demorar um pouco para que entrem na zona de pontuação. Dependerão de boas largadas, é claro, mas menos do que nas ruas iluminadas da última corrida. Suzuka é uma pista de verdade e tem pontos de ultrapassagem.

Vettel, Trulli e Hamilton, até agora, foram os que deram mais pinta de que podem chegar na frente. Trulli, como sempre, dependendo da lua e das conjunções astrais. Mas os outros dois são candidatos fáceis ao pódio. Hamilton pode usar o KERS na largada para tentar jantar os dois da primeira fila, Mas acho que Vettel vai vender caro a posição.

Palmas para Raikkonen, que mesmo demitido e com uma Ferrari parada no tempo arrancou um bom quinto lugar no grid corrigido e é aposta também para pódio. Fisichella, mais uma vez, ficou no Q1, uma coisa medonha. A Force India voltou a andar bem com Sutil, quarto colocado (mais leve que a concorrência) até as punições. É um time com perspectivas interessantes para o ano que vem. E a BMW Sauber vai encerrando sua vida com dignidade, com os dois pilotos entre os oito primeiros.

Não choveu, e a meteorologia errou. Para a corrida, a previsão é de sol. Vamos ver.

Agora preciso pegar uma estradinha. Vou para Dresden.

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Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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