LÁ E CÁ

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SÃO PAULO (sem sono) – A Volkswagen tem uma divisão chamada VW Commercial Vehicles, responsável pela produção dos utilitários da marca. Em 2007, criou-se um departamento apenas para cuidar da restauração de Kombis, a VW Commercial Vehicles Oldtimers, em Hannover, onde fica uma das fábricas da montadora. Em cinco anos, este departamento comprou e restaurou cerca de 100 Velhas Senhoras. Nesta semana, a empresa informou que o departamento, agora, vai prestar serviços externos. Quem tiver uma Kombi e quiser restaurá-la na fonte, é só levar a Hannover. Peças originais, assistência técnica autorizada, carimbo VW no trabalho.

O departamento passou a ocupar um prédio de 7 mil metros quadrados com maquinário e ferramental próprios, 13 funcionários especializados, equipamento para pintura, tudo para que seja possível restaurar uma Kombi exatamente onde ela foi fabricada. Ou, simplesmente, fazer uma revisão. E a VW emite um certificado do serviço realizado, além de documentar tudo que for feito no carro.

Ontem, só de farra, fui com meu Fusca a uma revenda VW em SP, a Jewa. No setor de peças, perguntei se eles tinham palhetas originais para o limpador de para-brisa.

Não tinham, claro.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

34 Comentários

  • Ó, Gomes, você pode levar a sua Kombi e de amigos colecionadores com baixo custo até a fábrica da Alemanha. As empresas que transportam carga conteinerizada oferecem excelentes precços para esse tipo de transporte.
    Ó, Gomes, eu vejo que você é um cara que vê muitas coisas na internet além das mensagens, comentários e/ou e-mails que você recebe e as vezes responde.

    Ó, Gomes, por você fazer parte de clubes de colecionadores de carros no mundo inteiro é possível que você possa obter o custo do envio de diversos veículos em conteineres para europa.
    Ó, Gomes, a HamburgSud (leia Aliança) manda esses veículos a um baixo custo.
    Ó, Gomes, se quiser eu envio para você o contato para que você possa cotar conta custaria enviar um ou mais veículos dentros do container para Hanover (Ida e volta).
    Ó, Gomes, não trabalho na área de transporte marítimo. É só uma idéia.
    Ó, Gomes, você é a figuraça.
    Axé para você.
    Roberto.

  • Desde mais ou menos 2006 que não tem mais peça pra Toyota Bandeirante na concessionária daqui de Campinas. Isso que, por lei, eles precisariam ter peças até 2011. Entrar com carro antigo em concessionária daqui é se sentir com uma doença contagiosa. No resto do mundo, a Toyota trata o Land Cruiser como um ícone. Aqui, eles têm nojo. Povinho cafona que dirige a Toyota no Brasil…

  • A proverbial arrogância da VW,impede qualquer diálogo.A postura continua a mesma de quando era monopolista.Basta lembrar que o presidente da VW,no Brasil , era considerado um semi-ministro.Aliás, notou que nenhuma montadora ,publica seu balanço ? Curiosidades contábeis, seriam reveladas.Por exemplo,o tal de “custo Brasil”…

  • ora, pelotas, às vezes não tem peças para os carros em produção. O sujeito que inventar um jeito melhor de fabricar e comercializar meios de transporte individual será mais festejado que o Henry Ford.

  • Não precisa ir muito longe não Flávio…não acho quase nada de acabamento pro meu 1.6R nas autorizadas..

    Só acho as peças de mecânica, e dentre essas, só as que usaram em comum com família Palio e etc.

    O foda é vc chegar com seu “antigo” na concessionária e explicar o que precisa, e o vendedor do setor de Peças falar que isso nunca existiu, ou coisa assim, e querendo te ensinar como é o seu carro.

    Aí vc vai até o carro, pega o manual e traz, e o cara ainda teima.

  • Ultimamente eu criei uma inexplicável vontade de possuir uma kombosa para sair de rolê por aí. Deve ser porque os carros modernos têm tudo, menos personalidade.

    Você se esqueceu que a VW alemã mima o seu mercado consumidor local, enquanto que a VW brazeel só faz extorquir esse povo alegre e bronzeado.

  • Eu tinha uma merda de um C4 Grand Picasso, em uma das inúmeras vezes que fui leva-lo para ver se conseguia arrumar aquela merda de câmbio, perguntei se poderia levar o meu 2CV para uma revisão, o que me assustou foi a cara de interrogação do “consultor” da Citroen, o infeliz nunca tinha ouvido falar no 2CV, tentei explicar que carro era, mas foi em vão. Deveria ser obrigatório os funcionários dessas montadoras saberem o mínimo da história delas e um pouco sobre seus clássicos.

  • Esse respeito pelos carros e donos de carros antigos é muito bacana.

    Meu primeiro carro foi um Candango DKV, não sou um senhor tenho 27 anos, ele entrou num negócio quando meu pai tinha uma oficina mecânica. Foi muito bacana mexer nele andar a primeira vez, depois acabei vendendo para fazer meu curso de piloto, e era um carrinho bastante valorizado pelo seu ano.

  • Caro Flavio,

    Procure a palheta da marca Dyna.
    Com certeza é a empresa que faz a original.
    Vc vai pagar metade do preço, em uma boa loja de autopeças e estará comprando a original.

  • Interessante como certas coisas acontecem em nossas vidas. Nunca fui lá muito entusiasta de veículos VW em minha vida. Tivemos alguns em família, alguns bons, outros nem tanto, mas, sinceramente, nada que justifique a fama que essa marca carrega.
    Mas as Kombi são um caso a parte, principalmente as camionetes. Tivemos umas quatro delas, a primeira delas, tinha até nome: Catarina. Foi uma das últimas fabricadas com a frente antiga, de vidro repartido, se não me falha a memória, modelo 1.975.
    O que elas aguentavam, muita camionete “parruda” não aguentaria. Tivemos uma F-1000 semi nova na época, que não chegou nem perto das “Catarinas”. Talvez seja esse o motivo dessa legião de entusiastas por esses “pães-de-forma”, ao ponto da própria fábrica manter um departamento de restaurações.

  • E imagino que te responderam que não tinham em tom de deboche.

    Não sei como é ao redor do mundo, mas no Brasil essa paixão por carros antigos se restringe a poucos. Se a VW montasse algo parecido por aqui, certamente seria algo deficitário…

  • Na sociedade brasileira atual onde “o que nem nasceu já virou ruína”, ver belos carros sendo cuidados assim é de encher os olhos. Parabéns alemães! Motivos de sobra para terem orgulho de vocês mesmos.

  • nem esquente o cocoruto, fg.a vw do brasil tá interessada só em fazer feirão de gol prata, vender jetta prata pros zé-coxinhas de classe média e amarok prata pra agroboy colocar rodão e sair atropelando os outros por aí.

  • Ola Flavio . . .
    Aqui fiquei sabendo que a VW do Brasil esta restaurando uma kombi 1958 Luxo, que iria fazer parte do Museu da VW aqui em Sampa, e que ainda esta no papel e teima em não sair de la . . . Pelos comentários um dos grandes da VW Alemã esteve na fábrica e alguém mostrou esta Kombi para o cara . . . e então ele mandou essa -“Quero ela pra mim doa a quem doer” . . . pronto . . . lá se vai mais uma kombosa pra fora . . . pelos relatos a Kombi está sendo feita por artesões, trabalho de primeira . . . mas infelizmente não sei mais detalhes a respeito . . . .
    Abs.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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