INTERLAGOS, 1990

SÃO PAULO(como mudou…) – Acho que nem todos terão tempo para ver, o vídeo tem meia hora, mas vale muito a pena. Alguém postou nos comentários aí embaixo, mas como acontece às vezes, não anotei o nome e estou com preguiça de procurar.

São imagens do GP do Brasil de 1990. Mas não da corrida, aquela coisa que todos veem na TV — tem uma coisinha ou outra, na edição, e é ótimo, como uma volta on-board no carro do Patrese. São, principalmente, imagens da torcida, do caminho para o autódromo, da Erundina, do Collor, tudo gravado das arquibancadas pelo que a gente chama de “cinegrafista amador”. Que, pelo jeito, foi ido à corrida em algum esquema da Honda numa tribuna enfiada no Setor G.

Incrível como estava o autódromo. A saída de box era uma insanidade. As áreas de escape, uma temeridade. Os restos mortais do traçado antigo ainda estavam fresquinhos. A precariedade de tudo é visível, mas o clima é delicioso. A alegria do paulistano pela volta de sua corrida está estampada no rosto de cada um.

Para quem esteve naquela prova, ótima chance de matar as saudades. Para quem não esteve, ou nem era nascido, grande oportunidade para saber um pouquinho como era a São Paulo de 22 anos atrás. Nem faz tanto tempo assim.

Parece que foi em outra vida.

Comentários

  • pra mim foi triste, 1990 8 de Setembro o ano em que meu irmao sofreu um acidente e ficou paralitico, dói no coracao ate hoje, tudo que me lembra este ano me deixa triste, mas a F1 sempre foi e sempre sera F1.. BELO VIDEO..

  • Fiquei nesse mesmo setor era “H” da honda,forão vendidos poucos ingressos em algumas autorizadas das motos hondas tenho até hoje uma almofada que foi dada de brinde,forão 3 dias de treinos 5°, 6° e sabado,porque era a primeira vez que os carros andavão na pista nova.
    Lembro que a lotus tinha perdido o motor honda no final de 89 e no treino da 5° Piquet parou na frente do setor da Honda que tinha alguns japoneses da fabrica, olhou para eles acelerou tudo apontou com o dedo para trás mostrando que a lotus já tinha outro motor e arrancou,foi demais.
    Sair do treino do sabado as 16:00 hrs e já entrar na fila para a corrida do domingo,
    Ver o Collor acelerar o diplomata e ficar na torcida para ele bater no onibus da cmtc que estava recolhendo os bandeirinhas.
    Ver o Manssel sair de lado na 2° perna do “S”
    São boas lembranças que me voltarão.
    OBRIGADO

  • Eu que enviei o vídeo, no post sobre a Argentina de volta a F1. Tá aqui:

    ” Renato Rolim disse:
    14 de março de 2012 às 23:01
    Flávio, olhe esse vídeo, tenho certeza que vai gostar. É um vídeo amador, do que parece ser uma escursão até o GP do Brasil de 1990. Muito legal, o onibus andando pela cidade de São Paulo até chegar em Interlagos. Você poderá vários fuscas, kombis, passats etc… Dentro do circuito mostra toda a atmosfera. Como era diferente, há 22 anos atrás. As pessoas andando pelo paddock, os boxes antigos com um monte de coisas amontoadas… e várias outras coisas. No final, a transmissão da globo com um Galvão muito menos chato. Vale a pena!

    http://www.youtube.com/watch?v=OHB2AyagNM4&feature=related

    Abraço para todos.

  • Eu me lembro com certa mágoa deste GP. Comprei os ingressos para o fim de semana completo (tinha uma vantagem já que trabalhava para um grande fabricante de autopeças e recebi um desconto de 50%), mas só consegui assistir aos treinos. Teve tanto esquema para a entrada que o autódromo superlotou antes que todos com ingressos pudessem entrar. Foi uma lastima. Eu e minha irmã ficamos do lado de fora remoendo a raiva.
    Quando chegamos em casa ainda deu para assistir ao final da prova.
    AH! E para completar uma semana antes o Collor tinha confiscado o nosso dinheiro… Duas semanas mais tarde perdi o emprego porque a empresa onde trabalhava quase faliu. Fiquei um ano parado… Realmente não tenho boas lembranças dessa época.

  • Eu estava lá. Aliás, vou desde o 1º em 72. A precariedade era tamanha, que estava na A e deixei o carro atrás do G. Ao terminar a corrida, fui andando pelas arquibancadas ao invés de ir pela rua. Ao passar pela passarela no final da reta dos boxes, não tinha ninguem. Atravessei a passarela, entrei nos boxes, fiquei a 1,0 m da Xuxa (está melhor agora, depois dos 40) e depois acabei entrando no box da Ligier, de onde sai depois das 8h da noite, inclusive tomei cerveja com os mecanicos. F1 ainda com pouca frescura.
    Ah, o Ayrton fodeu tudo batendo no Nakagima

  • Meus amigos!

    Como não esquecer do GP Brasil de 1990. Ingresso de papel, falsificaram um monte, resultado arquibancada G (Shell) encheu muito antes da hora e ficou muita gente de fora. Meu pai era agente de viagens e estavamos fazendo a excursão para o GP Brasil pelo segundo ano seguido, 42 pessoas vindas de Recife João pessoa e Natal, fomos à interlagos no bom e velho TRIBUS da Itapemirim (na epoca era top), chegando lá as 06:00 /07:00 a fila encontramos a algumas quadras da entrada e fazendo voltas em quarteirões mas seguimos confiantes. Ao chegar perto do potão travou tudo, começou a aglomerar, empurra empurra, daí só vi a Cavalaria empunhando as espadas pra cima da multidão. Tinha 15 anos na época, lembro que ao ver o tumulto meu pai mandou me esconder num terreno baldio em declive a direita do muro. Quando acalmou, fui procurar assistir a corrida, consegui próximo a um bar um local para subir no muro, e assisti toda a corrida. Vi quando o Senna se estranhou com o Satoro Nakagima, frustação total. No fim no onibus o saldo metade do pessoal perdeu a corrida. A noite fomos pro Bar Brahma curtir o acontecido. Na volta a Recife depois de um tempão a Shell mandou uma carta se desculpado e reembolssou a todos o ingresso. No ano seguinte implantaram o cartão magnético. Bons tempos, grande aventura e grandes recordações.

  • Lembrar sempre é bom! A fila de madrugada e a zueira, o perrengue para entrar no setor G, apenas 10 anos de vida, a cagada do Senna com o Nakajima, a torcida aplaudindo Prost na volta da vitória.
    Lembrar que meu prédio era pintado de branco e cinza, e não com uma cor horrenda hoje em dia.
    Como tudo era muito diferente na cidade, e como tudo continua muito igual por aqui, com exceção da violência, dos incontáveis pontos de venda de drogas, e da precariedade de acesso com transporte público para qualquer canto, que só aumentou/piorou.
    E todo ano, vejo das janelas a construção das arquibancadas, as placas, os comboios nas madrugadas.
    Bom que esse GP ainda existe, pois é a época em que tapam buracos das ruas, pintam as faixas, aparecem garis varrendo, vemos viaturas de noite nas ruas, consertam faróis e placas, se bem que nos dois últimos anos o desleixo com o visual do prefeito da cidade limpa diminuiu bastante.
    Interlagos é o mesmo bairro de 22 anos atrás: suas mansões de milhões, suas favelas, entranhados num típico bairro suburbano que ainda resiste bravamente à verticalização, onde sempre chove quando as nuvens vem de trás da curva do Sol (não é conversa do Barrichello nem do Galvão, é verdade mesmo!), que faz um calor tórrido no verão e um frio de lascar no inverno, quando venta pra cacete, sempre com um belo pôr do sol na represa.

  • Não lembrava desse camarote em cima da G. Devia ser o melhor lugar do mundo pra ver uma corrida de F-1, só não enxergava um pedacinho da reta dos boxes. O Galvão na época já manjava muito: “É complicada a largada em Interlagos, porque é numa subida. O piloto tem que acertar o ponto da embreagem pra não deixar o carro descer”. É, Galvão, se bobear botaram uns freios de mão pra ajudar a pilotaiada…

  • FLÁVIO….. NAQUELA SEMANA OCORREU O CONFISCO DA POUPANÇA NO PLANO COLLOR.16 DE MARÇO DE 1991…E A CORRIDA FOI DIA 25 DE MARÇO….DESDE OS TREINOS O AUTODROMO ESTAVA LOTADO…ESTAVAMOS COM O RESTO DO DINHEIRO E FOMOS ASSISTIR OS TREINOS E O GP….PARA ESQUECER AS MÁGOAS E AS INCERTEZAS…..ABS

  • Foi o 1º GP que fui. Esse mesmo. Tinha 10 anos.
    Sol dos infernos. Era uma festa, da chegada aos portões até a caminhada de volta, mas fiquei sem paciência vendo as Calois correndo. Parecia entrada de show grande, nada do que é hoje. Todo mundo sofrendo na boa – com o sol, as bexigas cheias e o cheiroso riacho que passava ao lado. Lembro da galera “elogiando” toda garota que aparecesse na reta.

    Engraçado que, vendo hoje, dá um medo ver aquelas arquibancadas sobre tubos; mas naquela época eu (pelo menos nos meus 10 anos) achava tudo muito normal.

    Lembro também do meu pai xingar Collor quando ele dava a volta no “carrão”, dizendo “olhaí – presidente metido que esse povo arranjou!”.

    Fiquei 2 anos sem ir – só voltei pra lá em 93, quando levamos um banho de chuva mas presenciamos uma das corridas mais emocionantes que eu já vi.

  • Muito bacana esse video.
    Sou paulistano e estive nesse final de semana em Interlagos.
    Foram duas unicas corridas que acompanhei de perto, a ultima no Rio de Janeiro um ano antes, e essa de São Paulo em 1990. Essa do Rio, um ano antes foi uma que não me sai da mente, pois foi quando consegui entrar nos boxes, no final da tarde de sabado, e tirar uma foto ao lado de Ayrton Senna.
    Um ano depois na minha cidade natal, fui também, só que na arquibanda, setor D, bem no S do Senna. Naquele tempo esse setor não era tão caro ainda. Mas esse GP, me traz também muitas recordações. Nunca esqueço que quando chegamos no portão do autodromo, no sabado por volta de 20:00hs, fomos os primeiros a chegar. Foi aquela curtição durante a noite inteira, com um clima muito legal, onde conhecemos pessoas de todo lugar do Brasil. Era realmente uma festa. Um outro clima. A fila do setor G, chegando até onde estavamos durante a madrugada. As gozações, as idas ao banheiro, e o pessoal deixando você voltar pro inicio da fila. Porque quem quisesse furar a fila, o pessoal de tras não deixava nem a pau. A abertura dos portões, o ultimo degrau da arquibancada como troféu, lá em cima onde se tem uma vista bem boa de todo o circuito. A expectativa dos roncos dos motores, volta de apresentação, largada, corrida…. enfim até hoje eu tenho tudo gravado na mente. Pra quem foi e vai ainda a corridas sabe o que é esse clima.

  • Muita saudade.O Brasil ainda era de quinta categoria.Agora já freia junto com os Grandes.Sòmente em materia de Autodromo,dá pena ao lembrar aquilo que era quando dos 8 Km comparados a esta bosta de hoje com 4 Km e pouco.
    Será que os Paulistas não acordaram ainda que com pouco,volta-se ao traçado original e mantem-se esta merda,para F1 ??? O dinheirão que se gasta para a Formula indy,que é outro desastre poderia servir de base para investimento maior para RECUPERAR INTERLAGOS.A iniciativa privada já foi devidamente sondada?
    Vcs tem o Senna que fez merda com Interlagos e nós aqui em Curitiba tivemos o RAUL que fez outra merda com a curva 1(RIDICULA).A curva 1 daqui era a 1 de INTERLAGOS,somente que a direita.Separava os homens dos meninos,e agora ficou isso que aí está.Paciencia,NÃO,tem que ser LUTADO para reverter essas BARBARIDADES.

  • Eu fui pra essa corrida e ainda tenho o ingresso guardado em casa. Eu fiquei no Setor G, bem no final da reta oposta e fiquei bem na frente quando o Patrese rodou. Lembro que o Nanini largou dos boxes naquela corrida. Legal era quando o Senna passava e todo mundo vibrava, quando Piquet vinha, era só meu pai e uns 4 ou 5 (injustia monstro).
    Chegamos ao autódromo as 7 da manhã pq as 8:00 começavam os eventos: Copa Caloi (10 voltas pedalando) e mais umas corridas até chegar a hora da F-1. O tempo passou mto rápido até a corrida. A Erundina parou em frente a nossa arquibancada para saudar e todo mundo gritava “gostosa” pra ela rsrsrs… ótimas lembranças pra quem tinha 7 anos de idade…

  • Eu tinha 10 anos de idade quando fui assistir. Lembro do córrego de esgoto que existia atrás do autódromo, onde hoje é a entrada do VIP club.
    Também lembro da Erundina sendo xingada de tudo quanto era nome quando a mesma saiu do carro e foi acenar para o público do setor G, onde estava,
    Nas primeiras voltas da corrida, todos ficavam de pé na arquibancada e eu, pequeno, não conseguia ver os carros passando na minha frente… Frustração 1000!
    Deu uma vontade danada de fazer xixi e meu padrinho me explicou: Sente-se ao contrário na arquibancada, põe o pipi pra fora e faz sentado mesmo… e foi o que fiz!
    O ingresso era de papel em 1990 e você ganhava uma camiseta feia de doer.. em 1991 foi que usaram o cartão magnético e começou a ficar mais xique o circo… rsrsrs

  • FG, estive lá também pois ganhei um sorteio da Rádio Diário FM de Marília/SP (ônibus+hotel+ingresso+lanche no autódromo), para mim foi inesquecível pois eu tinha apenas 16 anos de idade e o prêmio não dava direito a levar um acompanhante. Logo, viajei de excursão sozinho para São Paulo (ainda bem que meu pai autorizou tudo).
    Inesquecível pois eu sempre assisti (e assisto) as corridas de F1 e a possibilidade de assistir uma corrida ao vivo, em “São Paulo”, era praticamente nula. Por isso decidi participar da promoção da rádio que era basicamente doar um material escolar e ganhar um cupom. Fiz uma catança nas coisas do meu pai (professor) e fui para a rádio. Detalhe: NÃO CONTEI PARA OS MEUS AMIGOS, para diminuir a concorrência. E não é que deu certo!!!!
    Inesquecível acompanhar os treinos de sábado sob um sol escaldante no setor G, depois seguir para o hotel e desmaiar na cama.
    Inesquecível sair de madrugada do hotel e seguir de ônibus para Interlagos e mais tarde descobrir que tínhamos feito a pior escolha. Uma fila interminável nos separava do portão de entrada.
    Inesquecível perceber que os portões foram fechados e muita gente (inclusive eu) estava do lado de fora. Neste momento eu estava a poucos metros do portão e tive que correr da cavalaria e dos cachorros da PM (como são simpáticos os policiais de SP, não acha?).
    Inesquecível voltar para o ônibus puto da vida e assistir a largada pela TV (do ônibus).
    Inesquecível foi fazer a última tentativa e implorar ao porteiro do Setor M (reta dos boxes) para me deixar entrar pois a PM tinha fechado os portões do Setor G e eu estava com o ingresso na mão para ele ver que eu não estava mentindo. Funcionou…. entrei…. estava tudo lotado.
    Inesquecível foi me acomodar debaixo das arquibancadas e assistir ao que era possível, e tirar muitas fotos. Vi a Xuxa no muro junto ao pessoal da McLaren e vi também o Collor. Detalhe: encontrei debaixo da arquibancada uma camiseta “Soviet by Starup” e virou a minha grande recordação da corrida de F1 em São Paulo, no ano de 1990.

      • Valeu Marcos… é muito gratificante acompanhar os comentários aqui no blog do FG, gente educada, elegante e ás vezes polêmicas. Enquanto isso, em outros sites, só baixaria. Vou ler o seu comentário abaixo, com o maior prazer.
        Denis

  • Flavio, me lembro bem desse dia…..comi o pão que o diabo amassou para conseguir entrar no autodromo. No sábado a noite tinha ido a uma festa de aniversário de um colega meu e tomei uma skóis a mais. Tinha planejado ir de madruaga para o autodromo, mas devido ao anestésico, não consegui acordar…perdi até a carona junto com meu irmão. acordei por volta das 7 ou 8 da manhã..não me lenbro bem..e sai feito um louco de casa. Morava no Tucuruvi, e como não existia a estação naquela época, peguei um busão e fui ate a estação Carandiru do Metro. Chegando lá, metrozão atéa República, e de lá peguei o onibus expresso para o autodromo. Meu ingresso era para o setor G, e chegando lá uma verdaderia confa…filas e mais filas. Ninguém sabia aonde era o final..imagine o começo…rsss….moçada reclamando….galera querendo entrar e ai chegou a polícia para resolver a situação…cavalaria em cima da gente…rssss…..por volta do meio dia, desanimado e com o ingresso na mão….tive a idéia de dar a volta no autodromo para ver se conseguia entrar, pq ali realmente não dava. Caminhando pela calçada e olhando para a multidão,pensei..fudeu…ja era….
    Como a esperança é a última que morre, o acaso do destino me colocou de cara com um casal de Italianos..me mostraram ingressos, passaporte, e falando que nunca pederam uma corrida da Ferrari..era um absurdo não conseguirem entrar..ninguém explicava nada bla´blá blá…Dio Santo..Mama mia…. Enquanto eles falavam e gesticulavam fomos seguindo pela calçada, e um pouco depois da entrada da área VIP exclusiva da Rede Bobo (que por sinal estava vazia), havia um portão de ferro comum, trancado com um cadeado e com um policial tomando conta.
    Cheguei perto dele, expliquei a minha situação mostrando o meu ingresso,.e em um momento de lucidez, peguei o passaporte dos Italianos e seus ingressos e disse ao policial..”amigo…se eles nao entrarem vai ser uma vergonha pra nós brasileiros….eles ja estao vendo a desorganização..olha o vexame na imprensa mundial…quebra essa vai…”.Não sei se os meus argumentos convenceram o policial, ou se ele estava meio de saco cheio, rsss, só sei que ele pegou uma barra de ferro…um cano acho eu…estourou a corrente,abriu o portão pra gente e ENTRAMOS….fui me esgueirando pelos cantos e de repente estava bem no S do Senna…faltando uns 10 minutos para a volta de apresentação…

    Essa é a minha estória….rsssssssssss

    Marcos

  • Flávio, boa tarde.
    Tenho 42 anos de idade.
    Com 20 anos estava lá.
    Minha primeira vez em São Paulo como adulto. Nasci em São Paulo, mas vim para Curitiba com 4 meses de idade.
    Cheguei na sexta-feira, no terminal do Tietê lotado às 6 da manhã.
    Eu e meu tio que morava em São Paulo na época chegamos ao Autódromo quando o treino já estava rolando, as placas que indicavam o Portão G estavam erradas, entramos na favela, e chegamos até um precipício, voltamos pelo mesmo lugar, e demos a volta em todo o autódromo, quando chegamos ao Portão G já havia acabado o treino e até as moças da Shell já estavam saindo.
    No sábado fui sozinho (um ônibus, um metrô e outro ônibus), cheguei mais cedo, peguei a camiseta da Shell que vinha com a compra do ingresso no setor G, assiste ao treino, foi muito legal.
    No domingo cheguei ao autódromo às 7:00 da manhã, a fila do setor G estava inacreditavelmente longa, demorei 45 minutos para chegar ao fim da fila, com o pessoal cantando (acorda cedo, acorda cedo…). Desisti.
    Fui até o setor F ou K, nem lembro mais, um cara tinha 2 ingressos e me vendeu 1 em troca de todo o dinheiro que havia na carteira mais a camiseta da Shell. Acabei ficando com a caimiseta, para entregar na saída (nunca mais encontrei o cara) mas devo a camiseta e não nego.
    Assisti a tudo de pé. Vi de longe o toque no Senna e vibrei com a vitória do Prost.
    Já havia ido no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá em 1989, em excursão, mas ir por conta prórpria foi muito emocionante.
    Na saída não tinha dinheiro para pagar o ônibus que retornaria até o terminal do Jabaquara.
    Tive que ir até a avenida Robert Kennedy (acho que é este o nome) para pegar um ônibus que aceitasse o cartão de ônibus da época para depois pegar o Metrô.
    Desde então assiste ao GP Brasil todos os anos (exceto 2003 e 2005, quando minhas duas filhas nasceram) sempre no setor A.
    Neste ano já comprei os ingressos e estarei pela 20ª vez no setor A do GP Brasil de Fórmula 1 em São Paulo.
    Abraços,
    Luiz Carlos Costa
    Curitiba – Paraná

  • Prezado Flávio Gomes,

    Boa reportagem, feita por um amador, registrou fatos reais.
    trabalhei neste evento, foi o projeto Piloto da Unidade Móvel , Delegacia Móvel, da Polícia civil, recordo-me que realizamos um belo trabalho na assistência de turistas, evitango golpes com compra de bilhetes ( cambistas), com motoristas de Táxi, e oportunistas de ocasião, o resultado de bons profissionais fazendo Polícia Judiciária eficiente.

    O resultado do trabalho execelente, foi a necessecidade da criação da DEATUR- Delegacia de Atendimento ao Turista, que funciona até hoje em todos os eventos esportivos e culturais.
    É muito gostoso , trabalhar certo, atender bem o público.

  • Eu estive lá com meu pai (que morreu há 15 anos). Eu tinha 16 na época, e é uma das lembranças que mais guardo dele. Saímos de Apucarana/PR, de ônibus. P*.. trampo, mas valeu muito por termos visto pela primeira vez na vida o ronco daqueles motores incríveis. Realmente era tudo muito mambembe mas, diante da falta de experiência ou referência anterior, não tinha como estar melhor. Estávamos também no setor G, final da reta oposta, e relembrando tudo agora, o que me vem à mente é agradecer ao meu pai por ter me presenteado com este momento.

  • Assisti uns trechos do vídeo…..muito legal…pra quem vai a Interlagos sabe bem o que é isso…..não tinha idade nessa época pra ir assitir no autódromo…..passei a ir a partir de 1997…..já um pouco diferente as condições do autódromo…..vou ver esse víedo inteiro naquela primeira meia hora de treino hoje a noite em que os carros não entram na pista e o Lito fica inventando história pra enrolar o pessoal que ta assistindo……

  • Ola Flavio,
    Esta foi a primeira vez que fui a um autodromo, fomos de Kombi e chegamos as 4 da manhã e nunca tinha visto aquilo, tudo já lotado, imensas filas, principalmente no famoso setor G onde fiquei. Naquela época tinha o warm up e depois chegou o Collor com um Helicoptero do exercito que pousou bem no S do Senna, fazendo uma puta de uma sujeira levando terra para a pista. Para mim foi inesquecível pois tinha 19 anos (ja tava véio) e nunca tinha visto isso ao vivo e vi, acredito, alguns dos maiores pilotos de formula 1 da historia (Piquet, Senna, Prost, Mansel). Pena que o Senna bateu com o Nakajima e perdeu a liderança, mas no geral foi uma bela festa.

  • Estive na corrida. Realmente foi fantástico. Chegar no autódromo as 4 da manhã para pegar lugar. Antes tinha uma favelinha do lado do autódromo. Ficamos 4 horas em frente a essa favela. Não tivemos problema algum. Não fomos assaltados. Vi a batida de Senna com o Nakajima de frente. Todo mundo pensou que fosse o Berger. Tinha 15 anos. Bebi cerveja o dia inteiro. Nem por isso virei alcóolatra. Também já dirigia carro.

    Ver o primeiro fórmula um passando com o ruído (era uma Tyrrel) foi fantastico.
    Fui dormir aquele domingo muito cansado, surdo e feliz.

    Realmente outros tempos.

  • Adorei este vídeo. É como se fosse uma viagem no tempo a 1990. A cidade, as pessoas, a muvuca gostosa no entorno do autódromo e a bagunça da torcida que só no Brasil tem. Muita coisa continua igual até hoje, como a esculhambação do acesso as arquibancadas e a empolgação do público. Pelo jeito o vídeo foi gravado por uma turma de Japoneses da Honda…

  • No ano dessas imagens eu era uma criança como os Gominhos, 12 anos.

    Morava no mesmo endereço que moro hoje, cursava a 6ª série, já tocava violão e gostava dos Beatles mas torcia pelo Nelson Piquet e estava animado com a ida dele para a Benetton – agora vai! – ,assistia à novela Top Model, babava num Escort XR3 – ainda mais agora que contava com o 1.8 do Gol GTS! – , e achava que o futuro havia chegado, dada a entrada na nova década – anos 90! – e a proximidade com o terceiro milênio – Jetsons!.

    Passaram 22 anos desde que o futuro chegou. E hoje se vê o presente de grego que o futuro nos deu. A segurança naquela época, apesar de hoje acusar precariedade era, sim, satisfatória. Até que àquele dia do trabalho de quase 18 anos atrás tratou de acabar com isso.

    Já faz um bom tempo que o mundo dá sinais de que a espera não é mais pelo futuro, porque ele já passou.

  • 1.990, ano tenebroso de minha vida. Lembro como fosse ontem, entre os acontecimentos característicos daquele ano ( Collor, etc. ), está o fato de já ter comprado as entradas para o retorno da F1 a São Paulo, contrair uma pneumonia violenta quinze dias antes, ficar internado e ser proibido pelo médico de assistir ao GP.
    Por um desses inesplicáveis caprichos da vida, acabei inesperadamente me encontrando na Itália na, época do GP de Monza daquele ano, que acabou sendo a compensação de perder meu GP mais esperado.
    Pensando bem, melhor nem assistir ao documentário…

  • Foi minha “iniciação”. Minha primeira corrida ao vivo. Tinha 6 anos.

    Saímos por volta das 4 da manhã de casa.

    Meu pai levou aquelas filmadoras antigas e sentamos na arquibancada A. Teve corrida de bicicleta antes, e todo mundo aloprava.

    Vi a galera da organização subindo na mão a placa da Marlboro na reta principal.

    Quando a Erundina sai andando na “contramão” (tem hífem?) da entrada dos boxes, aprendi meu primeiro xingamento. “FILHA DA PUTA”, todos gritavam. Eu inocente, não sabia, mas gritava junto com o coro, como toda criança faz. E ela acenava de volta.

    Quando os carros alinharam naquele grid fake, foi uma das imagens mais lindas que vi. A largada foi uma coisa que é impossível de descrever.

    Ao assistir à filmagem daquele dia, meu pai vinha filmando os carros na subida da junção e, quando eles chegavam mais próximos, a câmera filmava o céu. A empolgação era tanta, que ele não conseguia se conter e ver a imagem só pelo buraco da câmera.

    Desde então, fui 17 vezes nessa brincadeira. E mais algumas ver você correndo. E mais algumas trabalhando lá no paddock. Até ajudei você em 2007 quando alguns babacas de colete verde não queriam deixar você tirar foto. Sim, eu também estava de colete. Aquele ano tinham trocado a galera que sempre ajudava. E eram novatos e outros adjetivos que você descreveria como ninguém.

    A maldita gasolina vicia…

  • Ayrton Senna era o favorito sem rival nesse 19º GP do Brasil, mas antes da prova foi convidado para inaugurar uma placa no autódromo. Quando soube que a homenagem não era pra ele, simplesmente se recusou a ir. Quanto egoísmo custava ir na homenagem? Que vexame, justo no GP Brasil na frente de sua gente.

    Na corrida Senna era líder com folga, mas pra variar foi afobado se envolvendo em um toque com Nakajima que era retardatário, acabou danificando o bico do carro. Prost que não tinha carro pra brigar pela vitória fez a corridinha de sempre, na base da “espera”! Para ser ter uma idéia da superioridade das Mclarens, elas largaram na primeira fila com Senna fazendo pole com o tempo de 1’17”277.

    Prost largou em sexto bem longe de Senna com o tempo de 1’18”631, mas o “professor” sabia das coisas e em 1989 já tinha alertado o mundo:

    “Senna é rápido, mas ele erra e quando errar estarei por perto, ele é muito forte em classificação, mas em corridas nunca me impressionou”

    E ainda tem gente que fala que Berger e Senna não faziam jogo de equipe. Basta olhar no vídeo abaixo como o capacho Berger joga o carro em cima do Boutsen depois da largada, em seguida volta pra esquerda “cercando” o belga. Berger fez isso pra proteger o Senna na largada, para evitar qualquer ataque em cima do companheiro na primeira curva.

    Berger cumprindo seu contrato:
    http://www.youtube.com/watch?v=lKDww2BdRlU

    Baita apelação, o carro de Senna não tinha rival nesse GP, e ele só perdeu a vitória porque novamente foi afobado. No ano anterior também era o favorito, mas largou mal, depois quis dividir a curva com Berger e Patrese. Não deu certo, o carro de Senna saiu com a “asa” danificada! Era só ter paciência e esperar algumas voltas, com aquela Mclaren muito superior ao resto do grid ele ia passar fácil quem estivesse a frente e ia vencer na boa.

    Fórmula 1 1989 – GP do Brasil
    http://www.youtube.com/watch?v=JsUbJy6IGfc

    Senna extrapolava no arrojado(Hoje quem faz isso é Lewis), o brasileiro jogou muitas corridas boas e vitórias no lixo, muitas vezes ele se mostrava longe de ser um piloto “cerebral”. Em Monza em 87/88/89 também era líder, mas nas três vezes errou como um novato. Em 87 para não perder tempo atrás de um retardatário passou reto na parabólica, Piquet venceu a prova. Em 88 se “enroscou” com retardatário justo em Monza onde só tem retão! Em 89 liderava com grande vantagem, mas esqueceu que forçou muito o ritmo em 2/3 de prova, na última parte que era para tirar o pé evitando uma quebra, ele continuou acelerando sem baixar o ritmo. Resultado, o motor explodiu e Prost que vinha economizando equipamento nas 20 primeiras voltas venceu a prova.

    Outra pixotada famosa foi a corrida de Mônaco em 88, era líder e na hora de tirar o pé, continuou acelerando. E foram dois erros, um de avaliação e outro de “braço”, era para tirar o pé do acelerador, os pneus já estavam no “osso” final de prova. Continuou acelerando forte, o carro escapou(faltou pneu?), e ele não conseguiu segurar no “braço”, outra vitória jogada no lixo, e pior, com Prost vencedor.

    No GP de Portugal em 89 Senna novamente se mostrou imaturo(em 89 ele fez uma péssima temporada, cometeu vários erros em várias corridas), estava a frente se Prost na prova e era importante chegar a frente para diminuir a pontuação na tabela. Senna foi comprar briga com Mansell de bandeira preta(????). Prost novamente deu risada, chegou em segundo abrindo mais vantagem na pontuação.

    O tricampeão foi um grande piloto, mas também não era nenhum DEUS no volante! Foi campeão em 88 graças ao regulamento de descartes, em 90 foi campeão jogando o carro em cima do Prost, em 91 bateu Mansell que na minha opinião não é melhor que Hakkinen. Mansell era bom de corrida, mas pra campeonato era um fiasco, jogou 3 boas chances de ser campeão no lixo(86/87/91). E o inglês só conseguiu o título graças ao Newey em 92. Prost também dependeu de Newey pra ser tetra em 93. Lembrando que, grande parte dos recordes de Senna foi conquistado porque pegou carro “emprestrado” do Prost, foi o francês quem ajudou a desenvolver aquelas Mclarens dos anos 80, Prost contou com os “magos” da época, Barnard(85/86) e Murray-Nichols(88/89). Senna nunca desenvolveu chassi,motor ou pneus partindo de equipe em condição inferior até o título. Até o Alonso conseguiu essa façanha na Renault entre 2003 e 2006.

    Senna lembra muito o McDonald, muito marketing em cima…mas Prost e Piquet se mostraram os melhores pilotos nos anos 80, tinham estilo: Veloz, preciso e cerebral, fora que nunca dependeram de pegar carro emprestado de companheiro para chegar aos títulos.

    Mansell e Senna também tinham estilo semelhante: Veloz, arrojado e afobado, e só foram campeões com carro “prontos”, nunca tiveram capacidade técnica para criar um carro campeão.

    E o Hamilton se não melhorar mentalmente, vai para o mesmo caminho…veloz, arrojado e afobado!

    • velha intriguinha Senna e Piquet..até hj não consigo entender pq qm gosta do Piquet não gosta do Senna e vice versa.
      Concordo que realmente endeusam mais o Senna do q ele realmente pilotava; mais falar q o Piquet era cerebral????era um baita piloto mas tbm não vejo essa genialidade toda.
      O Prost sim concordo, alias ele é um dos melhores da historia e ngm fala do cara, a não ser pra dizer q era inimigo do Senna.
      Não sou patriota, gosto de piloto bom independente do pais; por isso adimirava o Prost, o Senna, o Piquet, o Manssell, o Shumy , o Montoya… e hj o Kimi, o Hamilton, o Vettel….detesto o Alonso, torço contra mais é um BAITA piloto, esse sim é um gênio que nunca teve um carro perfeito mas sempre conseguiu resultados expressivos no braço.

    • Na boa velho….
      Sob a tua ótica, o Ayrton ganhou sempre na sorte… dá um tempo né…
      Cada título teve um porém, teve um porquê…….porra, e o braço do cara?
      Não concordo em endeusar ele, mas também desmerecer é tão pedante quanto.

      Essas “análises” são de embrulhar estômago….. puta que pariu.

      Só pra vomitar eruditismo automobilístico…. apamerda.

      Larga o cara quieto. Morreu, foi um dos grandes, e nada além disso. Ponto.

  • Estava lá e como sofri com a estória de lugar pra sentar… Chegar de madrugada e passar a noite na fila. Isso foi a 22 anos… tanta coisa mudou mas parece que ter um lugar marcado e que todos respeitem, irá demorar mais uns 100 anos… senao chover é claro.