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segunda-feira, 5 de março de 2012 - 11:05One comment, Publicidade

ONE COMMENT

Sou a favor de fumaça e acho essa onda verde para carros um saco, mas este anúncio da Mercedes é bem legal. Anúncio não; ação, como dizem os marqueteiros. André Merguglios mandou.

30 comentários

  1. Pedro Jungbluth disse:

    Ecologia = oikos (casa) + logia (ciência). Ciência de como cuidar da casa, da morada.
    Proponho um teste a todos: tirem uma semana de folga. Nessa semana, fechem toda sua casa. Liguem o carro na garagem, e deixem a fumaça entrar na casa. Gaste em litros o mesmo que gasta em uma semana andando com o carro. Não jogue lixo fora, o espalhe pelos cômodos. Não de a descarga.

    Bem, não precisa fazer o teste pra saber que a casa vai ficar uma desgraça, inabitável em apenas uma semana. Provavelmente muito antes disso ninguém sobra vivo dentro.
    Essa casa do teste é nosso planeta. Nossa morada, aquele objeto da ciência ecologia.

    Por mais que avancemos, pra realocar a humanidade para outro planeta habitável vai levar ao menos 50 vezes todo o tempo de nossa história humana. Sim, não vamos conseguir habitar outro planeta antes de 500 mil anos. Isso dizem os mais otimistas cientistas. Nesses 500 mil anos, estamos trancados no nosso apartamento-planeta.

    Hoje em dia, consumimos 20 hectares por pessoa de recursos naturais. E a população cada dia mais cresce. E o consumo de recurso natural cada vez aumenta, junto com nosso consumo mercadológico desenfreado.

    Alguns argumentam que vamos nos adaptar e sobreviver. Concordo, vamos. Mas vamos perder muito em qualidade de vida até lá. Já perdemos, basta comparar a vida que se levava 30 anos atrás dentro das grandes cidades. Culpam os governos, culpam o capitalismo, etc, mas a culpa é do nosso crescimento. Nunca vamos retomar aquela qualidade de vida, é impossível, somos um país pobre. Nossos filhos nunca vão saber o que é viver bem como era 30 anos atrás. NUNCA. E se continuarmos a piorar, eles vão viver bem pior do que vivemos agora, e nós vamos olhar pra 2012 com saudades… Os paulistanos vão olhar pra 2012 com saudades. Vamos sobreviver, mas cada vez vamos viver menos.

    Países super ricos, como a Alemanha, por exemplo, compram vilas inteiras e demolem tudo, plantando florestas no lugar. Fazem isso não pra melhorar de vida, mas para parar de piorar.

    O Flávio Gomes já falou que ia mudar pra Alemanha, por que achava que São Paulo estava se tornando inabitável. Quero ver ele chegar lá e fazer algum comentário jocoso sobre separação de lixo. Ele vai ser visto como o lixo, e quando ele falar que vem de São Paulo, todo mundo vai entender a situação dessa cidade.

  2. Pedro Jungbluth disse:

    Bem, sobre a onda verde das fábricas, meu ponto: Esse carros híbridos ou qualquer modelo que use bateria são muito poluidores, ao se produzir. Ao se reciclar o carro. E isso ninguém fala.
    Carros a céclula de hidrogênio não tem esse problema, mas eles precisam de usinas de hidrogênio, que consomem energia, e no processo se perde, em qualquer processo a perda, perda maior que produzir a energia química direto dentro do carro. Nada adianta células de hidrogênio enquanto tivermos termoelétricas a diesel, a carvão, e aé mesmo hidrelétricas que liberam toneladas de carbono na atmosfera durante dezenas de décadas.

    Na minha opinião a melhor solução não é desenvolver carros assim, e sim desenvolver cidades menos dependentes de carros. E que não se troque de carros a cada dois anos, mas que eles tenham uma sobrevida ideal, para serem usados racionamente e não precisarem de reciclagem cada vez mais cedo.

    Sob esse ponto de vista, o antigomobilismo é ecológico. Cultiva o uso do carro como forma de prazer, não como meio obrigatório de transporte, e cultiva a conservação e o cuidado.

    Para poluirmos menos, precisamos ser eficientes no nosso dia a dia. Usar o carro o mínimo, buscar alternativas de transporte, buscar via urbanismo cidades cada vez melhores para uso de bicicletas, caminhadas, minimalizar as coisas, trabalhar perto de casa, fugir de tráfego, etc. Use o carro pra viajar, devagar, curtindo, pra um encontro, não pra trabalhar todo dia. Ai sim seremos ecológicos. Fujam do carro novo.

    • Renato F1 disse:

      Caro Pedro

      Existem formas de se produzir hidrogênio de forma não poluente: a hidrólise da molécula da água! A água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Quando ela sofre uma descarga elétrica, os átomos se separam formando o combustível do carro acima mostrado e sem nenhuma produção de monóxido de carbono ou de gás carbono.

      O problema dessa tecnologia (e de todas as novas que vierem) é o alto custo de produção e a baixa aplicabilidade da célula de hidrogênio (afinal, quantas coisas movidas a hidrogênio você conhece?). O que se precisa fazer (e estão fazendo) é criar demanda para esta tecnologia!

      Fabricar veículos como este vai aumentar a demanda pelas células e baratear o custo, diminuindo a produção de gases do efeito estufa e aumentando a umidade relativado ar!

      Peço desculpas se o texto foi longo!

      • Pedro Jungbluth disse:

        Renato, hidrólise consome energia elétrica, e esta polui para ser produzida. Ou seja, vc apenas olhou a reação em si, mas não importa a reação, e sim a energia consumida, e energia produzida. A produção deve ser a mais limpa possível, claro, mas o consumo deve ser cada vez menor. Sem isso, nada adianta.

        E sempre devemos falar sobre a perde enorme de energia. Uma Usina a diesel transofrma energia química em elétrica, e nisso a perda. Depois essa energia e transportada por fios, com a natural perda, até a Usina de hidrólise, onde com as perdas naturais da nova reação, gera hidrogênio. Esse hidrogênio reage, na célula de energia, gerando energia que gera movimento. Esse movimento gerado é apenas uma parte da energia que seria gerada por um motor diesel diretamente instalado no carro. Não sei calcular exato, mas menos da metade. Então o total de poluição é sempre maior, apenas que a poluição deixa de ser diretamente na cidade e pode ser afastada. O mesmo vale para ar comprimido, ou motores elétricos recarregáveis. Além de toda a poluição gerada pela contrução de baterias, e a poluição gerada em sua reciclagem posterior.
        Isso tudo é um banho de água fria nas tecnologias “verdes”. E deveria ser proibido uma fábrica como a Mercedez falar que seu carro de hidrogênio tem poluição zero…

      • Pedro Jungbluth disse:

        O meu ponto é que para poluir menos, precisamos usar menos os carros. Isso não se resolve com tecnologia automotia, mas sim com tecnologia urbanística. Tecnologia essa que nos grandes centros urbanos é considerada “futilidade”, mas não se pode falar de ecologia sem urbanismo, e de urbanismo sem mobilidade.
        Várias vezes eu li aqui do Fla´vio Gomes ridicularizando movimentos ecológicos. Que pra ele não importava se “macaco da cara roxa” era salvo ou não. Mas ele vive numa cidade que cada ve mais vai se direcionando pra inviabilidade. E parece que sinceramente não vê relação entre uma coisa e outra. Ecologia, em princípio, não existe pra salvar o macaco da cara roxa, serve para salvar o ser humano. Não é algo fútil ou altruísta, é até egoísta e absolutamente essencial.
        Eu estou me lixando para o mundo, para as florestas, para o meu vizinho. Mas eu me amo, quero sobreviver, e quero viver o melhor possível. Pra isso, preciso do meu vizinho bem, preciso da floresta, e preciso do resto do mundo.

  3. Pedro Jungbluth disse:

    Curioso que apesar de tanto “Ecochato” no mundo cada vez poluímos mais, por pessoa. E cada vez temos mais pessoas. Acho que ao invés de criticamos os “ecochatos” deveríamos critica os “porcochatos” essas pessoas que brigam no procon pra jogar milhões de sacolinhas inúteis no lixo todo dia, pra poderem arrancar catalisador de carro novo “pq tem cheiro ruim”, pra poderem usar gasolina com chumbo que é mais barata… Em geral são as mesmas pessoas. Eu me pergunto: não cansam de viver em lugares horríveis? Não cansam de só andar de carro pela cidade, com janela fechada, ar ligado e 3 odorizantes pra tirar o fedor de onde vivem? De nunca poderem passear pela rua com os filhos? De terem calçadas sujas?
    Alguns se cansam. São os “ecochatos”, ridicularizados pela turba ignorante que daqui 10 anos vão ser os primeiros a defender que o governo, o vizinho (nunca ele mesmo) mudem pra melhorar sua qualidade de vida.

  4. Pedro Jungbluth disse:

    Essa coisa de “sim eu poluo, isso não faz diferença” é uma coisa bem paulista. Bem, o resultado desse pensamento é uma cidade maravilhosa de se viver, né?

  5. Joca disse:

    O sistema poderá ser instalado no Meianov, assim não havera problema de queima de largada, etc…

  6. bara disse:

    Já tinham feito isso com o aston do james bond……….mas valeu a idéia…abc

  7. André – BH disse:

    Não se preocupe! Nos carros alimentados por célula de combustível vai ter fumacinha também. De vapor d’água, mas vai.

  8. do amaral disse:

    vixe, mudaram o termo de novo. de anúncio para ‘action’; antes (bem antes, tô ligado) foi de reclame para anúncio – creio que não tinha a ver com ‘reclamação’, e sim com ‘clamar’, chamar atenção.
    a idéia de ‘action’ parece ter sido tomada do mundo das artes visuais, gênero performance etc. como usual, trabalhadores da publicidade tentando assimilar obras do mundo das artes.

    falando em fumaça, publicidade e óleo, outro dia na TV Cultura tinha o cientista social (ou jornalista?) claudio w. abramo questionando o gabrielli ex-petrobrás sobre a necessidade da petrolífera fazer tanto ‘reclame’.
    obvio estava sendo irônico ao usar esse termo mas de todo modo não aceitou as explicações lógicas e afirmativas da necessidade de publicidade institucional pelo ex-presidente da BR e ficou martelando justificativas ignorantes para condenar tais ‘ações’ da referida empresa. um legítimo anacrônico (de longa data!)

  9. Thiago Valério da Rocha disse:

    Vim aqui descascar você por ter falado da onda verde, mas já o fizeram por mim ahahhaha, mas como eu não ia só descascar, falo tambem que, a questão da ‘onda verde’ é que ela não tem nada de verde, é só uma onda de marketing, de que adianta a ‘onda verde’ enquanto estamos vendo ela apenas na televisão?

    Por outro lado uma verdadeira consciência ecologica precisa ser disseminada, isso sim seria útil, pois como bem colocou o amigo ali de cima, existem estudos, artigos e até uma digital do primeiro orangotando primáta publicada como artigo cientifico dizendo ‘vocês vão se foder’ complementado com ‘apenas vocês vão se foder, o planeta vai ficar bem’ mas ninguem parece acreditar muito nisso, então vamos nos foder juntos.

    E o orangotango é cascata.

  10. @@$ disse:

    A idéia foi simplesmente brilhante!

  11. Pereira disse:

    Rapazinho retrógrado, hein?

  12. Theokoles disse:

    Muito bom! Raramente gosto de um comercial, mas esse foi bem criativo!

  13. Thiago C.A. Leal disse:

    A “ação” ficou legal mesmo. Até porque essa onda “verde”, como você definiu, é exatamente isso. Marketing. De ecológico não tem nada – as empresas só querem agregar valores junto ao público dizendo “olha só, nos preocupados com o meio-ambiente, vamos salvar o mundo etc.” Sei…

    • Pedro Jungbluth disse:

      é, onda verde verdadeira é feita por cidadãos preocupados com o lugar onde vivem. Em geral, as críticas a onda verde são de pessoas que vivem em lugares nojentos e gostam de criticar o governo por isso. Hipocrisia dos dois lados.

  14. André Soler disse:

    é o segredo da invisibilidade!!!está perto de se ter uma camuflagem realmente que funciona…agora imagine led em volta de um Tanque de guerra…visto de longe ia enganar muita gente

  15. Danilo Cândido disse:

    Ainda existe vida inteligente na publicidade…

  16. Gustavo disse:

    A favor da fumaça? Cadê o futuro verdadeiramente coerente com a vida natural e humana? Então você contribui indiretamente com as mortes por causas respiratórias acumulativas ao longo da vida devido a substâncias nocivas ao corpo que todo automóvel exala e ano a ano hospitais divulgam nos relatórios. Sem falar na relação já divulgada cientificamente com as mudanças climáticas causadores de desequilíbrios nas chuvas e temperaturas que também matam cada vez mais. Ou acham os últimos desastres naturais normais? Algo de errado vem acontecendo para pior, ano a ano.

    • B-Lett disse:

      São teses, meu amigo, teses cientificas. Não existe prova da causa e efeito. Acredita quem quer.

      • Pereira disse:

        Vai dizer que a poluição do ar nas cidades é só uma tese também?

      • André – BH disse:

        Hipótese. Tese é aquilo que se defende no doutorado.

      • Joca disse:

        Tese estudo que pode ser discutido em publico

      • Pedro Jungbluth disse:

        Tese não é só “aquilo que se defende no doutorado”, santa falta de filosofia, Batman!
        Procure por Tese, antítese e síntese, pra enteder que tese é aplicável pelo B-Lett.

        O mesmo cara que sinceramente acha que respirar fumaça todo dia, entupir uma cidade de fumaça todo dia, nada tem a ver com a deficiente qualidade do meio ambiente. Como falei, bem pensamento de páulistano. Por isso vivem numa cidade suja, feia, agressiva aos olhos, aos narizes, e principalmente aos corações. Recomendo que mudem de mentalidade, e mudem de cidade. Só não venham para a minha, protestar a favor de lixo e poluição!

  17. Edson Lanfredi disse:

    Odeio essa geração antiga que acha “onda verde para carros um saco”
    Bando de porco. Por isso o planeta ta virando um lixão ambulante.

  18. Neotenia disse:

    Muitíssimo legal!
    Mas afinal de contas, qual o problema da “onda verde”?!
    Não consigo entender…

  19. Marcus Simões disse:

    E que tal essa da Audi? Depois do carro a Diesel, agora a Audi vai pra LeMans com um híbrido. Interessante. Li hj no Grande Prêmio de semana passada…

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