ERA ASSIM…

SÃO PAULO (rápido, muito rápido) – E eu não poderia ir pra casa sem mostrar isso aqui: a cara do site quando ele foi ao ar, no final de 1996. Essa versão da página é de 1998. Encontrei num site de arqueologia internética que recupera páginas antigas. Uma viagem no tempo. O link da página abaixo está aqui. Algumas páginas internas estão vivas, ainda. E tem uma linha do tempo que permite ver várias fases do Warm Up/Grande Prêmio. Nessa aí, a gente colocava no ar as matérias que eu mandava para os mais de 50 jornais para quem cobria F-1. Mas sempre no dia seguinte, para não “furar” os jornais…

Obra do Zé Otávio, da ProdutoBrasil, parceiro e amigo desde os primórdios, quando a gente enviava as reportagens por fax por um complicadíssimo sistema que interligava meu computador nos autódromos a três ou quatro linhas telefônicas simultâneas no Brasil, que por sua vez mandavam os textos para as redações. Caramba, como é que a gente conseguia fazer aquilo? Às vezes acabava o papel da máquina do desgraçado do jornal, ninguém percebia e o telefone ficava reenviando os textos até alguma alma aparecer para recolocar a bobina no fax. Um dia ele me pegou pelo braço para explicar o que era a internet e fazer um site. “Dá para entrar no museu do Louvre e na fábrica da Ferrari”, falou, e começou a abrir umas imagens no seu computador de última geração que devia ser um 486, no máximo. E lá estávamos nós no Louvre e na Ferrari. Uma maluquice total.

Mas era legal.

ATUALIZANDO…

Como eu disse, colocava as matérias que escrevia para os jornais. Entrem no link lá em cima e cliquem em “Provas” no menu da esquerda. Depois, leiam o relato do GP da Austrália, aquele que o Coulthard deixou o Hakkinen vencer. Fiz uma entrevista com Barrichello sobre a corrida e perguntei sobre isso. A resposta é engraçadíssima. E tem minhas colunas que eu jamais encontraria, assim como os Diários de Viagem. Vou ver se copio tudo isso e guardo.

Comentários

  • Flávio, sou leitor assíduo do seu blog e amador em webdesign. Preciso dizer que o website da Grande Premio, está meio mal organizado, e acima de tudo não está carregando corretamente em Macs e Iphones. Também está cheio de links quebrados. Precisa dar uma melhorada. Apenas sugestoes de quem quer ver o site funcionar legal.
    valeu!

  • Olhando a coluna sobre os pilotos de 99 achei engraçado o que é dito sobre Mika Salo: uma espécie de Barrichello finlandês que tem bons predicados técnicos mas sempre está no time errado. Interessante ver que Damon Hill era o Highlander da época (38 anos) embora tenha começado ainda em 92 (dizem que era um piloto fraco, mas pra um piloto que entrou na F1 com mais de 30 anos ele não foi nada mal). É interessante ver Alessandro Zanardi no grid e o ano de estreia do Pedro de la Rosa (que ganhou direito a nome completo na coluna).

  • Dei pulos de alegria quando o Zé Otávio implantou o sistema via BBS, tinha acabado o drama de digitar os quilômetros de fax que você mandava pro jornal, o que me deixava com os dedos todos travados. Quando foram para o site, então, nossinhora. Bons tempos.

  • O site está de parabéns, Gomes.. Simples, limpo e bem objetivo!
    Só alguns pequenos defeitos podem ser corrigidos, como as legendas na Galeria de Fotos.. o fundo cinza com a legenda branca.. pode ser q pra alguns, como a mim, incomode um pouco a leitura.

  • Flavio

    Eu uso o navegador Safari no Mac, e as imagens estão aparecendo distorcidas, ‘espichadas’. No Firefox isso não acontece, mas é um bugzinho, de qualquer forma.

    Tudo de bom na nova casa do GP!

  • o web.archive.org ou Internet Archive Wayback Machine é uma espécie de google, ele faz arquivo de texto (fotos, nem sempre) de todos os sites que permitem indexização ..
    é um serviço criado pela Alexa para habilitar as pessoas a navegar um arquivo permanente da web. Alexa rastreia e arquivos toda a web, tornando possível para os historiadores, estudiosos e curiosos para revisitar o passado web.
    Navegue por mais de 150 bilhões de páginas arquivadas desde 1996 até poucos meses atrás. Para começar a navegar na Wayback, digite o endereço web de um site ou página onde você gostaria de começar, e pressione enter. Em seguida, selecione a partir das datas arquivadas disponíveis. O resultado do ponto de páginas para outras páginas arquivadas em como fechar uma data possível. Busca de palavras-chave não é suportado.

    coleção Wayback especial: Muitos dos sites apresentados nesta já estavam na web em 1993 ou mesmo antes, um total de três anos antes de nós começou a arquivar a rede. Eles foram os primeiros colonizadores – os pioneiros da web. (link traduzido pelo google)
    http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://web.archive.org/&ei=34JgT73JOsHXgQeimI27DQ&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=1&sqi=2&ved=0CCsQ7gEwAA&prev=/search%3Fq%3Dweb.archive.org%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1280%26bih%3D668%26prmd%3Dimvns

    bom divertimento

  • grandes textos na seção coluna,bacana poder fazer essa viagem a 1998.

    O Volante 13 – 19/abril/96

    Diz a lenda que nos anos 60 havia um piloto misterioso aqui no Brasil, que ninguém sabia o nome e só aparecia para correr momentos antes da largada, como que trazido por uma névoa repentina, surgindo do nada. Chegava dirigindo seu carro de corrida, como o Piloto X, que para quem não sabe é irmão do Speed Racer. (Acho impossível alguém não saber disso. é como ignorar que manga com leite faz mal, ou que para tirar mancha de caneta Bic na camisa o melhor é suco de limão.)

    Esse piloto se chamava Volante 13, e isso é quase tudo que sei. Seu carro era um DKW branco com distância entre-eixos encurtada, conhecido pelos aparvalhados rivais como Mickey Mouse — o carro, não o piloto que, como já disse, ninguém sabia a identidade e não poderia ser o Mickey, posto que este é um mero camundongo e não consta que saiba dirigir.

    Quando passo meu tempo folheando edições empoeiradas da “Quatro Rodas”, sempre me deparo com a cobertura de uma prova em Petrópolis, ou em Brasília, ou em Interlagos. E ele está sempre lá, o Volante 13, sem outra identificação qualquer. é verdade que nunca soube de uma grande vitória de seu DKW branco, mas não importa. O Volante 13 estava acima dessas mesquinharias, desse negócio de ganhar corridas. Ele sempre me pareceu uma entidade, um deus das pistas, um mensageiro dos céus.

    Nunca procurei saber seu nome. Creio até que li certa vez, mas decidi não registrar. Seria como se o Piloto X tirasse a máscara e fosse viver com o Gorducho, aquele macaco ridículo e a família toda do Speed. Perderia a graça. Super-heróis não podem desvendar seus mistérios. Esqueci.

    Conto essa história bobinha por dois motivos. Primeiro, porque nesta semana nada aconteceu de muito importante na F-1 que merecesse a exploração de meus dotes literários. A Ferrari vai fazer um túnel de vento, Schumacher disse que vai ganhar umas três corridas e que o Hill é ruim mesmo, houve testes em Jerez e Silverstone, e nada mais digno de nota.

    O segundo motivo é que hoje, sábado, eu participo da preliminar das Mil Milhas em Interlagos. Vou correr uma prova de carros antigos que tem Alfa Romeo, Alpine (pilotado pelo Walter Moreira Salles, aquele cineasta que filmou “A Grande Arte”), JK, Fusca e até uma Ferrari velha. O meu é um DKW 62. Não é branco, mas verde. Eu costumava correr com o número 11. Mas ontem recebi minha ficha de inscrição e veio o 13. Na mesma ficha pediram meu pseudônimo. Não tive dúvidas: cravei Volante 13 e só vou chegar ao autódromo na hora da largada, de capacete, sem falar com ninguém e envolto numa nuvem misteriosa, e vou desaparecer como surgi. Ninguém vai saber quem sou, de onde vim e para onde fui, porque agora o Volante 13 sou eu.

  • O Rubinho já falava merda naquela época. Alguém deveria ter desenterrado essa entrevista logo após a corrida da Áustria 2002. Agora, a cobertura de vocês também era bem melhor, cheia de curiosidades. Concordo com alguém que disse que hoje a cobertura é muito técnica. A parte interessante das corridas ainda é a humana. O visual de hoje é melhor, mas resgatem a cobertura de outrora.