FOTO DO DIA

caracaquantagente

SÃO PAULO(tem crachá pra todo mundo) – Felipe Massa publicou na sua página no Facebook, com a seguinte legenda:

1) Macaco frontal
2) Ajuste asa dianteira
3) Tirar a roda
4) Operador da pistola
5) Colocar a roda
6) Estabilizador
7) Tirar a roda
8) Operador da pistola
9) Colocar a roda
10) Ignição
11) Macaco traseiro
12) Colocar a roda
13) Pistola reserva
14) Operador da pistola
15) Tirar a roda
16) Cobertor térmico
17) Estabilizador
18) Colocar a roda
19) Operador da pistola
20) Tirar a roda
21) Observador do tráfego e cara do pirulito
22) Ajuste asa dianteira.

É uma multidão. E toda essa gente, hoje, troca os pneus de um carro de F-1 em coisa de dois segundos… Uma maluquice. Falando nisso, a Mercedes informou que fez um pit stop em 1s73 na Hungria, numa das paradas de Rosberg. Seria a troca mais rápida de todos os tempos, embora na cronometragem oficial da FIA o tempo registrado tenha sido de 2s15.

Comentários

  • Quando eu comecei a acompanhar a F1, em 1988, uma parada no boxe de 6s era considerada muito boa (pra baixar disso, tinha de ser da Ferrari). Trocar o bico do carro, então, era coisa pra 20, 30s.

    Aí, veio, em 94, o reabastecimento e por muito tempo ninguém mais se importou com os segundos da troca de pneus.

    E hoje, sem precisar pôr gasolina, uma troca em 3,5 ou 4s é uma blasfêmia contra o cronômetro. Isso é insano.

  • Entra um adendo aí: não existe mais porca solta. Cada roda tem a sua porca, exatamente posicionada no lugar certo.

    Repare nos youtubes da vida: a pistola não segura mais a porca enquanto a roda é trocada.

    E isso agiliza muito, porque além da porca estar sempre no mesmo e exato lugar, não tem como ela escapar da pistola.

  • O público quer ver disputa, erro, derrapagens. Fora troca de pneus perfeitas, fora bandeira azul ( não tem competência não passa , faz fila ) , ridículo abrir asa ( não precisa vácuo, habilidade, nada, só apertar um botão) . Desculpem sou da época de Emerson Piquet e Senna, onde se valorizava mais o piloto que os engenheiros ( posso falar porque sou engenheiro e fim de papo )

  • A diferença de tempo é simples de entender. A Mercedes considera 1.73s entre a parada do carro e a luz verde que indica o fim do trabalho de troca e autoriza o piloto a pôr o carro novamente em movimento. A crinometragem da FIA leva em conta o intervalo entre o carro parar nos boxes e o instante que o carro entra novamente em movimento. Pra mim faz muito mais sentido o critério da FIA, que leva em conta o tempo de resposta do piloto, que afinal também é um membro da equipe envolvido no trabalho de boxes. Como a Williams não publicou seu tempo pelo mesmo critério (não que eu saiba), fica difícil comparar.

    Ano que vem os pneus ficarão maiores e mais pesados e, com isso, espera-se que os tempos de pit stop subam um pouco. É provável que quem fechar 2016 com o recorde de tempo de parada vai mantê-lo por muito tempo. Talvez por isso a ânsia da Mercedes em ficar com o melhor tempo.

  • Esse monte de gente no pit stop , diz que a parada influencia o minimo possível
    no resultado da corrida. E se o tempo fosse 10 segundos , daria um tempero
    maior na corrida. em vêz de 22 , que tal 8 operadores apenas. E olha que não
    tem mais o reabastecimento se não seriam pelo menos mais três operadores.

    • Também acho. Esses Pits Stops perfeitos, ajudam a estragar a F1. Alé, de ser “burro” porque mal da para ver os patrocinadores, nesses 2 segundos! Depois reclamam de muitos carros Limpos. Com Pits mais lentos, com mais chances de erros, as corridas ficariam muito mais legais.

  • É engraçado ver vídeos do início da década de 1990, não muito tempo atrás. Os mecânicos usavam camiseta e bermuda, não tinha limite velocidade nos pits, os carros saiam dos boxes fritando. Hoje em dia percebemos que essas mudanças foram bem vindas e chego ao ponto de pensar em como permitiam tais coisas antes.

  • Tinha que ser um pra cada roda, no máximo. Um no macaco frontal, um no traseiro, o cara do pirulito, e pronto. O do pirulito fica fixo nessa função, e qualquer outro problema ou ajuste no carro, os mecânicos das rodas e dos macacos resolvem.

  • Hoje em dia está difícil de ver a troca de pneus de tão rápida que é.
    Sou mais – como já disseram aqui – o esquema Nascar, um lado macaqueado por vez.
    Paradas mais sujeitas a erros poderiam dar uma embolada numa corrida monótona. Algo em que a F1 poderia pensar, nesta era de restrições de rádio, motores, etc.
    Além do que, ia dar uma enxugada na folha salarial da equipe. Haja RH.

    • Que d+, tudo tem uma razão, é realmente um esporte de velocidade e precisão.
      Falando nisso, estabilizar o carro, oras, não que o carro tombe para um dos lados sendo os macacos centralizados e finos, mas acredito que quanto mais estável o carro, sem o mínimo de balanço, os caras que colocam os pneus, os operadores de pistola farão um trabalho melhor.

  • Eu só acho que deveria se limitar o numero de mecanicos no Pit Stop.. traria mais emoção se fossem por exemplo 6 ou 7 na nascar.. os pitstops ficaram tão sem graça que a propria transmissão de tv quase não mosta mais

  • Um tipo de pneu slick e um de chuva. Igual para todos. Troca só em caso de furo, dechapagem, acidente. Posições conquistadas na pista e não nos boxes. E vamo que vamo! (tô ficando velho ranzinza, mesmo!).

  • É Muita maluquice isso.

    Acho que foi na Inglaterra que as duas Mercedes entraram juntas no Pit e a diferença do Lewis pro Nico era menos de 2s. Inacreditavelmente o Rosberg não precisou esperar o Hamilton trocar os pneus, foi instantâneo, perfeito, algo que parece que eles já treinaram umas mil vezes.

    Até o narrador achou que o Nico teria que esperar a troca e ficou impressionado com a rapidez da equipe Alemã.