ATRAPALHANDO O TRÁFEGO

Foto Diogo Moreira/Futurapress - publicada originalmente no iG

SÃO PAULO  – Uma ciclista de 33 anos morreu hoje de manhã atropelada por um ônibus na avenida Paulista. Juliana Dias, bióloga, morava na Vila Mariana e trabalhava no Hospital Sírio-Libanês. Não encontrei muitos relatos sobre o que aconteceu. Nesse link aí há o depoimento de uma testemunha que diz que ela caiu da bicicleta depois de discutir com outro motorista de ônibus, e que o ônibus que a atropelou estava em velocidade normal.

Não vou chamar ninguém em particular de assassino, nem categoria nenhuma. Somos todos assassinos nesta cidade infernal. Anteontem, perto de onde moro, um outro ônibus passou por cima de um carro e matou duas pessoas. Era um desses articulados, que trafegam nos corredores exclusivos como se estivessem em pistas de corrida, que andam despinguelados, dirigidos por animais sem preparo, selvagens que não têm noção do que estão fazendo. Dirigem veículos pesadíssimos, difíceis de frear, se atiram para cima de todo mundo, e esse em particular não se importou com mais um semáforo quebrado na cidade (mais duas mortes para a conta do abandono que vive a metrópole), não quis nem saber, não deve ter sequer pensado em diminuir a velocidade para passar num cruzamento com semáforo quebrado, acelerou, matou dois. Motoristas de ônibus em São Paulo são assim, no Rio, também. Falo de onde mais conheço, onde essas coisas me parecem mais visíveis.

Ganham mal, têm péssimas condições de trabalho, passam o dia num trânsito louco dentro de ônibus barulhentos e quentes, têm todos os motivos do mundo para reclamar da vida, mas nenhum motivo para guiar feito psicopatas.

Que me desculpem os que não são assim, os há. Mas sejamos honestos: uma boa parte não tem condição de guiar nem patinete.

O mesmo com motoqueiros. Ando bastante de lambreta. É um terror diário. Os motoboys são seres ensandecidos, violentos, agressivos, hostis. Há várias categorias deles, com o tempo a gente aprende a identificá-los. Loucos, loucos, completamente loucos. Atualmente tem uma subdivisão que chamo de “tornozelinhos”, motoboys que andam com o pé esquerdo curvo na altura do tornozelo, para trocar marchas com a ponta do dedão, sei lá, com um certo desprezo pelos pedais, assim como o fazem com as mãos, que apenas se apoiam na manopla da esquerda como a dizer não, não uso embreagem para reduzir marchas, uma vez em velocidade de cruzeiro, é nela que vou, não freio esta merda, sai da minha frente, parece que querem demonstrar um domínio sobre a máquina que os outros não têm, trocando marcha com o dedão só quando for absolutamente necessário, e o pezinho em arco para dizer isso, e apenas resvalando suas mãos hábeis no guidão, porque empunhar manopla é coisa de viado lambreteiro. A única manopla que merece deles algum respeito é a direita, que acelera.

Uma vez li que os motoboys só existem porque nós, os usuários de seus serviços, temos pressa. OK, faz sentido. Mas a pressa não justifica o comportamento dessa gente.

Que me desculpem os que não são assim, os há. Mas sejamos honestos: uma boa parte não tem condição de guiar nem patinete.

Motoristas de carros são igualmente assassinos em potencial. Não respeitam faixas de pedestres, limites de velocidade, corredores de ônibus. Taxistas, madames, empresários, executivos, jornalistas, publicitários, médicos, somos todos animais armados que saem de casa de manhã dispostos a xingar, hostilizar, jogar o carro em cima dos outros. Um inferno incontrolável que o poder público insiste em desprezar.

E acabamos indiferentes a esta tragédia diária, preocupados que estamos apenas em terminar o expediente e chegar em casa vivos. O blogueiro Chico Bicudo notou que hoje de manhã os principais portais da internet estavam mais preocupados em chamar a atenção para o prejuízo que a morte da ciclista trouxe ao trânsito do que em se indignar com a selvageria de uma moça de 33 anos morrer atropelada na avenida mais importante da cidade. Citou, o blogueiro, a música de Chico Buarque. Morreu na contramão atrapalhando o tráfego. “Construção” é de 1971. Somos indiferentes há muito tempo, não evoluímos nada.

No fundo, somos todos assassinos que só se incomodam quando alguém atrapalha o tráfego.

Subscribe
Notify of
guest
210 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Elias Souza de Araújo
4 anos atrás

Olá amigo, sou motoboy a 10 anos e sabe o que eu achei do seu artigo?
Sabe o que achei da maneira que se referiu a nós “motoboys”.
Amigo parabéns, excelente artigo, infelizmente o Brasil deve aprender muita coisa, só de pensar que em outros lugares não existem nem sinal, basta as pessoas demonstrar que tem o interesse de passar e pronto, o trânsito para.
Fico triste, na minha opinião o maior perigo do motoboy é ele mesmo, a própria ESPÉCIE, o excesso de confiança, nossa isso irrita.
Hoje sou dono de uma empresa de motoboy, aqui os motoboys devem prezar a vida, andar abaixo dos 100kmh. e tenho uma equipe para monitorar, faço reuniões explico, tento da minha forma contornar a situação. Uns podem dizer que é impossível, porem eu faço a minha parte.
Aqui está o site da minha empresa, se ficarem interessados no meu trabalho.
http://www.ejmotoboy.com.br/

markus
markus
9 anos atrás

LI quase todos os comentários…….e minha opinião é a seguinte, todos temos que nos unir para a construção de metrôs e ciclovias, pois é a única solução para as metrópoles Brasileiras, no meu caso se eu deixar de me locomover de bike, vou enlouquecer dentro de um carro ou ônibus, pra mim não dá…..é inviável……e lembrando…1 ciclista é um carro a menos nas ruas engarrafando e poluindo!!!!

Ulisses
Ulisses
10 anos atrás

É isso aí Flávio!
Somos um povo que não aprende com os seus erros, nunca.
Isso tem um nome:

BURRICE!

Érico BSB
Érico BSB
10 anos atrás

Sou ciclista em Brasília há 23 anos, durante muito tempo andava para competir, há um ano ando apenas para ir ao trabalho. Já levei muito susto, e apesar da morte de um ciclista aqui em brasília na sexta passada (mesmo dia do acidente em SP), tenho notado que os motoristas de ônibus tem me respeitado mais. Afirmo que mais de 90% dos ônibus que passam por mim mantêm a distância de mais de um metro. É claro que basta 1 caso para

Theokoles
Theokoles
10 anos atrás

A morte da ciclista é lamentável. Mas ela teve grande culpa nesse acidente. Não precisa ser muito inteligente para saber que não há condições para ciclistas andarem no trânsito de São Paulo. Mas tem gente que quer insistir, aí acaba morrendo. É como praticar natação no Rio Tietê e depois reclamar que pegou leptospirose. O Rio Tietê não é o local apropriado para nadar. Assim como as ruas de São Paulo não são o local apropriado para andar de bicicleta.

fabiano
fabiano
Reply to  Theokoles
10 anos atrás

boçal!
São Paulo é uma merda por culpa de gente igual a vc!!!

Theokoles
Theokoles
Reply to  fabiano
10 anos atrás

Vá morar em outro lugar então, em vez de ficar resmungando.

Higor
Higor
Reply to  Theokoles
10 anos atrás

Mais um louco que dirige como se a pista pertencesse só aos carros. Só é pedir pra morrer, porque existem motoristas que não querem dividir espaço com nenhum outro veículo, exatamente o que o texto acabou de dizer, o que deve mudar é a atitude dos motoristas, é inadmissível não existir espaço também para os ciclistas nos grandes centros urbanos. Ainda estamos muito atrasados mundialmente na organização dos transportes.

Juvenal Jorge
Reply to  Theokoles
10 anos atrás

Concordo. Há ruas onde é possível, e outras ( a maioria ) onde não é.

enko
enko
Reply to  Juvenal Jorge
10 anos atrás

se existem caminhos alternativos e mais seguros, porque arriscar a vida numa avenida como a paulista?
não sou contra ciclistas, mas sim contra os sem noção do perico que correm e do perigo que expõem os outros que compartilham a via.
ninguém atropela ou mata alguém no transito em sã consciência por querer, (só os loucos, drogados e bebados),

Mauricio
10 anos atrás

Comentei acima que já vi motoristas de ônibus em SP se drogando e coisa e tal.
Mas também gostaria que levassem em conta o seguinte;
Conheço o trânsito de São Paulo, Rio, BH, Curitiba e mais outras três capitais (Vitória, São Luiz e Fortaleza) e digo que de longe o trânsito de São Paulo é o mais tranquilo e disciplinado. De longe mesmo!
Trabalho hoje no 30º andar de um prédio no Rio, de frente para o Aterro do Flamengo, com vista para o Santos Dumont e avenidas ao redor. Aqui os motoristas de ônibus apostam corrida, com direito a arrancada e tudo. São selvagens ao cubo. Já vi mais de uma vez alguns deles cruzando por cima da ilha (canteiro central) na Av. Getulio Vargas, em frente ao prédio da Central, para poder alcançar a entrada do terminal de ônibus que existe ali.
Aqui no Rio motorista algum respeita as sinalizações de pista, é um cruza cruza irritante que não leva a lugar algum. Parece que os motoristas estão sentados em formigueiros pois não conseguem andar dois metros em linha reta, mantendo a mesma faixa, fora o fato de não respeitarem os cruzamentos, fecham os mesmos como se os poucos metros de rua fossem levá-los mais rapidamente a algum lugar. Resultado: A cidade, proporcionalmente, é mais congestionada que SP.
Em BH os motoristas parecem estar sonhando… Sonhando… Delirando… andam devagar, nem numa faixa nem na outra, mudam de direção sem dar sinal, descem ladeira na banguela (único momento que disparam em alta velocidade) e a sinalização da cidade é um horror! Não te leva a lugar algum.
Em Vitória e outras capitais mais ao norte o problema é a quantidade absurda de motoristas alcoolizados ao volante a qualquer hora do dia ou da noite…
Poderia ficar escrevendo o dia todo a esse respeito.
A única coisa comum em qualquer cidade são os motoristas de carros grandes e importados de luxo em geral: Dirigem como se fossem os senhores do mundo. Não respeitam nada e nem ninguém. Dar seta para mudar de faixa na frente deles é crime de lesa majestade; te fecham sem dó nem piedade, chegam a acelerar para te alcançar e impedir a manobra. Batem e te amassam, xingam, chegam a apontar arma para vc e depois vão embora. São verdadeiros animais.
No caso do acidente em pauta no corredor Ibirapuera, é bem provável que o motorista do ônibus já estivesse reduzindo a velocidade (mas com certeza ainda acima de 45km/h), pois logo após a esquina há um ponto de parada e o dono da SUV em questão tentou passar sem reduzir a velocidade pelo cruzamento cujo sinal estava queimado. Ambos os motoristas estavam errados. Ambos foram imprudentes.
Quanto ao atropelamento na Paulista… Ora já vi dois na mesma região e pelo mesmo motivo. Veículos grandes demais, ciclistas distraídos… Sinceramente, acho que quem entra de bicicleta na faixa de ônibus da Paulista é um suicida em potencial. É muito perigoso. Eu particularmente não faria isso, seguiria por uma das paralelas. Andar de bike ao lado de ônibus, não importa onde, aqui ou na Europa ou EUA, é loucura!

Flavio Bragatto
Flavio Bragatto
10 anos atrás

Ninguem aí não parou para pensar por um instante que a cidade é superlotada demais???

Tem gente vivendo aí que já viveu a vida, já aposentou e está só esperando a hora da velha morte para busca-lo. O quê diabos esta pessoa ainda faz aí? “Ah, minha casa é propria!” Beleza! Vende para um migrante qualquer que quer tentar a vida na cidade grande e va esperar a velha morte num lugar mais tranquilo e com custo e qualidade de vida superiores.

O motorista paulistano é um sobrevivente, pois lida com isso diariamente. Enquanto os motoristas vão quebrando leis de transito outros as ignoram na maior. Motorista de onibus despreparados, motoboys, pilotos de vans de entrega e perueiros (odeio perueiros, pois são motoboys dirigindo microonibus).

Coitada da mulher. Foi atropelada na rua de uma cidade onde não é possível se andar de bicicleta. Não é, a verdade é essa! Em condições perfeitas de transito, essa mulher já corria risco de vida. Se não fosse morta num acidente, muito provavelmente, seria morta para ter a bike roubada.

Theokoles
Theokoles
Reply to  Flavio Bragatto
10 anos atrás

Então se o governo não consegue administrar o crescimento da cidade e os consequentes problemas no trânsito, o sujeito que viveu a vida inteira na cidade tem que se mudar? Essa foi inacreditável…

enko
enko
Reply to  Theokoles
10 anos atrás

cada uma que parecem duas

Robson
Robson
10 anos atrás

Moro próximo a um terminal de ônibus. vejo diariamente os motoristas bebendo cachaça entre uma viagem e outra. a PM que vive fazendo blitz de lei seca com os motoristas de carro faz de conta que não vê. se fizerem um bafômetro nos motoristas de ônibus, mais da metade perde a carta de motorista na hora.

Cleiton Pessoa
Cleiton Pessoa
Reply to  Robson
10 anos atrás

deveriam… é um assunto interessante, vou levantar esse tópico numa rádio local de minha cidade

Mauricio
Reply to  Robson
10 anos atrás

Senhores; não é só álcool o problema. Já vi motoristas chupando um cachimbinho de crack no ponto final em pleno terminal Santa Cruz. Anfetaminas também fazem parte do dia a dia.
Uma vez entrei num ônibus nesse mesmo corredor (Ibirapuera) as 10:30 da manhã e o motorista estava visivelmente drogado. O cara parecia um doido, não via nada e falava como um personagem de desenho animado. Desci dois pontos depois e esperei outro carro.

enko
enko
Reply to  Mauricio
10 anos atrás

e não denunciou o motorista para a pm?
desculpe, voce foi conivente com o cara, viu o perigo que outras pessoas corriam e nada fez, não cumpriu com o seu dever de cidadão.

Luis
Luis
10 anos atrás

O pior é quando falam que no interior os motoristas de ônibus são “lerdos” por não enfiarem o pé que nem esses de outras cidades.

Wolfpack
Wolfpack
10 anos atrás

Penso que devemos parar com esta idéia ridicula de pensar que vivemos em Gotemburgo, Estocolmo, Helsinky, Amsterdan, Oslo, Paris, etc. Vivemos em uma selva e a maioria que vive nela é selvagem. Observem o que ocorreu no dia após a morte da garota no parque Hoppy Harry, as pessoas de aglomeravam para entrar no parque. Os reporteres perguntavam, mas é seguro? Você se sente seguro em entrar no parque? Alguns irracionalmente respondiam, foi um acidente, poderia ter acontecido com qualquer um, até comigo!
Mostra o quanto o povo que habita esta terra é ignorante, selvagem, irracional. É um problema cultural e se chama ser brasileiro.

Mitsu
Mitsu
10 anos atrás

Sou motorista, motociclista, ciclista e pedestre, o grande problema é a falta de amor ao proxímo, é o egoismo de que só o seu é importante, existe um hierarquia em SP, onibus onipotentes, carros que não ligam o pisca por nada nesse mundo, motociclistas insanos, ciclista que caça pedestre e pedestre… esse é um coitado não tem arma e proteção nenhuma. Mede-se a cidadania de um povo pelo seu comportamento no transito, é para refletir.

Isabella Sarkis (@isa_belha)
10 anos atrás

Concordo. Somos todos assassinos neste caos paulistano.
Não me excluo disso. Todos os dias levo mais ou menos uma hora para dirigir da minha casa, em perdizes, até meu escritório, na vila olimpia. Para voltar, demora até mais. Tem dias que não é fácil.

O que percebo no caos é que todos somos extremamente egoístas. As pessoas não percebem que o trânsito é um verdadeiro jogo de Tetris, onde os melhores movimentos fazem as coisas se encaixarem melhor.

Vejo, muitas vezes, pessoas que deixam espaços ENOOOOORMES quando parados no tráfego, sem pensar que um espaço a mais andado, é um carro a menos que, sem querer, ficou parado no cruzamento.

Além disso, motoristas de ônibus têm que perceber que eles dirigem ÔNIBUS, e não motocas, que cabem em qualquer espaço. Deveriam respeitar as faixas reservadas a eles, e não ocupar 3 ou 4 numa mesma avenida.

Madames precisam perceber que trânsito não é shopping, pra andar a 20km/h, ou ainda, que o carro grande delas não lhes dá direito a deixar de usar seta, que não é acessório, aliás.

Motoqueiros têm que entender que carros mudam de faixa, e que isso não quer dizer que estão sacaneando ninguém.

Motoristas de carro precisam aprender que pedestres têm direito a atravessar na faixa, que existem radares de velocidade e que trânsito não é pista de corrida.

Pedestres, por sua vez, têm de entender, de uma vez por todas, que as regras da faixa aplicam-se para quando não há sinalização específica, e que eles não precisam desesperadoramente atravessar ruas e avenidas como galinhas do atari. E que existem PASSARELAS.

E ciclistas também precisam aprender que andar de bicicleta carregando caixas e fazendo zigue-zague entre carros e ônibus só vai ajudá-los numa coisa: a morrer mais cedo.

Ou seja… além de assassinos e vítimas de nossas próprias burrices, somos também BASTANTE EGOISTAS.

enko
enko
Reply to  Isabella Sarkis (@isa_belha)
10 anos atrás

isabella, o melhor comentário deste post
parabéns, voce falou o que muitos queriam e não tiveram coragem.

Isabella Sarkis (@isa_belha)
Reply to  enko
10 anos atrás

obrigada, Enko!

Marcelo
Marcelo
Reply to  enko
10 anos atrás

Isabella,
Adicionando ao e-mail do meu amigo Enko, vou lhe dizer que este é daqueles posts onde a pessoa escreve muito mas escreve bonito!
Não tiro uma palavra do que escreveu. Vou plagiá-lo rsrsrsrs…
Parabéns!

Ricardo
Ricardo
Reply to  Isabella Sarkis (@isa_belha)
10 anos atrás

PQP, falou tudo !!
Em especial a questão dos espaços deixados no trânsito, a comparação com o Tetris foi espetacular.
O ponto é simples; veículos são máquinas que demandam habilidade e treinamento, o que grande maioria não tem.
São Paulo definivamente não é para amadores.

Mauricio
Reply to  Ricardo
10 anos atrás

Existem cidades onde o trânsito é muuuuito pior!

Cesar Augusto
Cesar Augusto
10 anos atrás

Olá Flavio, vou na casa de materiais de construção comprar uma picareta, pra retirar o “meu” pedaço de asfalto a que tenho direito para que ninguém passe encima dele.

Tá difícil…

Lucas S.A.
Lucas S.A.
10 anos atrás

Põe metrô nessa merda! Quanto mais, menos acidentes de trânsito…

Rafael V8
Rafael V8
10 anos atrás

No início do século XIX, um historiado alemão, que andou pelo interior da nossa pátria, escreveu que somos privilegiados por termos o passado em frente aos nossos olhos. Que a sociedade e a agricultura praticada aqui nos arremetia há vários séculos, possibilitando, ao historiador, uma visão digna de uma máquina do tempo. Eu, quando assisto reportagens sobre o trânsito de cidades como Jacarta, tenho a impressão que vejo o futuro do transporte brasileiro. Uma coisa é certa, este sistema só muda quando, esgotado, entrar em colapso.

Mauricio
Reply to  Rafael V8
10 anos atrás

Acorda Rafael.
O nosso trânsito já entrou em colapso desde meados da década de 1970.
O que vemos hoje são apenas os estertores intermináveis de um cadáver insepulto.

Rafael V8
Rafael V8
Reply to  Mauricio
10 anos atrás

Calma Maurício, estou acordado e iluminado. O colapso literal ainda não aconteceu, mas o trânsito está muito ruim. Não só o trânsito, mas tudo que envolve o automóvel encontra-se em avançado estado de esgotamento: seguro caro, imposto caro, pedágio caro (nem deveria existir), combustível adulterado e caro, automóvel caro, manutenção ruim (mão de obra e peças) e cara, vias ruins e congestionadas, motoristas mal-preparados (bêbados, drogados, indolentes, velozes e sem educação, também), estacionamento caro, etc … Além de muitas outras coisas que não lembrei. Parece que as coisas relacionadas ao automóvel encontram-se em último estágio de tudo, mas ainda podem piorar. É uma característica humana: vamos dilatando os preços, os prazos e as paciências até tudo estourar. Ter um automóvel, hoje, é um grande fardo.

Rafael V8
Rafael V8
Reply to  Rafael V8
10 anos atrás

Não só carro, mas moto, ônibus, caminhão, bicicleta, skate, pedestre… Tá tudo fudido.

Zé Fini
Zé Fini
10 anos atrás

Flávio, me desculpa mas em sua análise do acidente anterior em que foi vítima um casal num jipinho ASX, há muitos equívocos.

Primeiro: o ônibus articulado estava circulando entre 45 km/h e 50 km/h que é a velocidade máxima permitida para ônibus no local, logo ele não estava em alta velocidade. E ao contrário do que vc citou que ele “acelerou sem se preocupar com nada e nem com ninguém”, o motorista freiou tentando evitar a batida, porém, não foi o suficiente devido ao peso excessivo do ônibus.

Segundo: o semáforo da rua em que o carro circulava também estava defeituoso, logo, o motorista do carro também deveria ter se preocupado com o semáforo quebrado, diminuído a velocidade e não ter acelerado cruzando as vias como se estivesse sozinho numa pista de corrida. E pelo que consta, ele se aproveitou de outro carro que teria feito a mesma manobra, quando ele foi colhido pelo ônibus.

Ultimamente as pessoas entraram numa onda de condenar o motorista que sobrevive e inocentar o que morre, sem as devidas apurações que cabem aos casos. Se ao invés de um ônibus articulado, ele tivesse batido em um ciclista, num motociclista ou num pedestre?. Como diz o ditado “o pau que dá em Chico tem que dar em Francisco” tbm.

Nesse caso, tanto o motorista da Mitsubishi ASX, que pagou com a vida pela imprudência, como o motorista do ônibus articulado, foram responsáveis pelo acidente, pq ambos os motoristas “…se atiram para cima de todo mundo, e ESSES em particular não se IMPORTARAM com mais um semáforo quebrado na cidade (mais duas mortes para a conta do abandono que vive a metrópole), não QUISERAM nem saber, não DEVEM ter sequer pensado em diminuir a velocidade para passar num cruzamento com semáforo quebrado, ACELERARAM seus veículos e MORRERAM DOIS. Motoristas em São Paulo são assim, no Rio, também(no restante do Brasil também). Falo de onde mais conheço, onde essas coisas me parecem mais visíveis.”

Fabio
Fabio
Reply to  Zé Fini
10 anos atrás

Trabalho ao lado do local do acidente, na própria avenida Vereador José Diniz, e cruzo este farol todos os dias. O que ouvi das pessoas é que, enquanto outros carros titubeavam ao cruzar a avenida, o motorista do ASX foi mais afoito. Eu não cruzaria em hipótese a Vereador sem farol. É um risco tolo pois basta dar a volta na quadra e cruzar pelo outro, na Vieira de Moraes, que funcionava, ou usar o retorno sob o viaduto. Quanto ao motorista do ônibus, uma testemunha disse que ele estava ao celular. Ou seja….Ah, quanto à velocidade, os 47km/h foram registrados no momento do impacto, após a freada brusca, ou seja, certamente trafegava acima da velocidade permitida. E você sabe, a grande maioria corre mesmo pelos corredores.

Zé Fini
Zé Fini
Reply to  Fabio
10 anos atrás

Pois é Fábio, não estou querendo defender o motorista do ônibus, mas muitas “testemunhas” aparecem na hora de jogar “pedra na Geni”.

Com relação à velocidade, os veículos de transporte de passageiros e cargas utilizam o tacógrafo, que diferentemente do velocímetro de um carro de passeio, registra a velocidade num disco de papel dentro do aparelho, além de outras informações, durante todo o trajeto e não só nos momentos de freada ou de um acidente.

Felipe Andrade
Felipe Andrade
10 anos atrás

Faltou falar dos pedestres suicidas. Ai do motorista que tentar converter na região da Paulista só porque o sinal está verde pra ele.

Eduardo Britto
Eduardo Britto
10 anos atrás

Todos os motoristas de ônibus deveriam passar por um curso intensivo de DIREÇÃO DEFENSIVA. Já passam? Não parece. Não passam? Absurdo! Quantos às bikes, temos que admitir que São Paulo, se já não é uma cidade para se andar de moto (quantos não se acidentam todos os dias?), muito menos o é para se andar de bike, como meio de transporte. O risco é altíssimo, estatisticamente inviável. TRISTE REALIDADE..

Fabio
Fabio
10 anos atrás

É sempre triste saber que uma vida se vai por bobagem. Seja o motorista, o ciclista, o motociclista, o pedestre; culpado ou vítima; certo ou errado. Mundo doido. Falando como pedestre, cometemos alguns erros, as vezes assumimos riscos por bobagens. As consequências para o outro são menores, só pra nós mesmo, então nossos erros não tem o mesmo peso. Da mesma forma que muitos ciclistas conduzem feito doidos por calçadas, furam farol de pedestre, acham que estão acima das leis de trânsito. Como motorista, dá um medo quando encontro um ciclista pela frente, em via de fluxo rápido, com trânsito pesado. Qualquer desatenção, minha, dele, de outro motorista próximo, pode ser fatal. Sem faixa exclusiva, é algo muito perigoso. Como aumentar as faixas exclusivas numa cidade como essa, já congestionada? como implantar uma cultura de menos carros e mais ciclistas, ou pedestres, com transporte publico mais eficiente? São mudanças a longo prazo, mas que devem ser feitas, pois esse ajustamento inevitável numa cidade desse tamanho.

Marcão
Marcão
10 anos atrás

Vida desperdiçada assim do nada, por nada!
Tem aqueles que são a favor da Bike outros contra.
Só que o problema não é a bike.
É a impunidade generalizada! Alardeada por todos os cantos, e meios de comunicação…
Nisso a vida humana deixa de ter valor de humanidade!
Acaba se tornando apenas mais um numero em alguma estatistica dessas dos orgãos municipais. E pronto!
Os governantes são sim os grandes culpados por mais essa catastrofe com vidas humanas!
Essa lei que tomou conta de nosso cotidiano é que assusta, que mata que mutila. A lei do mais forte, do cão!
Segurança é coisa do passado, e por assim ser que dirige esses dinossauros motorizados nem sabem mais o que é isso! Um cara dirigindo profissionalmente deveria saber o básico de que tem a preferencia o veiculo mais leve, menor ou frágil. Tá na lei, tem que cumprir.
O cara que a fechou é culpado, e o que a matou também… Ela esta incluida nessa lei..Dirigia um veiculo mais leve, menor e mais frágil! E pronto..
Agora, a pergunta!!!
Vão aplicar a lei nos motoristas, nas empresas???
Resposta!
Vão nada, vai ficar tudo como estava antes de mais esse fato lamentável e criminoso. Só os familiares e amigos é que se sentirão humilhados….
Sabem por que??? Empresas de onibus ou coisas parecidas pagam uma verdadeira baba por baixo dos panos para os atuais administradores da cidade de SP…
A famosa propina!!!!
Coitados de nós, que podemos enfrentar fatalidades diversas por conta da ingerencia e incapacidade administrativa dos orgãos “”in”responsáveis de SP..
Uma pena…
Quem será a próxima vítima???

enko
enko
Reply to  Marcão
10 anos atrás

por acaso alguma vez na vida voce já dirigiu um veiculo pesado marcão?
voce sabe o poder de freagem de um veiculo desses, se não, não fale bobagem.
se o primeiro ônibus a fechou, talvez não a tivesse visto nos espelhos, (os famosos pontos cegos), ela foi discutir como motorista, acabou por perder o equilíbrio e foi parar em baixo do outro veiculo que nada pode fazer.
voce nunca leou um susto quando um desses ciclistas entra em sua frente sem sinalizar?, (existem os ciclistas conscientes e existem aqueles que não tem noção nenhuma de direção, montam na magrela e f da-se, existem uma classe de adolescentes abusados que ficam zoando na frente dos carros como se estivessem guiando uma scania).
fácil culpar apenas os motoristas, mas e os outros?

Marcão
Marcão
Reply to  enko
10 anos atrás

Desculpe enko se vc acha bobagem apenas falar das leis de transito e impunidade, e propinas…
Falo apenas daquilo que é nossa cruel realidade..
Que está matando mais a cada dia..
Se ela foi ou não discutir, já não importa mais, infelismente.
Se pra vc o ponto cego é o culpado deixe que eu diga as minhas bobagens.
No nosso transito a paz já foi embora a muito tempo…
Agora digo pra vc que esse tal de ponto cego é maior nos carros particulares, Onibus e caminhões praticamente não os tem, que falta mesmo é profissionalismo e cumprimento das leis..Ou vc nunca foi espremida numa esquina ou nas vias de dupla mão por essas coisas que carregam pessoas e cargas???Se já, quem estava certo?Se não vc é uma pessoa de muita sorte!!!
Pra lei não importa se o cara da ‘bike” fica pra lá e pra cá no trânsito, ele tem sim a prioridade sobre veiculos maiores e mais pesados… Essa lei deve ser uma tremenda bobagem….

enko
enko
Reply to  Marcão
10 anos atrás

desculpe, mas continua falando bobagem cara. dirijo desde carro pequeno até carretas com 3 eixos, passando por ônibus, existem pontos cegos sim, nunca me enfiei ao lado desses monstros (os veiculos), a não ser quando necessário, e procurei sair da situação o mais rápido ´possível.
do modo que estão colocando, a pior classe que existe é a de motorista de ônibus, quando tem muito pai de famí,ia responsavel e educado no transito, assim como motoristas de caminhão.
volto a bater na mesma tecla, o que ela estava fazendo ali?, porque não procurou caminhos alternativos e seguros?
não basta os motoboys nos imporem a lei deles, agora temos os ciclistas para fazer o mesmo também.
transito é perigoso e mata, então,porque nos expormos ao risco desnecessáriamente só para contrariar a leis?

Rafael Chinini
Rafael Chinini
10 anos atrás

a cidade é grande, tudo é grande, movimento e rápido, e exigimos um nível de defeitos ZERO! ninguém pode morrer, ficar doente nada…
não estou dando desculpa, mas temos também que saber quando acidentes acontecem. não da pra toda morte na cidade, aqui ou ali, se fazer uma novela, campanha e manifestações.

o fato é que a cidade é toda despreparada. até pra comprar uma bala na esquina, o pobre coitado que atende não foi treinado, não sabe atender o cliente, e usa calculadora pra fazer 5 – 2 = 3, e cobrar meu sorvete.

acidentes igual do Hopi Hari..o parque existe há 15 anos, aquele brinquedo leva 400 pessoas por dia…numa conta baixa, são 4mil pessoas por ano, em 15 anos…morreu UMA! estatiticamente é baixo..o problema é pq o acidente aconteceu?! como diz meu amigo, não existem acidentes, existem CAGADAS!!!!!

tem muita cagada por ai, muita coisa mal feita…que só se descobre depois..que o cara não tinha alvará, não tinha carta, que estava preso, que isso e aquilo….

enko
enko
Reply to  Rafael Chinini
10 anos atrás

e aquela fatídica cadeira já estava quebrada à dez anos, isso se chama negligencia com dolo eventual, pois mais dias ou menos dias isso poderia acontecer, como fica a manutenção do parque que nunca se importou com o fato?
será que era tão oneroso o conserto?, se era porque não a removeram?
o funcionário não estava ali para fiscalizar o uso dos assentos e seus equipamentos de segurança, inclusive suas travaS, (INEXISTENTE naquele assento), porque não o fez?
a prefeitura tem que ser responsabilizada também por não fiscalizar os equipamentos, inclusive o corpo de bombeiros, por em 10 anos não terem notado o defeito.2 milhões do parque, 1 milhão da prefeitura, não trazem a menina de volta, mas também é pouco pela negligencia dessa gente.

Luiz Oliveira
Luiz Oliveira
10 anos atrás

Pois é……vão dizer que a moça da bicicleta abusou da sorte……e que o casal mortou cruzou o sinal e ficou na frente do bólido articulado……..Preferia a minha antiga monareta.

Fábio
Fábio
10 anos atrás

Li os comentários deste post e quase morri de rir ao ver os babacas trocando insultos por causa de opiniões diferentes, é realmente patéico.

Luiz G
Luiz G
Reply to  Fábio
10 anos atrás

Babaca é você, que não entende o que um acidente desses significa e como mexe com as pessoas.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Luiz G
10 anos atrás

Fábio, adicionando ao que escreveu o Luizão, pela sua atitude neste post passou-me a impressão de você ter um instinto de assassino, de atropelador, enfim o verdadeiro babaca, para tirar sarro da situação…

Paul Nascheck
Paul Nascheck
10 anos atrás

Eu adoro andar de Bicicleta, mas só passaria a usar uma bicicleta como meio de transporte, o dia que houver segurança para tal.

Infelizmente muitos Ciclistas se arriscam ao andar no trânsito de SP. O que não consigo entender é a insistência dos ciclistas em usar ruas e avenidas mais movimentadas, ao invés de usar ruas de bairro, vazias.

Alguém me explica o porquê de ter ciclista que usa a Avenida Santo Amaro, uma das mais estreitas e movimentadas da cidade, ao passo que nunca vi ciclista usando as ruas de bairro paralelas, quase sempre vazias.

A impressão que eu tenho é que eles buscam o confronto, o que é lamentável.

O certo é pressionar os governos para fazer reformas em canteiros centrais e calçadas com ciclovias SEGREGADAS das faixas de rolamento dos automóveis. Com total segurança muitas pessoas poderiam aderir ao ciclismo, principalmente em distâncias curtas de até 10km.

bara
bara
10 anos atrás

Sou ciclista, não ando no meio do trânsito, por real falta de coragem. Os motoristas de onibus, carros e motos estão cagando se você esta em um bicicleta. Está tudo errado, infelizmente a Av. Paulista não é lugar de bicicleta, assim como as marginais e grandes avenidas da cidade, não é a primeira nem será a ultima fatalidade. Falta bom senso à todos, inclusive aos ciclistas.

Zé Clemente
Zé Clemente
10 anos atrás

São Paulo é insana o suficiente para não se poder andar a pé. Trafegar na via pública de bicicleta, mesmo que seja numa faixa exclusiva, é uma aventura de vida ou morte.
Realmente a maioria das pessoas que conduzem veículos motorizados aqui em São Paulo, está contanimada pela neurose, estupidez e até a bestialidade. Aqui a dinamica da cidade justifica qualquer coisa incluindo as que tiram a vida alheia.

Em Fevereiro do ano passado fiquei uma semana em Caxias do Sul. Pensei que tinha cruzado a fronteira com outro país. Num Domingo saí andando perto do hotel e numa calçada onde tinha a entrada de um supermercado Zaffari, uma carreta tinha um certo trabalho para entrar de ré. E eu que estava esperando o cara entrar ouvi dele:
‘- Passa o senho primeiro porque vai demorar’
Na hora pensei que se estivesse onde moro o cara possivelmente teria me atropelado. No minimo não faria nada para me deixar passar.
São Paulo já era, é ignorante demais.

plow king
plow king
10 anos atrás

Somos todos violentos e imbecis. Sou ciclista e motorista. Aos domingos nas ciclofaixas o que mais vejo sao ciclistas agindo como se estivessem no transito. Algo selvagem mesmo, que inevitavelmente leva a varias batidas todos os domingos.

Nos parques a mesma coisa. Agem como se fossem bestas. A alegria dos hospitais de domingo.

Nas aguas, idem. Lanchas e jet-skis lutando para ver quem he mais agressivo.

Nao falo das estradas e cidades por absoluta falta de adicionar algo.

E ainda querem pintar isso como pais de primeiro mundo. Alguem ai ja viu como se dirige, pilota, conduz nos paises de primeiro mundo? A vida tem uma sequencia logica.

O pior do Brasil é o brasileiro.

rosemere olindo
Reply to  plow king
10 anos atrás

sim concordo que o pior do BRASIL sao os brasileiros.

Carlone Papa
Carlone Papa
10 anos atrás

Ja fui atropelado de bike em um sabado de manhã em frente ao HClinicas (sorte) e fui atropelado de moto por um monstro articulado. Não morri por sorte.
Ando mais de carro do q qquer coisa mas continuo a pedalar pela cidade.
Me dá uma profunda tristeza pelos que se foram e porque vemos que vivemos em uma cidade cheia de cidadãos(?) de baixo nível evolutivo. Mt abaixo dos nossos precursores primatas.
Os dois que me atropelaram não tinham condições de estar desempenhando as suas funções. Com certeza.

rosemere olindo
Reply to  Carlone Papa
10 anos atrás

eu acho um absurdo. os motoristas de onibus sao um bando de estressados, sem visao nenhuma.

enko
enko
Reply to  rosemere olindo
10 anos atrás

dirija um ônibus e depois comente.

Luiz
Luiz
10 anos atrás

Ofim da era do automóvel está próximo, acreditem, vai demorar um pouco pras pessoas perceberem a distorção de realidade, que é uma propaganda de carro, o motor potente, as linhas agressivas ( porque catso as linhas tem que ser AGRESSIVAS), uma rua vazia, e o cara lá feliz com mais um novo modelo Kitch da ruindai…Pra ser sensato, e ver que a realidade é 50 na cidade e 100 na estrada, a minha Kombi 71 faz tranquila!A economia mundial está em perigo, e a saída parece estar na venda de carros novos, que já estão se apertando por espaço, onde não cabem mais carros, nem velhos nem novos.É engraçado ver um congestionamento, com as pessoas presas ao cinto de segurança! No futuro, iremos virtualmente à escola, trabalho, etc.e porque não de bicicleta?

Cleiton Pessoa
Cleiton Pessoa
Reply to  Luiz
10 anos atrás

Vai sonhando cara, mas com força….

Isso não vai entrar em colapso nunca. Cada vez se trabalha mais longe. Eu por exemplo que moro numa cidade relativamente pequena e com 2 milhões de hab, rodo na média uns 60km por dia, de carro. As pessoas dependem de veículos a combustão, bicicleta é inviável em várias cidades brasileiras por 2 motivos, relevo e hábito cultural (de não haver chuveiros e vestiários em empresas, ou vc acha que o caboco chega sequim no lugar de trabalho?).
As pessoas que tem um emprego fixo, deveriam dispor de transporte de massa, trem, metrô elevado ou de superfície. O Brasil, não tenho dados, mas com certeza é um dos países em ascensão que menos tem ferrovias e sistemas de transporte de massa no mundo. Ônibus como transporte é piada. Polui, arrenta com o asfalto, e é um transporte inseguro, alguém usa cinto dentro de um ônibus por acaso?

Aqui tudo é na base da corrupção. ganham muito e fazem pouco.

Lucas
Lucas
10 anos atrás

Não da para entender como que alguém em sã consciência pilota uma bicicleta ao lado de um ônibus de não sei quantas toneladas, e ainda espera que sua expectativa de vida aumente. São Paulo não é Pequim, está longe de ser Amsterdam, não é Munique. São Paulo é São Paulo, feita para automóveis, para carros e bondes. Ônibus são essenciais para a cidade, transportam centenas de milhares de trabalhadores, em sua esmagadora maioria não são pesquisadores, biólogos, médicos, advogados, engenheiros, não moram em bairros de classe média alta, moram muitas vezes a dezenas de quilômetros de seu destino final, acordam muito cedo, andam horas dentro desse transporte desconfortável e muitas vezes lotado, trabalham fazendo algo que ninguém quer fazer, ganham uma nicharia e no fim do dia têm que fazer a viagem de volta pra casa. Isso sem contar os motorista dessas coisas, que vivem uma vida insana de certo. Tudo isso não tira a culpa dos motoristas, tanto do que jogou a mulher para debaixo do ônibus (se foi realmente isso que aconteceu), quanto do que não parou no semáforo quebrado (coisa muito comum diga-se de passagem). Em lugar nenhum do mundo fazer corredor é permitido, imagina então de bicicleta. Ativistas sempre olham para o seu próprio umbigo ignorando, na esmagadora maioria das vezes, o umbigo dos outros. Pra piorar, um bando de 5 ou 6 pessoas define que vai se deitar no meio da avenida paulista e que isso é um protesto. A moça morreu de forma grotesca e os ATIVISTAS usam isso como ferramenta de protesto bloqueando a avenida paulista sem aviso prévio, imagino que se alguém morreu em uma ambulância por conta do transtorno, não tem um grupo de ativistas para parar a paulista para responsabilizar os ativistas irresponsáveis. Ciclista é na Ciclo-faixa. De toda forma isso está mais para fatalidade do que um problema crônico. Problema crônico é a violência na periferia, a fata de educação de qualidade, o atendimento médico de péssima qualidade entre outras coisas.

enko
enko
Reply to  Lucas
10 anos atrás

essa é a realidade, belo comentário.

Luiz
Luiz
10 anos atrás

Tenho a tripla experiência: já circulei em Sampa de carro,moto, e bicicleta, e posso dizer qual é.Primeiro, como sobrevivente, porque aconteceram situações com os tres tipos de veículo.Começando com o carro, os maiores problemas são os outros carros, na estrada o perigo vem dos caminhôes; e as motos e bicicletas não são problema, só é preciso olhar bem antes de mudar de faixa, erro comum dos motoristas, que geralmente causa acidentes com motos e também com outros carros.Nessa categoria carros tem muito motorista sem talento algum, o que tem pouca incidencia na categoria motos, e bastante na categoria bicicleta.Categoria moto: Minha preferida, acho que é sim o veículo certo pra uma cidade, por não ser egoísta,mas é exclusivo dos dotados de talento e coragem, é como andar a cavalo, em meio aos búfalos, fascinante, o perigo está sempre alí, e é preciso conhecer todos os descuidos e limitações, e porque não, as maldades dos búfalos,que são reconhecidamente perigosos, portanto cuidado! Categoria bicicleta: É loucura, é coisa pra profissional, o perigo vem de todo lado, é pedestre, cachorro, ônibus, moto, etc, vem todo mundo te foder, é melhor andar longe de avenidas, e longe de qualquer romantismo, a falta de talento não será perdoada, deveria haver vias suspensas para elas e os pedestres, e deixar o mundo louco dos veículos motorizados exclusivo para tais cavalos, búfalos e dinossauros.

Douglas
Douglas
10 anos atrás

Infelizmente é mais um reflexo de uma situação em que nosso país se encontra. Muitas vezes visitamos outros países e vemos que temos condição de fazermos igual ou melhor que muitos deles que são vistos como “referência”. Mas temos uma coisa que no passado decretou nosso presente e o futuro próximo EDUCAÇÃO. Nós por algum motivo vivemos em um país sem educação, e não estou dizendo de saber ler e escrever como os mecanismos utilizados pelo governo para avaliar nosso sistema, estou falando de cidadania, respeito, coisas desse tipo que está na formação básica das pessoas. Neste ponto sou pessimista, pois recompor valores sociais não é de um dia pro outro…
Não adianta culpar ciclista, motorista, motoboy ou o prefeito, todos são culpados e vítimas da nossa sociedade. Quem dos frequentadores deste espaço pode dizer que é 100% correto? o tempo todo? ninguém, nem eu, porém o que diferencia uma coisa funcionar em um lugar e não funcionar no outro (se é o mesmo princípio) é o usuário, infelizmente….-

Carlos
Carlos
10 anos atrás

Leis mal feitas que o povo se recusa a entender.
No caso falo da lei do pedestre. Realmente teve uma campanha grande pelo respeito ao pedestre e com razão. Mas pera lá…uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Começou a se inverter os valores. Com todo o respeiro q o pedestre merece, RUA É LUGAR DE CARRO. A desvantagem é toda do pedestre. Nem deveria existir faixa de pedestre somente passarela. Porque que só no transito é que o maior e com mais velocidade é que tem que para? No farol tudo bem, essa é a lei. Mas ai, o pedestre que sempre desafiou o carro, começou a literalmente, se jogar na frente dos carros independente de farol e faixa. E os carros por sua vez, começaram a parar para pedestre mesmo estando vermelho para o pedestre e ate onde não ha faixa. Em faixa que nao tem farol (que é um absurdo!) ai sim o carro tem que parar. E o transito como fica??? No mar, o menor sempre espera o maior passar…na aeronautica tambem. O maior sempre tem a preferencia. ISSO NÃO QUER DIZER QUE O MAIOR NÃO SE PREOCUPE E RESPEITE O MENOR!!!

enko
enko
Reply to  Carlos
10 anos atrás

legal.