GERALDO BACKER, 58

G

SÃO PAULO – O dono do autódromo Mestre Álvaro, na Serra (ES), Geraldo Backer, morreu hoje treinando em sua própria pista. Idealizador da Fómula BKR, uma categoria que em 2010 passou a usar monopostos que, aparentemente, vieram da extinta F-Ford de SP, o que me lembro de Geraldo é que ele era dono de um posto de gasolina apaixonado por corridas e construiu um autódromo. Até onde sei, o automobilismo do Espírito Santo se resumia às coisas que Backer fazia no seu circuito, cercado de barrancos, e em Vila Velha, em provas de rua.

As corridas sempre tiveram bom público, mas aconteciam meio à margem das garras oficiais de clubes e federações. Peço aos capixabas que nos tragam mais detalhes.

Backer tinha 58 anos.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

46 Comentários

  • Gente temos que pensar o seguinte se a pista era ruim não importa temos que respeitar a familia e aplaudir de pé a iniciativa que ele teve se era ruim pelo menos tinha né, quem
    esta aí fazendo de um sonhador um guerreiro um bom pai de familia um grande amigo como
    pode se ver nós varios comentarios , deveriam fazer uma pista melhor e não ficar deixando
    estes comentarios idiotas, respeito e bom e cabe edm qualquer lugar, deveriam enviar estes
    comentarios a quem esta aí assaltando e matando para rolbar, agora negrigi a imagem de
    um pai de familia é brincadeira, até concordo se ele foce um politico que tivece pegado um verba do estado gastado todo o dinheiro e feito uma pista perigosa tudo bem ,mas não turma de mané ele fez com recursos proprios e outra coisa tem gente zombando e dizendo
    que ele não corria meu amigo, quantas pessoas jogam futebol em um campinho de chão com duas traves de bambu e dizem que jogam em um time e em um campo, o importante e
    competir seus mané e a mesma coisa quem gosta de pescar não importa se é no pantanal ou em um ribeirão, eu não o conhecia mas so de ver os comentarios de pessoas serias e de ver o amor que o cara tinha pelo que vez já me fez adimira-lo, façam melhor, que Deus conforte os seus familiares e amigos e proteja-os de depoimentos maldosos e invejosos.

  • Poupem-nos de besteiras. Somente quem realmente conheceu o Bata é que pode dizer quão grande aquele homem foi. Faço minhas as palavras do Jair de Oliveira. Bata foi um guerreiro, lutador, uma pessoa que ao lado da família deu vida ao seu sonho e proporcionou que muitos pilotos também realizassem seus sonhos. Lamento que pessoas sem um pingo de conhecimento percam tempo tentando sujar a imagem de uma pessoa tão querida.

  • Corremos juntos de Kart no inicio dos anos 80.
    Estas corridas reuniam mais de 50 karts nas ruas de Vitória e Nova Guarapari.
    Em 1983 foi construído o kartódromo da Vitória, em um terreno arrendado da Infraero nas margens da Av. Dante Micheline em Jardim Camburi.
    Desde então o Bata sempre nos passou ser um apaixonado pelo automobilismo, sendo de forma crescente e constante dedicado a este esporte.
    Sem a menor dúvida um nome para ser lembrado por quem gosta deste esporte aqui no ES.

  • Inaceitáveis as críticas presentes. O Bata, foi um homem despido de vaidagem. Simples e apaixonado pelo automobilismo foi batizado como PAI da modalidade no ES. Investiu cada centavo com recursos o próprios. Brigou com tudo e com todos os opositores que tentaram desfazer o seu sonho. Inclusive a CBA. Registrado aqui por você Flávio. Este ano as coisas estavam caminhando como nunca para um grande campeonato. A CBA fez um vistoria no circuito através do Jhonny Bonila (Velopark) que elaborou um caderno de encargos para o circuito ser aprovado. Principal exigência era a colocação de 14 mil pneus e borrachões em algumas áreas. O trabalho já estava com mais de 50% concluídos. Paralelamente Bata contratou uma equipe para preparar os 12 carros que comprou da Fórmula SP. Ele criou uma bela carenagem e no sábado o primeiro carro ficou pronto. Feliz como uma criança que ganha um carrinho de brinquedo, assim estava Bata. Ia bater uma fotos para ilustrar o material de divulgação da competição e do carro de 2012. Em 15 voltas depois o sonho de um sonhador parou em um surpreendente acidente. Ali findou o maior e mais importante capítulo da História de um homem, semi alfabetizado , vindo do interior que sempre amou o ronco do motor. Construiu no quintal de casa uma pista para correr, ensinar o filho e reunir os amigos. Virou referência e acabou criando a Fórmula BKR – do seu nome BACKER. Durante cinco anos teve transmissão ao vivo pela TV Gazeta, afiliada Globo. Com todo o seu acanhamento o autódromo foi visitado pelo Nelson Piquet e no ano de 2010 a Red Bull levou o piloto Cacá Bueno com o seu Stock Car onde deu várias voltas com total segurança. Em homenagem ao piloto Bata nomeou a principal curva de “CURVA C” de Cacá Bueno. Exatamente esta, foi a última curva de Geraldo Backer. Quem não o conheceu, por favor,cale-se a fazer criticas sem conhecimento.

    • O JAIR TEM MORAL E DIREITO DE COMENTAR SOBRE (BATA), FAZIA PARTE DOS SONHOS DE UM GRANDE HOMEM.
      EU FIZ CRONOMETRAGEM DA BKR POR 4 ANOS E NUNCA HOUVE UM ACIDENTE DE MAIO ENVERGADURA.
      A´TE MOTO DE 600 A 1000CC FIZEMOS CRONOMETRAGEM DAS PROVAS SEM NUNCA SAIR UM PILOTO FERIDO.
      BATA ERA COMO UM PAI PARA OS PILOTOS ATÉ COMBUSTIVEL, PNEU E PEÇAS AJUDAVA A QUEM NÃO TINHA. PARA MIM FOI COMO PERDER O MEU SEGUNDO PAI TANTO QUE ERA NOSSA AMIZADE.
      FICO MUITO TRISTE COM A PRDA DE UM GRANDE AMIGO E TORSO PARA QUE A TITA (ESPOSA) TENHA FORÇA PARA NÃO DEIXAR O SONHO DELE ACABAR APESAR DE SABERMOS O QUANTO DIFICIL É.
      TITA FAZIA DIREÇÃO DE PROVA COM UM GABARITO ENORME ENTÃO NOS COLOCAMOS A DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR NO QUE FOR PRECISO!!!!!

  • Vocês falam sem saber. Não conhecem a história de vida deste homem, o que passou para chegar aconde chegou: concretizar a idealização de um sonho. A pista proporcionou alegria há muita gente, vocês não imaginam a quantidade coroas em sua homenagem e a quantidade de pessoas presentes no interro. O acidente não foi devido a problemas na pista ou má condições, o Bata passou mal. Indenpente da segurança ou não, ele conhecia aquela pista como a palma da mão e corria na mesma há quase 30 anos. Nunca houve acidentes ali, nunca alguém se feriu antes. Se não fosse por ele, talvez não houvesse automobilismo no estado, nem mesmo projeto de existência, porque quem sabe o que se passa com a FAAES, os impedimentos que a própria cria para barrar o esporte que supostamente deveria promover, pode dizer algo com razão. Quanto ao nome do filho, ele era uma pessoa muito simples, se o próprio Dieckle e família não se envergonham da grafia, quem são vocês? Bata foi um campeão em vários quesitos, e quem o conhece (centenas, se não milhares, mesmo que superficialmente, sabem disso)! É uma perda para o Estado do ES, para a cidade de Serra, para o Esporte, para os amigos e, principalmente, para a família. Respeitem o luto, discutam a questão da pista em outro momento, por favor.

  • Conheci Geraldo Backer e a formula BKR desde o início… Foi uma perda grandiosa para o esporte porque alem de apaixonado por automobilismo era uma ser humano fantastico. A pista que ele construiu com recursos proprios , sem nunca ter ajuda de ninguem que tem corridas desde o ano 2000, nunca teve nenhum acidente grave. Por alí tivemos corridas homogadas pelas federações carioca, capixaba…Então não era tão insegura como falam…
    Quem fala mal, faz chacota não conhecia o Bata!!!! VAI COM DEUS BATA!!!

  • “Não fale contra o escuro. Acenda uma vela.”
    Aqueles que acham o autódromo Mestre Álvaro ruim tomem coragem e construam um melhor. É muito fácil falar mal; o difícil é fazer. O Bata era um empreendedor que, dentro de suas limitações, conseguia manter vivo o automobilismo capixaba. É um momento de tristeza para o esporte do Espírito Santo.

  • Parece que Bata teve um mal súbito antes do acidente fatal. Vitoria nao tem mais esporte algum que traga publico. Que falta faz um secretario de esportes atuante e entendido da coisa.

  • De tudo que se comentou, pode se dizer que a pista que o Bata construiu era limitada, curta e sem escapes, mas era uma pista. Para o automobilismo capixaba, era até razoável, pois aqui não há estrutura. Quando a Julita era atuante, em que pesem as más linguas, o kartismo florecia, e as corridas de Vitória (F. Ford e Chevrolet) bombavam. Atualmente…

    • Discordo plenamente do que foi dito, pois a pista do autodromo Mestre Alvaro e bem divertida e desafiadora, como é o circuito de Monaco para e F1 300km/h por hora sem area de escape. O esporte em geral no ES é uma vergonha, nosso futebol é um dos piores do Brasil, poucos são os atletas do ES que fivam destaques nacionais seja em qualquer modalidade esportiva pois não se consegue um patrocinio, falo pois bem sei que certa vez apresentamos projetos para alavancar patrocinio para um grupo de pilotos capixabas participarem das Mil Milhas em São Paulo e a unica coisa que conseguimos foi algumas garrafas de agua mineral cedida por uma empresa de refrigerantes e nada mais, no fim todas as despesas foram bancadas pelos pilotos. Temos que valorizar aqueles que fazem algo para que o esporte não morra e o Bata foi um deles.

      • É isso mesmo André, concordo, mas esse ano parece que Vitória vai sediar a Formula Fiat em setembro! Eles estão estudando um novo traçado que fica na Dante Micheline entre Jardim Camburí e Mata da Praia por conta do asfalto novo, já que o asfalto do traçado da Enseada do Suá está uma merda.

    • e o que voce me diz de waldysney?
      essa eu vim na lapa, a moça entrou na lanchonete e perguntou para o chapeiro que vinha no sanduiche “chegue” (X egg).
      no sebo de minha amiga no mesmo bairro era comum as pessoas pedirem livros da gata triste, ou onde ficava a rua pioxi, (pio XI)_

  • olhem o video de uma etapa dessa formula bkr

    http://www.youtube.com/watch?v=1lKGXLF66So&feature=related

    é o tipico automobilismo brasileiro mesmo: o filho do dono do autodromo vencendo na pista do pai em uma categoria criada pelo pai. piloto correndo com capacete solto na cabeça, a pista dá nó na garganta so de olhar as condiçoes de segurança. infelizmente pelo jeito era questao de tempo mesmo pra uma fatalidade acontecer nessa pista, que a familia seja confortada pelo menos

    • “o filho do dono do autodromo vencendo na pista do pai em uma categoria criada pelo pai”

      Típico automobilismo brasileiro. Ninguém nunca fez isso antes, né? Só o Dr. Jonathan Palmer, que conseguiu fazer seu filhinho braço-duro Jolyon ser vice-campeão da Fórmula 2 que ele mesmo promove.

      Pistas ruins como essa existem em vários lugares. As dos países andinos são horríveis. Na Europa, há várias que nem conhecemos, mas que sediam corridas de pequenos carros de fórmula ou turismo em condições até piores.

  • Aqui no ES nao existe automobilismo.
    O que ainda resta e’ o motocross e o campeonato de kart que a assepak ajuda a organizar. E temos o motociclismo que se esforca pra nascer.
    So’ temos o kartodromo internacional da serra, que pode ser chamado de circuito.

    Esta pista onde ele morreu,nao se pode chamar de circuito. E’ uma pista pavimentada,estreitissima e cercada de barrancos de inclinacao de quase 90graus.Seguranca zero.
    No sambodromo,chamado de Sambao do Povo em Vitoria,ha pseudos campeonatos de arrancadas,que nada mais e’ um bando de bestas com chevettes,gol,honda civic e outras porcarias fazendo racha.

    Quanta saudade do tempo que era guri que tinha,F-Ford,F-Chevrolet,motocros,corridas de karts em circuitos de rua.

  • Uma grande perda para o automobilismo capixaba, Bata como era conhecido no meio aumotobilistico foi idealizador de seus sonhos dentre eles conseguiu construir uma pista nos fundos da sua propriedade em Serra-ES, sendo o unico autodromo contruido até a presente data no estado do Espirito Santo, Sua paixão era tamanha pelo automobilismo que ele batizou o filho mais velho com o nome de Jacques Ickx (piloto da F1 vice campeão do mundo em 1969 e 1970), Vá em paz Bata.

  • É o seguinte:
    Eu já trabalhei com a extinta FAEES, na época do comando de Julita Barros, nos anos de 91 a 93, como fiscal de prova, fiscal de box e diretor de box, quando fazíamos as provas de F-Ford e depois da Chevrolet. Essas provas eram realizadas nas ruas de Vitória. Paralelamente a essas provas nacionais, haviam os campeonatos estaduais de Kart e Velocidade na Terra – conhecido como Barródromo. As provas de Kart eram realizadas em circuitos de rua, em bairros como Laranjeiras, Barcelona, ambos na cidade de Serra e também em estacionamentos como os do Iate Clube do ES. As provas de Velocidade na Terra eram efetuadas no circuito que ficava em Serra, próximo ao Terminal de Ônibus de Jacaraípe e também e algumas cidade do interior como Jaguaré – pista essa feita pelo próprio Bata para podermos organizar essa prova.
    Nessa época já havia um projeto da pista de Jacaraípe ser asfaltada, onde inclusive a família proprietária do terreno já havia sinalizado a doação do terreno para tal fim e que depois resolveria a indenização com a PMS ou Governo Estadual. Se não me engano, a empresa nacional de petróleo já havia doado o asfalto para a pista. Mas como neste estado e em todo o país a politicagem é enorme, o projeto acabou não vingando. Julita se afastou do certame estadual, atuou algum tempo com a CBA – se não me engano como vice-presidente (?) – e retornou para sua vida familiar. Infelizmente ela já faleceu, o que nos impede de melhores informaçãoes.
    Após essa época, houveram muitas disputas por essa entidade – FAEES – o que acabou gerando o total descontrole do esporte em nosso estado, chegando a ter as provas no citado Circuito Mestre Álvaro supervisionadas pela federação carioca.
    Geraldo “Bata” Backer, era um apaixonado pelo esporte e deu o que tinha por ele. Fez uma pista para que ele e os os que gostam do automobilismo poderem ter o seu espaço. Fez carros para correr – para ele e seu filho. Seu filho que chegou a participar de corridas fora do estado. Suas corridas eram transmitidas pela TV.
    Neste esporte o que mais tem é gente querendo mamar e dizer que manda em algo, criando regras e taxas absurdas. Por isso, se ele tinha gasolina adulterada ou não, não vem ao caso. O que importa é que o esporte perdeu um de seus maiores incentivadores e investidores.
    Meus pesames à família e ao esporte.
    Em Vila velha teve corrida sim.

    Francis.

  • Fiquei muito triste em saber da morte do Backer, não conhecia e nem tive oportunidade de conhecer o circuito, mas era um plano futuramente conhecer.

    Claro que qualquer acidente poderia ser evitado se tivesse antes feito isso ou aquilo e assim vai…….mas acidentes fatais irão sempre ocorrer, vai diminuindo mas é impossivel evitar que aconteça por vez ou outra, infelizmente.

    Mas fiquei muito chateado por ser mesmo o Backer, porque é bem provavel que o automobilismo por ali deve acabar sem o seu grande patrão.

  • Aplaudo ele por ter tentado e seguido a paixão, para ser sincero nunca tinha ouvido falar nele, mas creio ter morrido realizando um sonho, e fez muito mais do que a maioria nesse sentido,
    a pista é precária e tudo mais, mas quando você não tem dinheiro ilimitado e está fora dos centros do automobilismo… tem que começar de algum maneira,

    • Conheci Bata ha mais de 10 anos, inclusive nesse periodo tendo participado de diversas provas, e posso afirmar com categoria que o esporte capixaba perdeu o seu maior incentivador.
      Criticar que a pista é isso ou aquilo é muito facil, não precisa de mais nada, ha não ser algumas palavras, agora arregaçar as mangas da camisa e partir para fazer acontecer, são poucos abnegados no Brasil que se dao por inhteiro num idela.
      Quem vive no ES sabe o que representava o Bata para o automobilismo, ele sempre lutou muito para que as corridas acontecessem, primava pela segurança, apesar acharem o contrario. Pistas travadas existem diversos lugares do mundo.
      Acidentes com o automobilismo acontecem em todas as pistas do munto, sejam elas do jeito que forem.
      Somente para resumir toda a historia, o Esporte teve uma grande perda e os seus verdadeiros amigos mais ainda.

  • Na boa, esse cara era evolvido com umas paradas erradas. Seu posto vendia combustível aduterado e as bombas foram lacradas várias vezes pela ANP. As corridas eram justamente para promover seu posto e sua marca, já que o posto nem bandeira tinha.
    Aquilo que ele tinha atrás do posto não é pista nem de kart. Se vc ver de perto vai ficar besta!
    A única coisa que temos de corrida aqui é o kartódromo internacional da Serra, que é o município aonde ficava a pista do indigitável.
    Não lamente.

    • Gostaria que o senhor provasse o que acusa. Em nenhum momento houve venda de combustíveis adulterados. você deve ser dono de algum posto que foi prejudicado pela política séria de se administrar.e faziam denuncias infundadas à ANP para prejudicar. Assim como fizeram no automobilismo. Bata fundou o primeiro posto bandeira branca do Brasil. Hoje é o maior do ES. Se houvesse a tal parada errada se venderia quase 1,5 milhão de litros de combustíveis por mês? A SHELL estaria ávida por bandeirar aquele posto? Ao mentecapto e energúmeno informo que o segredo está em comprar combustível a vista, ter transporte próprio, vendê-lo a vista, ter uma margem pequena de lucro e uma família unida na administração oos negócios. Desculpa aí, mané.

  • Já fui ao Autódromo Mestre Álvaro( que é do Bata), ele era um obcecado por corridas, tanto é, que botou o nome do filho de Diecki Ickiles em alusão ao multicampeão de Le Mans Jack Ickx. A pista fica nos fundos de sua propiedade, um posto de gasolina as margens da BR 101, cerca de 15km ao norte de Vitória no município de Serra e não Vila Velha como você citou. Esse Puma que você vê na imagem ele adaptou pra correr em 2005, tinha motor AP dianteiro. Uma pena, se com o Bata o automobilismo capixaba já era ruin, quem dirá sem ele agora.

  • Flavito,

    Tenho 32 anos e me lembro de que, quando era guri, havia muitas corridas de rua de Kart na região da Grande Vitória e provas de rua de Fórmula (acho que Chevrolet ou Ford, depois certamente Renault e Copa Clio). Posteriormente, na adolescência vi várias corridas no “barródromo”, uma pista de terra que era propositadamente molhada antes das baterias. Eram carros de rua adaptados. No início da juventude presenciei a “construção” desse autódromo atrás do posto de gasolina do Backer. Fui uma vez, prometi nunca mais voltar e bradava a todos os cantos que aquilo era uma bomba relógio. Era um vale com uma pista. As áreas de escape eram paredes naturais a 75º. Confesso que se esse for o primeiro acidente, demorou muito. Fora isso, não há mais automobilismo no ES (claro que disputa de arrancadas não é automobilismo). Quem está firme e forte, duradouro e próspero é o motociclismo, tanto o motocross quanto os motoclubes.

    Cordialmente, Pablo.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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