MOTOLAND

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

44 Comentários

  • Tive 2 coisinhas mais ou menos parecidas.
    A 1ª, um NSU cinquentinha, segundo me constava, de 1945. Meus amigos diziam que devia ter sido de algum estafeta do Hitler.
    Só que em consultas posteriores (viva a internet) não consegui identificar essas motos em 1945.
    Depois tive algo já bem melhorado, uma Zündapp cinquentinha, mas não lembro o ano.
    Não me lembro de ter usado óleo de rícino em nenhuma das duas.
    Mas usei Castro R na Jawa 250 1954 que tive depois.

  • Na minha região, a Mobylette virou sinônimo de motoneta. Eu tive uma motoneta Agrale XT (que eu chamava de mobilete), era a coisa mais linda do mundo, nada mais me importava, somente eu e ela, sem capacete acelerando. Era vermelha com as rodas douradas, nossa agora viajei legal, quantas lembranças me vieram à mente. Vejo que precisava de pouco pra ser feliz. Obrigado FG por me fazer recordar. Abs fumacentos.

  • Mobylette… Foi a primeira coisa que acelerei na vida, em época que era a condução da família. E depois um similar da Agrale, não lembro que nome tinha. Sempre de capacete, caso contrário o pai não deixava.

  • Morava em Serra Negra e aos treze anos pedi uma Mobilette pro meu pai. Ganhei um tabefe na orelha e as sábias palavras: quando você trabalhar poderá comprar quantas quiser. Pois bem, fiquei ajudando um tio durante um ano e consegui juntar o dinheiro pra comprar a minha tão sonhada mobilette. Ja tinha 14 anos, em 1982 quando fui na Jumbo-eletroradiobraz pra comprar e o vendedor me convenceu a levar uma Garelli 3. Prata. Muito melhor, andava mais, tinha um tanque enorme com uma excelente autonomia. Fiquei 6 anos com ela. Nunca usei capacete, nunca fui parar no juizado de menores, andei muito com ela. Nunca apresentou problemas, apenas manutenção normal. Acabei vendendo para um senhorzinho que me encheu o saco para comprá-la. Não tinha mais zero km pra vender. Me arrependi demais. No começo deste ano um conhecido falou que tinha uma mobilette e ia dar baixa no chassi pois ele não licenciava desde os anos 90 e recebeu uma carta do detran falando que ia colocar o nome na divida ativa e tal. Fui olhar e na realidade era uma Garelli 3, igualzinha a minha. Toda original. Inteirinha. Ele me daria de presente com a condição de regularizar a documentação. Estou restaurando ela. Linda. Original. Não vendo nunca mais.

  • Tive uma Monareta. Meu irmão, uma Mobylette.

    Eram nosso meio de transporte para todos os lugares: colégio, clubes, até viagens curtas pelo Sul de Minas. Sempre de capacete. Uma vela mais quente, relação modificada, filtro de ar menos restritivo… Ficavam legais.

    Estão entre os melhores anos da minha vida.

  • Fui muito feliz com minha caloi preta e verde, usava para ir a escola, fazia entregas do escritório, sem capacete, sem cnh… andava até em sitios, estradas de terra, que tempo bom.

    Estou acompanhando via FAcebook (como Aventure & Vous) dois franceses que estão dando a volta na america do sul de mobilete peugeot.

  • Eu tive uma azul… Fazia até cross com ela na adolescência… =)

    Óleo de rícino não cheguei a colocar, mas gasolina de avião sim… A bichinha dava VDO fácil na descida…

    Bons tempos… Nunca usei capacete para andar nela e nunca tive problemas. Tomei alguns tombos, mas nunca me machuquei. Só as queimadas de perna no motorzinho. Tenho um conhecido (jardineiro) que tem uma até hoje e usa para trabalhar todo dia.

  • Ambicionava uma Puch, pois meu primo tinha uma, mas, durango que era, acabei comprando uma Velosolex de segunda mão. Fazia um barulho dos diabos!! Andava sem capacete e sem habilitação e tinha uns guardas, na rua Mem de Sá (R.J.)que não curtiam e eventualmente, levava uma dura dos “homi” ! Era um piloto de terceira a infernizar a vizinhança com o barulho, mas tinha estilo, com aquele motor na frente….Bem francês….Dava vontade de comprar umas baguetes…

  • Tive Mobylette Caloi, escape dimensionado (uma barulheira dos infernos), ponteira de alumínio que a gente fazia com tubo de desodorante Brut do Paraguai, coroa de Puch pra alongar a relação final. Pisava no escapamento nas subidas pra “embrear” e compensar a relação mais longa. Cortava a saia do pistão pra aumentar as janelas de admissão e escape. Rodava com álcool misturado com Castrol M-50, que delícia de cheirinho… Quebrei uma perna e um monte de dentes com ela. Capacete nem sabia pra que servia.

  • Ninguém usava capacete, acho que só era obrigado na estrada. Quem tinha uma dessas era o rei da cocada preta (expressão tão antiga quanto a Mobylette) da rua. Óleo de cozinha no reservatório, pra dar aquele cheirinho de bife frito.

  • Quando eu tinha 16 anos…putz vou fazer 51… meu tio comprou uma zero. Eu andava “junto” com os colegas que tinham RD-50 e depois CG 125. Esta Mobilette encontra-se em perfeito estado de conservação (a pintura já desgastada e a lanterna traseira não original)… de vez enquanto é ligada, mas meu tio agora com quase 80 não anda mais com a “motinha”.

  • Caramba, que legal! Altas aventuras com a minha nos anos 80 no interior de SP. Eu e os amigos descarbonizávamos os escapamentos das nossas na rua mesmo, raspando o carvão que formava. Óleo de rícino de vez em quando era de lei. Tinha um óleo também, acho que de competição (M50?), que a gente conseguia às vezes. Assim como gasolina de aviação (o aeroporto vendia em galão!), que era meio cara para as nossas posses. Me lembro que no retorno de um bairro mais elevado, com muitos quarteirões de descida, a gente pisava no motor para arrancar a correia e descer na banguela, com ela desligada. Capacete nunca tive. Só um ray-ban espelhado. Saudades…

  • As Garelli gordinhas, aquelas rodinhas pequenas eram bonitinhas, a Mobilete eu achavam que demoravam a pegar velocidades. Acho eu. Mas as Puch, ai sim, lembro uma vez saiu uma matéria na DUAS RODAS, de um Puch ai em SP que atingia altíssimo 100 km. Foi a sensação para a molecada.

  • Tive uma, a versão remodelada dessa da foto, com uma pintura cinza-azulada e para-lamas cromados. Ia ao Liceu Salesiano aqui em Campinas, meados de 1982 e 1983. Não usava capacete, tampouco havia necessidade de por placa. Adorava-a!

  • Quando com 10 anos de vida (1961) o ciclomotor da moda era a Leonet, montada no Brasil pela fábrica de máquinas de costura Leonan (Manoel ao contrário e nome do dono da fábrica.
    Em 1979 Seu Mário meu pai comprou uma Mobylette na cor prata para todos da casa. O melhor dos pilotos foi a Dona Teresa, minha mãe que ia a feira fazer compras. Detalhe a idade dela: 52 anos o maior barato.

    Nelson Pasini

  • Ainda tenho a minha maxi puch 1972, comprada zero quilômetro no Porcão da Penha no R.J., com manual e tudo, e lendo nos comentários vi a coincidência pois aprendi a andar nela com 8 anos e foi na cidade serrana de Teresópolis.

  • Puch, com cilindro de cromo duro! Óleo ? Se tinha grana Castrol TT, duro até óleo de soja! Gasolina desde verde de aviação até a mais barata possível! Vela era B9Hs!
    Era Indestrutível !
    Capacete? O que é isso?

  • Sonhava em ter uma Garelli, mas os meus pais achavam muito perigoso.
    Quando fiz 16 anos, comecei a trabalhar e comprei uma Mobilete. Meses depois, acabei me envolvendo em um acidente com uma carroça e um Puma, que destruiu a Raimunda, como eu a chamava. E o que restou, foi dado como pagamento no conserto do carro de fibra.
    Três anos mais tarde, acabei comprando o mesmo Puma, meio sem querer.
    O carro tinha o recibo “fechado”, em nome de uma desconhecida Raimunda.
    Coincidências da vida.

    • Na verdade, eram três versões: a SS, mais simples (sem retrovisores ou velocímetro), a SL, intermediária, e a XT, topo da linha. A SS e a SL tinham quadro aberto e a XT vinha com o tanque tipo moto.

  • Tive uma Push (Maxi Super Motovi) . Tinha 15 anos e ia para a escolar aqui em Teresópolis. Ninguem usava capacete na minha turma, só os mais velhos com motos grandes (tinha a 400 da Honda na época). Aqui em Teresópolis certas ladeiras só pedalando… Bons tempos!

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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