ESTRELA CADENTE

SÃO PAULO(putz) – Muito triste ver o estado da antiga fábrica da Estrela no Parque Novo Mundo (bairro que nasceu em área pertencente às Organizações Novo Mundo, dos mesmos donos da Vemag, na zona norte de São Paulo, divisa com Guarulhos).

A reportagem fotográfica de Glaucia Garcia, do sempre excelente “São Paulo Antiga”, está aqui. Grande parte das minhas alegrias de criança saíram deses galpões.

Qual brinquedo da Estrela você teve no passado? Qual era seu favorito? Ainda existem brinquedos da Estrela?

Contem tudo.

estrelacadente

Comentários

  • Também era de família paupérrima. Quando aos 13 anos fui trabalhar, comprei com o meu primeiro salário o Castelo de Grayskull da coleção he-man da estrela. Foi um dos dias mais felizes de minha vida. Depois de casado, comprei o meu Ferrorama XP 500 pois na época ganhei um xp 100. Sei que é difícil querer e não poder comprar. Mas em toda a nossas vidas estamos diante desta situação. Seja brinquedo, carro, casa ou qualquer outro bem. Sei que é revoltante querermos e não termos dinheiro para adquirir, mas não podemos tirar o mérito de uma fábrica sensacional como a estrela, que consegue através de seus brinquedos colocar as crianças dentro das histórias de seus personagens favoritos, fazendo as viver momentos de grande felicidade, alegria, entusiasmo e asas à imaginação. Admiro a estrela e a saudosa glasslite hoje e sempre.

  • A Estrela ainda existe, sim, graças a Deus, e está firme e forte. Constantemente eu entro em lojas de brinquedos, e a empresa relançou nos últimos anos vários de seus clássicos: Autorama, Ferrorama, Aquaplay, Genius, etc.

    E meus favoritos quando criança foram o Falcon (tive o grande, original, e o pequeno, da primeira série dos Comandos Em Ação), o He-Man e os Transformers (tive um jipe verde e o “Salt Bot”, verde e cinza, que saltava). De todos, só não consegui manter o Falcon. Mas ainda vou ter um novamente!

  • Ainda tenho uma ambulância do Dr. Saratudo dos anos 1980 e um Ferrorama do começo dos 1990 guardadinhos em suas embalagens e escondidos em um armário daqui de casa. Recentemente montei o Ferrorama e tudo funcionou perfeitamente.

  • Autorama foi um sonho de consumo que nunca consegui alcançar… Banco Imobiliário era da Estrela? Se era, deve ser o campeão. Dois jogos curiosos me marcaram: PETRÓLEO: a gente ia colocando fichas na torre e apertando uns botões. Acho que ganhava quem fazia a mola saltar e jorrar fichas de petróleo pra cima. Outro foi a reprodução da ilha dos THUNDERBIRDS, com as espaçonaves em miniatura… Estrela era sinônimo de brinquedo bom, geralmente mais caro. Tinha os da Troll e da Elka, de plástico, e os da Glaslite, curiosos, mas frágeis. Falando da fábrica, faz 20 anos ou mais, cumpri um mandado judicial nessa unidade da Estrela, no Parque Novo Mundo quase em Guarulhos…

  • Trabalhei lá nos anos 80…tinha um autorama Fitipaldi com a Mclaren M23 e a Lótus 72, que ganhei do meu irmão…aumentei a pista e comprei a Ferrari e a Ligier. Equanto trabalhei lá, ajudei nos testes de lançamento da Brabham BT49 e Lótus 99T e 100T (que eram as mesmas, só mudavam de cor, preta e amarela). Depois, a Mclaren MP4/5. Depois, na loja Lupatelli, comprei outro, que vinha com o Copersucar FD004. Tenho os carros e parte da pista ainda, em funcionamento. E adorava ir à loja dos funcionários, para comprar presentes para sobrinhos e amigos…bons tempos!

    • Olá Marcos, tudo bem? Coleciono Comandos em Ação e você saberia me dizer quem ou quais pessoas eram responsáveis pelos Comandos em Ação. (quem escrevia file cards, cartelas, veículos, e nome dos personagens) Qualquer coisa me fale por e-mail: [email protected]
      Abraços
      Mario

  • Os três favoritos: Ferrorama (lógico), ambulância do Dr. Saratudo e Gigantão (um caminhão do tipo fora-de-estrada) com motor a pilha.

    Tive também um brinquedo muito legal da Atma, uma linha de montagem de automóveis com mecanismo a pilha. Pena que tudo isso se perdeu.

  • Os que mais me marcaram:
    Vertiplano -, ganho num natal, que torrei pilha por muito tempo. O astronauta andou depois em todas as motos de brinquedo que tive.
    Autorama – tinha um pré fórmula um. Os carros eram uma alfa vermelha aberta e um porsche azul fechado. Ganhei logo que nasci e vi meu tio e meu pai brincarem muito antes de poder chegar perto … Lembro de ter que dar um tempo porque o acelerador esquentava na mão … do meu pai chegando as vezes com pedaço de pista novo. Sempre retas em pares, incluindo uma que contava voltas. Terminou virando um oval gigante. Montei e desmontei aqueles carros até cansar. Lembro também que o manual era desenhado e explicava como alinhar e lubrificar as peças. Ah, e as peças eram compradas na Casa Aero Brás …
    Tive também depois um stratus, já estava quase velho demais. Acho que foi meu último brinquedo. Depois de cuidar bem, desmontei todo, tirei o barulho, desmontei os faróis, tirei tudo que parecia desnecessário, para ficar mais leve e andar mais. Montei uma suspensão dianteira também, colocando molas de canetas entre os pinos e deixando os parafusos frouxos.
    Ferrorama não tive, porque tinha um trem elétrico da Atma. Desculpem, mas elétrico e com 12 velocidades se não me engano, num comando com uma alavanca. Sem esta de pilhas. Este também ganhei uma pancada de trilhos, desvios e vagões, ao longo dos anos. A diversão era montar a estrada mais complexa e ver no que dava. Curvas em zigue zague eram divertidas, dava para ver os vagões balançando. E montar rampas com livros, tentando fazer a locomotiva subir até o nível do sofá equilibrando inclinação com limite de tração da locomotiva e peso da composição.
    Boas lembranças. Vida mais simples e muito divertida.
    Da fábrica, estive aí num dos meus primeiros trabalhos de consultoria, há uns 18 anos. Foi bem legal visitar a fábrica dos sonhos de moleque, ver as linhas de produção, o estoque e discutir como planejar e controlar as coisas junto com o pessoal de lá.

  • Tive vários brinquedos estrela, os mais marcantes e que ainda guardo com muito carinho são o Ferrorama XP-1400 e o Autorama Serie Pole Position – Jacarepaguá (Ayrton Senna).

    Ambos estão funcionando e em perfeito estado de conservação, o Autorama inclusive acabou de passar por um processo restauro, está rodando como no dia que saiu desses galpões há 28 anos.

  • Para mim, dói duas vezes.
    Além de um enorme Autorama (ainda funcional !!!), Ferrorama, milhares de itens do Falcon e jogos como Banco Imobiliário, Leilão de Arte e Detetive e alguns Aquaplays, teve o fato de meu pai ter trabalhado lá no departamento médico por 11 anos.
    Essa foto realmente azedou meu dia.

  • Tenho até hoje o Colossos. Era um sonho de consumo que meu pai me deu quando tive alta do hospital. Ele está impecável. A caixa e o manual estão novos.
    Tive também Aquaplay (basquete), Comandos em Ação (G.I. Joe), mas estes foram surrupiados pelos meus primos.

    Pena que a Estrela, assim como a Glasslite, Grow e Gulliver não tem mais espaço no mercado, em razão dos brinquedos xing-ling

  • Ainda existe o prédio da Estrela na Rua Joaquim Carlos, 419 – Quando a fabrica mudou para o Parque Novo Mundo durante um tempo o predio passou a abrigar somente os escritorios. Atualmente a fabrica encontra-se no Distrito Industrial de Itapira.

  • Lembram do helicóptero que voava de verdade, o VERTIPLANO?

    Brinquei muito com o avião/planador FLAMINGO que vinha com um elástico enorme e voava muito!!!

    Autorama F1 74, pista cinza em forma de “8”, na capa Emerson em Interlagos…se não me engano os carros eram Lotus e McLaren. Ah, e vinha com ronco dos motores, hehehe!

    Estrela brilhava naquela época…

    • Eu tive um autorama do Emerson . No meu os carros eram Ferrari e Copersucar, e tinha uma torre cinza que quando vc ligava ela emitia um som contínuo semelhante aos motores , mas irritante pois era contínuo. Bons tempos dos anos 70.
      Abraços

  • Minha tia era secretária de um diretor da Estrela e muitas vezes ela me levava junto com meu irmão e meus primos em um lugar que era chamado de “cemitério”. Era uma loja que vendia para funcionários brinquedos com pequenos defeitos de embalagem ou coisas do tipo a preços bem mais baratos.

    Cheguei a ir umas 2 ou 3 vezes… era muito legal e tentador…

  • Não tenho saudade alguma da Estrela, pois como 80% das crianças brasileiras, meus pais não tinham dinheiro para comprar os brinquedos caros da marca.
    Felizmente vieram os chineses ,trazendo opções baratas, tornando os brinquedos acessíveis à maioria das crianças. Estrela? Que se dane! É a lembrança de um país elitista que felizmente ficou para trás. Não vejo motivos para ninguém ter saudades daquela porcaria.

    • Que engraçado “seo” Moleque de Periferia, eu também não tive os brinquedos da Estrela pois eu também era pobre, assim como você alega ter sido mas nem por isso eu não invejei os meus amigos que tinham e que, eventualmente, compartilhavam comigo a alegria de brincar com eles e nem por isso culpei os meus pais ou invejei algum amigo meu.

      Por outro lado, eu tive alguns poucos brinquedos que consciente de que eles não seriam facilmente repostos, cuidei com todo o carinho e quando eu cresci, os doei a quem nada tinha e hoje com a vida melhor, dou valor e cuido com carinho tudo o que eu tenho e veja só, não me tornei uma pessoa tão amarga como você.

      • Disse tudo. Também nunca tive, quando criança, um “Estrela”, (meus pais não podiam comprar, e não podiam mesmo!) Mas não faço o julgamento tolo desse “Moleque da Periferia”. Eu fui um moleque da periferia! Mas meu cérebro não parou de funcionar; superei tudo e avancei. Enfim, agora adulto, comprei muitos “Estrelas” para os sobrinhos e meu também para filho.

    • Meus pais eram de baixíssima renda financeira, durante a minha infância o meu pai, o único que tinha trabalho remunerado, recebia salário mínimo. Naquele momento (penso que era 1975) recebí de presente de natal o meu primeiro brinquedo Estrela.
      Nunca faltou alimento, fardamento escolar, livros didáticos e amor.
      Ah, dez anos depois doei o fusquinha laranja com rodas enormes na traseira, para outra criança que fez bom uso. Os brinquedos Estrela eram feitos para durar.

    • Me recordo que a realidade da molecada eram os carrinhos de plástico injetado, decorados com uns adesivos chinfrins e das meninas eram bonecas das mais ordinárias, também de plástico monocromático. Com sorte, algumas tinham os olhos móveis e ‘cabelos’ artificiais em vez de moldados. Ou bolas de vinil com as quais a molecada se divertia de kichute na terra vermelha.
      Essa era a realidade da maioria absoluta das crianças naquela época. Brinquedinho cheio de frescura eletrônica da Estrela era coisa da criançada de apartamento. A indústria nacional sempre foi isso aí, monopolista, careira e elitista. O resto é mimimi dessa veiarada sociopata que não enxerga a ponta do nariz e vive com saudades de um Brasil deprimente.

      • Moleque da periferia, deve ter feito muito mal para você não ter tido um brinquedo da estrela… Tanto é , que virou um cara recalcado, amargo, sem alegrias simples na vida. Sociopatas ? Sociopata é você, que não sabe viver em sociedade e comunicar-se, sem destilar sua amargura. Um frustrado… Em tempo : também nunca tive um autorama. E morava em apartamento. Isto me faz pior, em sua opinião? Pior em relação a oquê? Qual seu referencial? Nenhum, por seu comportamento. Conselho : procure um psicólogo. vai te fazer bem…

  • Tive vários, minha infância foi baseada na Estrela, tive vários brinquedos, Autorama, Falcon, Aquaplay, Tonka e tem um que ainda está aqui comigo na caixa, um Stratus vermelho (carrinho de controle remoto), tem mais de 30 anos o carrinho e está perfeito (e brinquei muito com ele).

  • É… os brinquedos Estrela foram parte importante da vida de todos da nossa geração. Os “xing-ling” acabaram com toda e qualquer concorrência na indústria de brinquedos. Vejamos se daqui a mais 30 anos não estaremos colocando as fotos das fábricas das montadoras aqui instaladas em ruínas… quem viver, verá.

  • Meu pai trabalhou até se aposentar na Estrela e eu também trabalhei de 92 a 94 exatamente nesta fábrica e na seda na Joaquim Carlos, ao lado da garagem da CMTC e da sede da Vigor (que ainda fica lá).

    Tenho até hoje meu autorama com a Toleman do Senna, meu Genius original e funcionando e um Cilada.

    Assim como o Tietê, este é mais um pedaço da minha infância que some.

  • Dependendo de quando você nasceu, seus brinquedos podem ter vindo da antiga fábrica do Pari, na rua São Joaquim, que sofreu um incêndio mas funcionou parcialmente até o início dos anos 70 e foi centro de distribuição.

  • Meu Autorama pista Monza Inclinada que ganhei no natal de 1966 (acho) . Veio com duas Lotus 32 e depois incorporei mais dois carros: Ford J azul e um GT40 branco. Tive tambem um posto de gasolina Shell, com elevador para manutenção e rampa, e janelas feitas em acetato! Bons tempos de criança!!!

  • Bom tempos os anos 70/80.
    Tive alguns brinquedos inesquecíveis (nem todos da Estrela).
    Ferrorama, Piloto Campeão (esse era usado), Motorama, Motoban.
    Ano passado teve uma exposição de brinquedos antigos em homenagem ao dia dos pais aqui em Santos e tive a grata surpresa de ver o Foguete, da Série Supersônica da Estrela.
    Os olhos ficaram cheios de lágrimas!
    No blog abaixo, tem alguns raridades:
    http://galeriadosbrinquedos.blogspot.com.br/2012_04_01_archive.html

  • Outro que eu lembrei, Flavio, é o Aqua Móvel, tinha dois modelos, o de bombeiros, vermelho, e o da polícia, amarelo, e o carro era o Corcel II, com todos os emblemas, logotipo da Ford na grade, idêntico ao que rodava na época.

    Ainda devo ter um vermelho enfeitando um quarto na casa da praia dos meus pais, quando for pra lá tiro uma foto.

  • Como eu me arrependo de não ter cuidado e guardado a Jamanta Eletrônica… o Ferrorama não está na caixa original mas permanece na casa da minha mãe. O meu Artur enfeita um canto da casa até hoje, infelizmente sem as antenas e sem o controle remoto… O Colossus está no armário, tenho ele e o controle mas não funcionam… Um dia tenho que dar uma de Flavio Gomes e restaurar o Colossus.

  • Autorama, Ferrorama, Dragão (um big foot de trocentas rodas), F-14/F18/SR71-aviões do comandos em ação, o robô Percival cuja cabeça era o jogo Genius… foram pessoalmente os mais marcantes. É parceiro… …era legal, até os vídeo games e a internet trancarem os guris e gurias em casa até a idade adulta, como vem sendo nos últimos 10 ou 15 anos.

  • Frequentei muito essa fábrica há 38 anos atrás, dentro da barriga da minha mãe que trabalhava na produção de brinquedos. Minha mãe e meu saudoso pai trabalhavam na Estrela e se conheceram lá. Minha mãe saiu da empresa para cuidar da casa e meu pai continuou lá por muitos anos. Minha coleção de brinquedos da Estrela era fantástica e isso dá uma saudade das boas!!!

  • Não foram diretamente os chineses, o que acabou com a Estrela foram Hasbro, Mattel, Playscool, Fisher Price e por aí vai. Se eles criam e mandam fazer na China, a Estrela também poderia não? Alguém sabe como funciona?