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terça-feira, 28 de março de 2006 - 14:04Indústria automobilística

Fim de uma saga

SÃO PAULO (sacanearam o cara) – O atento blogueiro Leandro Monteiro envia reportagem da “IstoÉ Dinheiro” que registra o fim definitivo da Gurgel. Não é muito longa, por isso convido à leitura:

Quando o martelo bater no leilão de falência judicial da Gurgel Motores, no próximo dia 3, em Rio Claro (SP) estará selado definitivamente o fim da história da única indústria automobilística genuinamente nacional. A empresa, que nasceu em 1969 do sonho do engenheiro João Amaral Gurgel, teve sua falência decretada há 10 anos. Hoje, o que resta dela é o prédio da sede, que abriga o galpão fabril (uma área de 17 alqueires em estado precário de conservação), três imóveis em Rio Claro, algumas salas de escritório em Fortaleza (CE) e um “pacote” de créditos referentes a tributos federais cobrados indevidamente da montadora. Somando tudo, o leilão poderá levantar R$ 25 milhões, 10% da dívida total da Gurgel. O síndico da massa falida, Jaime Marangoni, diz que o dinheiro dará para acertar as contas com os ex-funcionários. O resto? “É impagável”, diz Marangoni.

R$ 250 milhões: é o valor da dívida total da empresa fundada por João Amaral Gurgel com bancos,funcionários e governo.

A família Gurgel queixa-se da demora para a realização do leilão. “Deixaram estragar tudo e agora estão fazendo leilão de sucata”, denuncia Maria Cristina Gurgel, filha do fundador da montadora. Os bens da família estão protegidos. Não podem, segundo o síndico da massa falida, entrar no pagamento dos R$ 225 milhões restantes da dívida. “É uma pena ver a Gurgel acabar dessa maneira. O momento desfavorável da economia nos anos 80 talvez tenha sido o principal empecilho para a continuidade do sonho do carro nacional”, comenta José Eduardo Favaretto, consultor da área automobilística. “Mas João Gurgel, que tinha boas idéias para o mercado, também não soube aproveitar benesses como os incentivos fiscais dados pelo governo”. Sim, João Gurgel tinha boas idéias. Quando foi decretada a falência, ele estava prestes a lançar o projeto Delta. Tratava-se de um veículo econômico no preço, no consumo de combustível e na manutenção. Era o embrião do carro popular.

Após o leilão, as únicas lembranças de um tempo de heroísmo na indústria automobilística brasileira estarão guardadas na garagem de Ricardo Amaral Gurgel, sobrinho do fundador. Lá, estão estacionados um jeep X-10 e um XEF, carro de banco único com capacidade para três passageiros. Ricardo pagou R$ 5 mil pelo XEF que, restaurado, pode valer até R$ 20 mil. Os carros Gurgel, de agora em diante, serão peça de colecionador.

Pequeno sonho de consumo deste que vos fala é um X12 teto rígido, o beginho da direita em primeiro plano, na foto. Ainda terei um. O Alexander Gromow, ativista da causa VW, colocou no ar recentemente um site bem completo sobre a marca que recomendo aos que não a conhecem a fundo. Recentemente foi lançado um livro, também, mas infelizmente vou ficar devendo por ora título, editora e nome do autor, já que está em casa.

45 comentários

  1. gosto muito desse , carro possuo um faz 15anos eestou muito satisfeito pois o gasto com lanternagem e 0
    Alberto jorge do nascimento
    SÃO SEBASTIÃO DE LAGOA DE ROÇA
    PARAIBA

  2. No site http://blog.estadao.com.br/blog/jc/?title=adeus_genio&more=1&c=1&tb=1&pb=1#comments alguém escreveu:
    “Comentário de: Conhecedor [Visitante]
    04.02.09 @ 08:49
    É interessante como o Gurgel conseguiu criar essa aura de semi-deus sendo como foi. Pelos posts aqui, as pessoas tem a imagem que o Gurgel foi um injustiçado, um empresário espetacular e um homem que não teve nenhum apoio. Repetindo, eu convivi com ele por 40 anos. Não é nada disso. Ele era um engenheiro genial. Disso não há dúvida. Suas soluções técnicas eram apreciadas por todos, incluindo as montadoras. Fora isso, ele foi um empresário lamentável.

    Gurgel mantinha a famosa casa de hóspedes em seu sítio próximo da fábrica. Aquilo vivia lotado de políticos de todos os tipos, todos muito bem agraciados para garantir vantagens fiscais e financeiras à Gurgel. Nunca houve falta de dinheiro público. O próprio BNDES colocou dinheiro a fundo perdido (FUNDO PERDIDO) para financiar as pesquisas da fábrica. Hoje falam aqui que havia falta de dinheiro público. O Sr. Gurgel prosperou na fase do regime militar, anos 70 e 80, regime este que adorava apoiar empresários brasileiros. O Sr. Gurgel foi um desses empresários.

    Gurgel não prosperou porque era impossível trabalhar com ele. Ele era extremamente centralizador. Nunca nada o que as pessoas faziam estava certo. Cansei de ver ótimos engenheiros serem contratados e pedirem a conta no mês seguinte porque o Gurgel os tratava mal, não lhes dava liberdade para nada e interferia o tempo todo no que estivessem fazendo. Dessa forma, os bons iam embora e Gurgel ficava cercado de bajuladores e puxa-sacos incompetentes, que era o que de fato o agradava.

    Não existia custos na Gurgel e não foi feito projeto de viabilidade econômica para o 0800. Se fosse nos dias de hoje, a Gurgel Motores não teria como ter aberto o capital na bolsa. O objetivo do Sr. Gurgel era que o 0800 custasse 60% do preço do Fusca. De onde ele tirou esses 60% ninguém sabe. Era impossível fabricar, com a escala pretendida de 50.000 veículos anuais, algum carro mais barato do que o Fusca. Mas custo não importava ao Sr. Gurgel, apenas a notoriedade.

    As montadoras gostavam do Sr. Gurgel, ao contrário do que muitos dizem aqui. Ele nunca foi competidor de montadora nenhuma e nem o seria com o carro popular. Todos o consideravam mais um visionário capaz de fazer muita articulação política e incapaz de administrar qualquer empresa. E era isso mesmo. Ele era amigo pessoal do Sr. Wolfgang Sauer, presidente da Volks, que vendia muitos chassis e motores para a Gurgel.

    Tem muito mais mas chega… vamos deixar Gurgel descansar em paz e os amigos aqui, que acompanharam tudo pela mídia, acreditar que ele foi um gênio injustiçado. Parte de sua família, entretanto, continuará morando nos EUA, onde estão os recursos patrimoniais e onde os processos criminais que correm na justiça brasileira não poderão alcançá-los.”

    • Sandra disse:

      N acho Amaral Gurgel herói. Mas n preciso achar alguém herói p admirar. Bom , era engenheiro genial, certo? Pra vc n conta, o q conta é o q ele n era ou n fez? Típico brasileiro mesmo! Aqui n existe herói nem nada q preste, parece ser proibido. Só na gringa tem herói, de todo tipo e pra todo gosto . Ecah! Que mal gosto , brasileirada “vira-lata”

  3. Ernani Weber disse:

    Quero um Carajas 4 portas, para restaurar, aí em Pernambuco deve ter, qual a faixa de preço? onde encontrar?

  4. Bruno C. Carvalho disse:

    Depois do leilão da massa falida e agora com o sepultamento do corpo do Sr. Amaral Gurgel, podemos dizer que realmente é o fim. Junto com o corpo sepultado foram além das idéias os ideais de toda uma vida. Muitos criticam; dizem que a Gurgel afundou seus acionistas e todos que acreditaram na empresa. Mas o que muitos esquecem é que em todas as dores de barriga da GM, Fiat, Ford e VW, o governo estava lá para ajudá-los com nosso dinheiro; os lucros dessa “ajuda” nunca ficaram no Brasil. Quando a Gurgel precisou de ajuda não teve. Logicamente a fábrica no Ceará foi a gota d’água, pois tornou a dívida impagável, porém foi uma aposta. Talvez se a ajuda tivesse vindo, o lucro seria revertido para nós brasileiros. Quanto a qualidade dos carros, como alguns acima mencionaram, estavam dentro dos padrões da época, e muitas vezes melhor. Se o Gurgel não tinha ergonomia, qual carro tinha? Criticar é fácil, mas incentivar e apoiar é difícil. O mais difícil conseguimos fazer, que é contruir aviões, mas dae já é outra história!
    À família e amigos do Sr. Amaral Gurgel, nossos sentimentos e a certeza de que muitos brasileiros acreditaram nesses ideais!

  5. Carlos Piazza disse:

    Desculpe-me Marcos, vc tem razão, o Trabant pelo menos era ´´bonitinho“ !!!

  6. L.Mazzoni - UK disse:

    MARCOS
    Sou nacionalista por que sou BRASILEIRO ! Amo minha patria e a defenderia por qualquer motivo.
    Se o Brasil vai mal eh exatamente por termos pessoas como voce, que ainda acreditam, por pura ignorancia, que o primeiro mundo eh a perfeicao.
    Moro nesse primeiro mundo a 23 anos e posso dizer que eles sao primeiro mundo pelos abusos, invasoes, imperialistas que usam os paises em desenvolvimento e pessoas fracas de ideologia.
    Seja mais bem literado se instrua que voce conseguira um dia, quem sabe, ver o que o primeiro mundo quer realmente do Brasil…

  7. Marcos disse:

    O Ronaldo enfiou o dedo na ferida !
    É exatamente isto !
    Entre os “clientes” podemos citar: SABESP, CPFL, FURNAS, Polícia Rodoviária, Polícia Civil, PMs, etc…
    Quanto será que era o “agrado” para quem assinava o pedido de compra ?

  8. Marcos disse:

    Ôôôô, Piazza !!!!
    Alto lá !!!!
    Não fale mal dos Trabant !!!!
    Aquele troço é um barato !!!!
    E muito melhor do que o BR800.
    Em 1989, cheguei a ver vários abandonados em acostamentos pelas estradas da Alemanha !
    E não porque fossem carros ruins !
    É que os orientais andavam com a %!@$&@# sem manutenção, até o bicho desmanchar.
    Naquela época, dava para conseguir 1 de graça !
    Hoje viraram ícones cult !
    Nos USA valem mais de US$10.000
    Vai entender…

  9. 1gt disse:

    brasileiro é bicho chato mesmo…o que dizer de um país cuja polícia federal é treinada e recebe um por fora do fbi?Que os agentes vem para cá, fazem o que querem…pois todo mundo é cachorrinho mandado deles?Tem é que comprar carro importado mesmo…e depois levar paulada na cabeça pra comprar um retrovisor por 2 mil reais numa revenda autorizada…

  10. Ronaldo disse:

    Os empresários aqui no Brasil são assim. Gostam muito de fazer uma parceria “caracu” com o governo e o povo. Eles entram com a “cara” e nós com o resto … Pegam dinheiro do BNDS ou outro orgão oficial e se der lucro é dele, se der prejuízo e de todo mundo. Assim é fácil ser visionário … O problema da Gurgel foi fazer carros muito feios e sem sentido, só quem comprava alguns modelos era o governo para fazer carrocinha de cachorro … Não tem sentido a Lei de Falências do nosso querido pais, o máximo que poderia durar da decretação ate o encerramento seriam 30 dias. Depois de 10 anos não sobra nada, só o salário do administrador da massa falida e as outras despesas comem tudo e para os acionistas e demais interessados não fica nada. Mais uma vez aqui no blig tem alguém que mora no exterior e faz questão de dizer isso sem que ninguém pergunte. É muita vontade de aparecer …

  11. Carlos Piazza disse:

    Prescindindo do fato de que ´´saudade não tem idade“ e colecionar ´´tranqueiras“ pode ser um hobby interessante, (principalmente em nosso país onde tradições muitas vezes são simples exercícios de diletantismo), Gurgel fabricou e surpriendentemente conseguiu vender ´´as maiores tranqueiras motorizadas“ que o ser humano jamais viu.
    Não acho correta a comparação ao Tucker pois, aquele visionário americano construiu mas, não vendeu uma unidade sequer.
    Eu compararia aquelas porcarias ao fumegante, plástico e soviético Trabant .

  12. Marcos disse:

    Pronto ! Agora fedeu !
    Estão comparando o Gurgel ao Tucker !!!!
    Pensando bem, até que a comparação é bem válida !
    Foram 2 malucos que enganaram um monte de gente !
    E nesta comparação, você pode ser bairrista – O Gurgel foi bem melhor ! Afinal ele conseguiu fazer e vender milhares de carros !
    E o Tucker, mal e mal, montou uma pré-série daqueles mastodontes, na base do jeitinho.
    E não se fie na estória romanceada daquele filme ! A verdade é que o Tucker era um maluco de corrente, que deu um tiro no pé !
    Os 2 carros – Gurgel e Tucker, só tem uma coisa boa em comum:
    Os motores !
    Ambos eram feitos por fabricantes convencionais, e bem longe dos Exércitos de Branca Leone !

    E chega de Gurgel !

  13. Breno Torres AM disse:

    Veloz HP tá certo, o BR800 não presta para nada, consegue ser pior que os outros Gurgel..

  14. Cassiano Sairaf disse:

    http://museudocinema.blogspot.com

    Muito legal o post, li uma matéria, alguns anos atrás, na Time Magazine, onde um economista falava que a industria automobilistica era fator fundamental para o crescimento de uma nação.

  15. Filipe W disse:

    Veloz_HP,

    assino embaixo, e ainda faço coro, a sua analise sobre a VW, que está pagando pela sua soberba até hoje.
    E pasme, acho que eles ainda não aprenderam direito a lição.

    abraço

    Filipe

  16. VELOZ-HP disse:

    Galera, para dar um lado diferente a esta discussão, creio ser oportuno contar uma história que talvez ilustre um outro problema, que são os proprietários dos carros da Gurgel, principalmente os últimos, BR-800 e Supermini.
    A cerca de 4 anos atráz, um morador do condomínio onde moro aqui em São Paulo, quis vender o seu BR-800 e simplesmente não havia interessados, mesmo o carro estando em ótimas condições. Quando aparecia algum, o preço que queria pagar era ridículo.
    Sem outra opção, além de ficar com o carro até morrer, esse morador resolveu rifar o carro, e então, durante 2 meses êle foi de casa em casa oferecendo números a 5 reais a unidade.
    A partir de então a coisa ficou interessante e para muitos, divertida, pois compravam 2 ou 3 números por pura farra, já que o preço era baixo.
    Após arrecadar o dinheiro esperado, no dia marcado foi feito o sorteio, ao estilo dos bingos, com aquela esfera de metal pingando os números um a um, numa tarde de domingo no clube.
    Após sair o contemplado do sorteio é que talvez exemplifique mais o que ficou na mente das pessoas o nome Gurgel, pois o vencedor deu o carro para a sua empregada que na semana seguinte apareceu com uma Brasília bem velha e explicou que o marido dela tinha trocado aquela carroça horrivel (o BR-800) pela Brasília velha em questão, e ainda teve de dar um dinheiro e mais algumas coisas (não disse quais, e nem quanto) na troca, na Feira do Rôlo de Carapicúiba, um bairro próximo daqui onde ela mora.
    Esse é um drama atual para quem tem um BR-800. Ou fica com êle até virar peça de coleção e valer algum dinheiro ou então, dar de presente para algum funcionário que irá desová-lo em alguma feira dos rolos da vida.

  17. Filipe W disse:

    Oi Marcos,
    acho que nem tanto ao mar, nem tanto a terra, alguns “complôs” contra o Gurgel existiram sim, mas realmente complôs existem em qualquer lugar onde há pessoas, interesses e dinheiro, seja aqui, no afeganistão,ou onde quer que seja.
    Muitos dão esse cunho nacionalista erroneamente, pois não se trata de atentar contra “um brasileiro” ou a uma “industria nacional” e sim contra qualquer um, até nos EUA, é só ver o caso Tucker , ali era americanos contra americano, não é ? A grana é indiferente a sua nacionalidade, credo ou que quer quer seja.
    Claro que há os que dizem que a CIA e o McDonald´s se juntaram para derrubar o Gurgel é uma óbvia fantasia, mas como dizia aquele velho ditado, “não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem !”

  18. Marcos disse:

    Quanta besteira…
    Já apareceram os nacionalistas-de- plantão vendo complôs imaginários das multinacionais contra o pobre empresário brasileiro !
    Aquilo quebrou porque era um quitanda mesmo !
    E muito mal administrada !
    Fora o X12, só fizeram porcarias !
    Acho que vocês precisam ir atrás das informações verdadeiras !
    Ou algo mais simples: Dêem uma boa olhada em um BR800 que vcs vão entender rapidamente porque a coisa foi para o saco !
    Sem delírios, moçada…

    • Helder Feixas disse:

      O sr. Pode ter alguma razao mas procure tambem o significado da palavra Loby.
      E vc entederia o que pode ter acontecido nao so com Gurgel mas tambem com outras industrias Brasileiras que foram covardemente sufocadas pelo poderio americano ( assista o comentario Zeitgeist ) .

  19. Romeu disse:

    Ao L. Mazzone – Londres, o malfadado projeto do Sr. N. Fernandes se chamava “Democrata” e
    não Diplomata.
    E quanto ao Sr. João Conrado do Amaral Gurgel, infelizmente ele se encontra muito mal de saude, acometido do mal de Alzheimer.
    Foi realmente um visionário, sonhador, mas tudo o que ele disse e previu sobre o alcool, e o Pro-álcool, há mais de 25 anos atrás, se confirmou e estamos sentindo hoje, na carne.

  20. VELOZ-HP disse:

    Caro Filipe, concordo totalmente com tudo o que você disse, quero apenas acrescentar que creio no erro maior do Gurgel em insistir num produto que era ao mesmo tempo revolucionário, diferente de tudo mas, ao mesmo tempo muito ruim no sentido de se baratear um carro a ponto de torná-lo atrazado tecnològicamente em relação à concorrência e pior, com a abertura das importações as opções do mercado se multiplicaram várias vêzes, tanto nos importados quanto nos nacionais, que tiveram de rapidamente se modernizar e entrar em sincronia com o mundo moderno.
    Tanto isso é verdade que é só ver a posição da Volkswagem antes e depois dessa época. Ela cometeu o erro de insistir em produtos antiquados e reestilizados e o mercado disse um sonoro não a ela, cujo prejuizo paga até hoje indo de lider de vendas à 3ª posição, com tendência a 4ª.
    Acredito, concluindo, que a proposta da Gurgel chegou tarde ao mercado.
    Era uma proposta que teria dado certo num mercado fechado e com poucas opções. Quando ele se abriu, fecharam-se as suas chances, pois seu produto teria que ser mais barato que o custo de fabricação e então, adeus.
    Apesar disso tudo, foi realmente triste e lamentavel o seu fim.

  21. Saddam disse:

    Aí Veloz HP, desencana que esse marcato é um marcolino mesmo…
    PutaDum idiota.

  22. L.Mazzoni -Londres disse:

    Eu ja vi este filme da Gurgel antes.
    O projeto chamava-se “Diplomata” do empresario Nelson Fernades, por sinal amigo do meu pai.
    Mas ele foi sacaneado pelas fornecedoras de autopecas, que precionadas pelas grandes montadoras nao podiam fornecer pecas.
    Se existe um culpado maior nisso tudo chama-se “GOVERNO” eles sao os maiores responsaveis por nao protegerem a industria inteiramente nacional.
    tem medo ou rabo preso ai sedem as vontades das grandes montadoras…ameacados como criancas de desemprego em massa que prejudicaria a imagem do governo e coisas assim.

    Falta muito “bago” no nosso governo!!!!

  23. Saddam disse:

    Gurgel?
    Aquela bicheira horrível, com motor de Brasília?
    Foi tarde.
    Só lamento que o FDP do Amaral Gurgel tenha ferrado muita gente (acionistas, funcionários,clientes).

  24. Filipe W disse:

    acho que além dos motivos citados por outros no blog, como fábrica do ceará, emprestimos s rodo, creio que outro motivo foi o fato de tentar fazer um carro de grande seriação (o br800 e posteriormente o supermini) em carroceria de fibra de vidro, pois este método é complicado para grandes produção, afinal tem o tempo de cura da resina que é grande, a carroceria tende ficar em “repouso” por um grande período de tempo, para ver se não há rachaduras ou falhas que só podem ser vistas dias depois da carroceria já pronta, quando isso é aplicado a uma quantidade x de carros como no caso do puma era plausível, mas depois de determinada quantidade fica anti-econômico.

    Outro fator pode ter sido a famosa teimosia do Gurgel, que quando encasquetava com uma coisa não desistia nunca, mesmo quando já tinha ficado provado que a coisa não funcionava, ele continuava insistindo, no caso do supermini dizem que os engenheiros dele recomendaram várias alterações no carro para torna-lo mais ágil e econômico, com um rodar melhor, mas Gurgel nem lhes deu ouvidos.

    Mas uma coisa temos que tirar o chapeu, foi criativo, chegou a ter uma fatia considerável de mercado ( comparando o tamanho dele com o das outras) e se manteve no mercado por décadas oque por si só é um fato digno de nota, no final das contas Gurgel é um que faz falta.

  25. VELOZ-HP disse:

    Marcato, você não me conhece nem eu te conheço, nem quero, meu nível é outro, graças a Deus.
    Guarde seus comentários pessoais a respeito de quem não conhece para você mesmo. É mais nobre e menos primitivo.

  26. Rikho disse:

    Realmente, devemos admirar o Gurgel pelo peito de criar uma indústria nacional, qualquer que seja. Mas, além do mau passo dado no Ceará, segundo alguns comentam, acho que os modelos que ele fabricava nao colaboraram muito pra marca ir adiante. Os carros eram feios, toscos e caros (na relaçao custo/benefício). Simplesmente, nao valia a pena comprar esses modelos que pareciam vagamente com carros. Teria sido melhor investir tudo num modelo único mas realmente bem-feito e competitivo. Quanto a questao de financiamento, ele tava era certo de ser pidao, mesmo. Se o governo, na época das privatizaçoes, emprestou dinheiro pra fundos de pensao e investimentos e o escambau a quatro pra comprar o que era NOSSO, pq nao pode emprestar pra alguém que quer produzir alguma coisa, em vez de ganhar uma graninha fácil nos juros?

    Abçs

  27. BINO disse:

    O Gurgel se afundou qdo resolveu fazer uma fabrica no Ceara. Tasso e Ciro prometeram de tudo…Gurgel tmou dinheiro emprestado pra montar a fabrica…e Tasso e Ciro cairam fora sem maiores explicacoes (sera que tinha alguma montadora por tras???)…Ai o gurgel se afundou..e faliu. Pra quem faz piadas do Gurgel..e’ so lembrar que o Hyundai, coreano, tb era uma grande piada no inicio.. Com Gurgel, o BR perdeu uma chance de ter uma industra automobilistica nacional.

  28. Toty disse:

    Nada mais cômodo que em cima do muro, mas…
    A época era outra, o cara (Sr. Amaral Gurgel) um visionário, ousado e determinado.
    Um ferrenho combatente do pró-álcool (não me lembro dos argumentos mas faziam sentido e hoje explicita realidade)
    O BR800 um fiasco com apelo nacionalista (quem comprava tinha parte da grana revertida em ações)

  29. 1gt disse:

    Fazer o que em um país em que o que é bom vem de fora, e a cultura vigente é ver novela, escutar funk, e outras porcarias…
    Gurgel foi um grande visionário que teve peito pra encarar as multis, iniciativa pra novas idéias…em outros países seria respeitado…mas aqui como tudo que é bom…acaba sendo malfadado a chacota e a descrença…

  30. Pedro Araújo disse:

    Um amigo meu tem um Motomachine (dois lugares, com a cabine toda transparente). Parece que a tia dele era acionista, e comprou o bichinho. É um barato, mas estritamente urbano. Num sei, hoje em dia tá cheio desses carros conceitos, o motomachine era um, e foi efetivamente produzido e comercializado. Só isso já rende um mérito pro cara. Fora o motor movido a óleo vegetal, me lembro dessa edição da 4 rodas que saiu no início do ’80, alguém aí se lembra? O cara era visionário, mas a gente nunca sabe a história toda. Hoje aprendi alguns capítulos com vocês todos. Inté, povo

  31. Marcos disse:

    TRAÇÃO SELETIVA !!!!!
    Hahahahahahhh…
    Aquela trapizonga ???
    Grande enganação !!!
    Conhece alguém que usou ???
    Aos desavisados:
    É só encostar levemente o pé no freio que surte o mesmo efeito.

  32. Rogerio BH disse:

    conheço um cara que é apaixonado pelo Carajás dele…..
    e me lembro quando lançou o BR800.
    Quem sabe um dia o sonho volta…..um dia muito distante…..
    saudações celestes….

  33. Marcos disse:

    O Gurgel era um visionário !
    E um pidão incorrigível…
    Ele queria financiamentos a fundo perdido (conseguiu no BNDS), incentivos, favores e regalias !
    Pedia muito e devolvia pouco.
    SE ele tivesse um pouco mais de humildade, e continuasse a fabricar o X12, a fábrica ainda estaria funcionando !
    O carrinho era robusto, e ganhou mercado até no exterior !
    Mas o carro elétrico era uma piada !
    E a coisa toda degringolou mesmo quando ele se meteu naquela furada do BR800 (uma sonora porcaria).
    Tem cada estória de arrepiar. !
    A tristeza é que nesta não foi só ele quem foi para o buraco !
    Mas levou junto um monte de gente que acreditou nele !

  34. gus disse:

    “Ma que???”….esse Gurgel eram umas bixeiras de dar dó, apesar das idéias revolucionárias do Sr.Gurgel (mini-motohome, carro nacional elétrico, tração seletiva….etc), os carros nunca passaram por um controle de qualidade decente, por um ergonomista….etc, enfim, nacionalismo de lado, os carros eram umas encrencas!!!!

  35. LAGO disse:

    E alguém acredita, realmente, que naqueles tempos, caso não fossem pagos royalties a quem enterrou o projeto da ferrovia nacional neste país continental, haveria possibilidade de êxito na indústria automobilistica?

  36. Marcato disse:

    Esse Veloz-HP é um baita loroteiro, né não?

    Sucessor do Rikho, era só o que me faltava…

  37. VELOZ-HP disse:

    Flávio, acredite se quiser, eu estava hoje de manhã em frente a minha casa lavando a minha moto quando passou um Gurgel X12 reluzentemente branco com vidros ray-ban e pasme, 4 rodas tala 8″ originais da Puma, aquelas traseiras da conversivel 1980, espelhadas e brilhando como vidro.
    O motor parecia um relógio, pois era silencioso e o escapamento também silencioso não emitia nenhum ruido estranho e sequer uma gota de óleo ou fumaça.
    O carro passou bem de vagar, acho que estava olhando a minha moto e eu o carro.
    Se esse X12 passar de novo por aqui peço para êle parar e entrar em contato com você.
    Aqui na minha rua mora um cara que é colecionador de VW`s, e também membro do Clube do Fusca do Brasil. Acho que esse Gurgel estava vindo de lá portanto vou me informar com êle sobre essa caranga.

  38. Roberto Hackmann disse:

    Flavio Gomes,

    o Gurgel não foi sacaneado não !
    Não, não sou reacionário. As idéias e os carros deles eram sensacionais. A primeira fábrica dele e depois concessionária, ficavam pertinho da minha casa na Saúde e nesta época ia tudo bem. Sei disso porque a fábrica onde meu pai trabalhava, fornecia os bancos dos carros e outros apetrechos. Até o X-15 as coisas iam bem. O X-12 era sensacional, nós tivémos um por pouco tempo que meu pai comprou do próprio e que ele vendeu porque eu saía escondido com ele e era menor de idade.
    Porém, quando ele inventou a fábrica do Ceára ele enfiou os pés pelas mãos e se enrolou.
    Na época ele ficou devendo uma nota para a empresa do meu pai, mas como a diretoria tinha muita amizade com ele, eram todos fanáticos pela industria nacional e tinha lastro eles foram aguentando, depois receberam em Gurgéis e se viraram. Honesto o cara era, mas têm gente que adora um cartório aí….

  39. Kleber disse:

    …como um nacionalista… eu fico extremamente chateado… triste mesmo…
    quando que vamos mandar estas multinacionais pastar, chega de depender dos gringos… chega!!!
    Infelizmente não deu certo… os carros eram pouco bonitos, tinham todos o mesmo farol redondo (igualzinho)… mas se tivesse um cara com muita grana hoje em dia… e quisesse apostar numa fábrica 100% nacional de veículos… eu trabalharia com ele…
    Abraços…

  40. Bonilha disse:

    Nossa eu adoro X12 e o que parece um ‘tanque’ de guerra.
    Sacanagem, mas é assim mesmo…
    Brasil é o país das oportunidades… para quem vem de fora…
    Vai deixar saudades…

  41. Rafa disse:

    Que saudades dos X12. Aprendi a dirigir num desses. Vivia dando problema mas era uma delícia de colocar na praia e nas pistas de motocross onde uma vez eu parti o chassi dele ao meio. Ainda vou ter outro.

  42. Askjao disse:

    Vem cá… li em algum lugar que um maluco havia “adquirido” a marca Gurgel e estava produzindo tratores agrícolas… isso procede? Alguem saberia dizer se isso é verdade? Mas que os carros eram feios… haaa, isso era!

  43. Fabio Bandini disse:

    Saudades do velho Gurgel.
    Ia pra escola a bordo de um X12 roxo conversível pilotado pela minha mãe.
    Eu achava o máximo, chegar naquele jipe enquanto todos os colegas chegando nos carros caretas dos pais.
    Me lembro de ficar azucrinando meu pai pra comprar um X15 (carro do meio na 2a fila) pq parecia um carro-forte. Pra minha decepção, meu pai não comprou.

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