PARA O MUNDO

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

24 Comentários

  • Imaginem uma corrida de F-E só com carros robôs, com aquele “assobio” como barulho de motor, em circuitos improvisados e truncados, e grid boys antes da largada.

    E sem champanhe no pódio claro! Alcool e direção não combinam” né?

    Ah! E um pódio com 20 degraus para caberem todos os participantes, afinal ninguém pode ser “discriminado”, se sentir “perdedor” e ficar magoadinho!

    E a politica de cotas hein? Tem de ter pilotos de todos os continentes, piloto de todas as raças, de todos as orientações sexuais…

    Não pode soltar pum, nem dizer palavrão.

    “Politicamente correto”.

    O politico e ecológicamente correto e seguro é uma MERDA que tira a graça , a cor e o gosto de TUDO.

  • Se já existiam pessoas que diziam que a F1 atual era uma geração de pilotos de videogame, taí a F-E ESTRAGANDO o automobilismo com essa idéia ESTÚPIDA.
    Nunca fui torcedor pacheco no automobilismo, mas se os pilotos brasileiros atuais (Nelsinho, Bruno Sobrinho e Dis Grassi) derem um bico nessa categoria, que agora vem com esse tipo de “inovação”, nem quero mais saber de F-E.
    Quero saber o que dizem os pilotos da F-E sobre essa “idéia” de algum engenheiro que não tem coordenação motora nem gosta de dirigir…
    Deve ser um monte de nerds que dormem com mulher inflável ou robôs.
    Vai virar autorama mesmo?

  • Só consigo compreender a criação e realização dessa categoria, completamente inútil, para atender determinados interesses (financeiros, provavelmente) de algum grupo. Mais pra frente isso deve vir à tona.

  • Corrida de autorama só tem graça para quem tem carro na pista… A teoria da computação já provou que um computador (robô) não pode fazer outro computador (robô). A inteligência artificial, por mais esperta que seja, é apenas uma reprodução de nossa inteligência, ou dos programadores que a desenvolvem. Então a corrida no fundo vai ser de equipes de desenvolvimento… ou seres humanos, nos moldes do que já acontece com futebol de robôs. O problema é que no esporte, nos queremos ídolos bonitos, fortes, super-heróis. Mesmo competindo por equipes, sempre arrumamos um jeito de dizer que alguém é o maior, que carrega o time, etc. Então não acho que esse formato vai dar certo, inclusive num meio onde só tem gente babaca, que gosta de se colocar por cima dos outros. Ninguém vai torcer por uma equipe de Nerds, coitados. Ninguém da valor a inteligência, apenas as aparências.

  • Muito bom.
    Certamente com o tempo, não fará mais nenhum sentido seres humanos se arriscarem a perderem a vida ou se machucarem se é possível ter corridas de carros com “robôs”
    Aliás como hoje.
    Quem ainda escreve e envia cartas?.
    Quem usa maquina de escrever?
    Quem fotografa com filme e manda revelar?
    Quem ouve musica com K7 ou filme ?
    Quem usa telefone com discagem em disco?
    Quem se recusa a usar controle remoto nas TVs?
    Logo haverá um tempo em que…
    Quem vai perder tempo dirigindo carro, se ele pode ir sózinho?

  • Eu achei o máximo porque não vai ser corrida de carrinho por controle remoto, é batalha entre softwares de computador! Acho que essa categoria tem tudo pra contribuir enormemente com a construção de carros autônomos, deve atrair a atenção de muito peixe grande. Tomara que seja tão disputada quanto uma corrida convencional.

    • Boa noite!

      Eu acho do cacete esse negócio. Ao menos para desenvolver novas tecnologias, já que trabalho na área (Engenharia e IA). Sabe-se lá se a corrida em si terá emoção.

      Lendo a reportagem, percebe-se que a ideia não é tornar o ser humano obsoleto e não é criar um substituto para as categorias de automobilismo. É o puro desafio!

      O componente humano sempre será parte importante do automobilismo, com seus personagens: o mala e o legal, o arrojado e o meia-boca, o trapaceiro e o deus, o barbeiro e o habilidoso. Porém, se esses fatores humanos não importarem mais para os espectadores e a Roborace for tão atrativa quanto as corridas com seres humanos, a culpa não será de quem desenvolveu a corrida sem pessoas. Será das pessoas que se tornaram desinteressantes demais.

      • Olá, Carlos.

        Veja, eu trabalho com informática e por esse prisma, realmente deve ser interessante. Ia gostar de estar numa equipe de desenvolvedores desses carros, com certeza.

        Mas estou estendendo essa visão para o mundo real. Um futuro em que querem alijar o trabalho humano colocando robôs, usando a tecnologia para controlar as pessoas praticando um tipo de engenharia social, aquelas coisas que vemos em filmes de ficção com seus futuros distópicos, pode escolher: Blade Runner, THX 1138, Brazil, Matrix… Sempre os achei divertidos e interessantes, mas vê-los se tornar realidade não tem graça nenhuma. Sempre acreditei que a tecnologia tem que nos ajudar a viver e se aperfeiçoar, reduzir diferenças, salvar vidas. Conhecendo quem é o tipo de pessoas que comandam o mundo, creio que não será bem assim…

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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