ILMOR X AER

I

SÃO PAULO (apostem) – Vale registrar que duas empresas, a Ilmor e a AER, se candidataram na licitação da FIA para escolher um motor alternativo para a F-1. A nova configuração, se as intenções de Ecclestone e Todt forem adiante, estará nas melhores casas do ramo em 2017. A Ilmor todo mundo conhece. Pertence a Mario Illien, que está ajudando a Red Bull e faz os motores Chevrolet da Indy. A AER é hoje a preparadora dos motores da GP3. Ambas têm sedes na Inglaterra — embora a Ilmor também mantenha operações nos EUA.

Bom dizer que a Honda, que também faz motores na Indy que se encaixam nas exigências técnicas da FIA, não se candidatou. Seria meio humilhante concorrer com ela mesma.

Eu arriscaria dizer que a Ilmor é favorita nessa contenda. Saberemos quem leva na segunda-feira.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

11 Comentários

  • O motor atual da fórmula 1 é muito bom por ser 1.6,V6 e limitado por fluxo de combustível e outras coisas,Poxa mais a F1 tá um saco,F1 tem quê ser simples,até porquê quanto mais coisa o carro tem, mais possibilidade de quebrar algo,e o piloto ficar de fora por bobeira.Esse motor alternativo com 2.5, dois turbos,com o mínimo de eletrônica e indo as 18.000 rpm tá bom demais.Uma montadora para entrar na F1 hoje tem quê gastar rios de dinheiro,se fosse nos moldes do motor alternativo,várias montadoras voltariam; como BMW,Toyota,Peugeot. Regulamento simples,a F1 precisa de simplicidade já tô de saco cheio de Mercedes ganhar,bota o Hamilton para andar de Lotus para ver se ele faz algo.

  • (Desculpe, favor desconsiderar a mensagem anterior que foi enviada com o e-mail errado).
    Sinceramente Flavio, dá para confiar em uma dessas empresas para fornecer um motor realmente competitivo? Estou vendo uma nova geração de Cosworths na F1, aquele motor que todo mundo tem, mas difícil de competir com as grandes (pelo menos é essa minha vaga lembrança deles nas décadas de 80 e 90 quando comecei a acompanhar a F1).
    Eu me lembro da Ilmor fornecendo motores para March, lá atrás por volta da época do Gugelmin, o que diferenciaria aquela participação desse fabricante com essa atual intenção de fornecer motores?
    Meu temor é que um desses caras só acabem entrando para ganhar uns trocados dos órfãos, dos sem motores.

  • Em nenhum momento, até agora, foi discutido como será a questão da quantidade de combustível nos carros, pois certamente os que utilizarem esse motor alternativo terão um consumo de combustível maior que os equipados com motor híbrido.

  • A Ilmor é bem provável que não será a escolhida, já que ela trabalhará no motor Renault que a Red Bull receberá pra 2016!! A AER já tem um motor bem similar ao que a FIA quer : o P60! O P60 é utilizado no campeonato da WEC (na categoria LMP2) e com algumas modificações se tornaria P66 visando a F1 caso a empresa ganhe a “licitação” da FIA.

  • Sem conhecer absolutamente nada sobre de motores, gostaria de ver a ILMOR de volta, apenas por lembrar que já equipou aquele March(?) que o Gugelmim correu na F1. Pra mim, disparado a pintura mais bonita que já teve no grid.

    • Porque virou “moda” fornecedor único ,deve ser o jeito europeu de fazer “treta” pois trata com um só e não deixa outro melindrado e louco para soltara língua .Vejam ,a F 1 já tem projetista único para novos autódromos ,e o que temos é ,como diz aquele deslumbrado narrador ; Aquela Maravilha de arquibancadas ,box e paddock mas o traçado bem chinfrim (grandes acelerações com freadas também fortes e poucos ou nenhum ponto de ultrapassagem sem usar o D S R model 171 )

      • Lembrando que os circuitos da Turquia e de Austin tbm, são do mesmo projetista, de resto concordo com tudo. É mais fácil controlar um fornecedor só, uma vez que essa opção de motor é uma forma de tentar diminuir a força politica dos fornecedores de motor atuais. Qnd a FIA ficar puta com eles é soh aumentar a pressão do turbo, qnd a Mercedes, Ferrari, Renault e Honda forem boazinhas diminui a pressão do turbo, e por ai vai.

      • Talvez seja para o fornecedor “fechar a sua cota” (mercado fechado), ou seja, ter retorno do investimento garantido, mesmo que o resultado do projeto não seja lá “mil maravilhas”, mas sim, e apenas, “dentro do padrão requerido”…

        Ah sim, e fica mais fácil repartir o bolo (apenas um contrato — poucas reuniões e tudo fica acertado justamente por conta desta “vantagem mercadológica”), claro…

        Aos poucos o mundo moderno vai mudando o conceito de “competição”; pois é, agora já restringem até a quantidade de competidores (mesmo que estejam dispostos a aceitar os custos e o contrato de fornecimento).

        Esta “previsibilidade do negócio” influencia diretamente a “previsibilidade dos resultados” da competição. A cada corrida temos a impressão de estar assistindo uma reprise de um filme de suspense — qual apenas surpreende os mais fanáticos.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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